No final de semana dos dias 6, 7 e 8 de julho (das 11h às 18h) os cariocas já têm programação garantida. Subir as ladeiras do charmoso bairro de Santa Teresa para apreciar um belo cenário com muita arte e desfrutar de um variado roteiro gastronômico. É o Arte de Portas Abertas que chega a sua 22ª edição e reúne mais de 60 artistas, além do Coletivo Filé de Peixe, do Coletivo 13 Numa Noite e do Coletivo Casa da Ladeira, divididos num circuito de 36 ateliês e 10 espaços de cultura. Para marcar a abertura do evento, na quinta-feira (5), às 19h, acontece um coquetel para convidados no Parque das Ruínas.
O Parque das Ruínas também é um dos destaques da programação e vai abrigar a exposição do Espaço Eu Vira, mais novo ateliê do bairro, composto pelos fotógrafos Bruno Veiga, Greice Rosa, Rogério Reis, Osvaldo Carvalho, Leonardo Ramadinha e Marco Antonio Portela. A mostra, intitulada Roda Gigante, apresenta obras dos seis artistas, que são visualmente diversificadas, mas conectada com as coisas e preocupações do homem pós-moderno. O Parque das Ruínas também irá ambientar os trabalhos do dos fotógrafos Valter de Gaudio e Edu Pimenta, do Coletivo Filé de Peixe e do Coletivo 13 Numa Noite. A Casa Amarela, o Museu Chácara do Céu, Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, a Casa Alto Lapa Santa, o Cine Santa Teresa, o Museu Casa de Benjamin Constant, o Canto Carambola, a Academia Brasileira de Literatura de Cordel e o Museu do Doce Vivo, também estarão com exposições especiais o evento.
Durante os três dias de Arte de Portas Abertas, o público terá a oportunidade de conhecer de perto trabalhos de arte nas oficinas onde são concebidos e produzidos e, ainda, conversar com os artistas e descobrir um pouco mais sobre o seu universo de trabalho e seu estilo de vida. Para o artista plástico Edson Silveira, o evento contribui com a democratização da arte e educação do olhar. “Precisamos compreender que o artista é um dos principais agentes na educação para o sensível. Quando o artista abre seu ateliê aproximando o público do seu universo físico e imaginário, cria uma proximidade com esta parte sensível do universo do homem. A apreciação da arte passa pela sensibilidade e não pelo consumo e financeiro. A arte está no olhar antes mesmo de estar no objeto”, conclui.
A partir do surgimento da Chave Mestra, em 2003, o Arte de Portas Abertas iniciou um ciclo com uma estrutura mais forte, que contempla a estratégia decidida em conjunto pelos artistas. O projeto criou demandas que extrapolam o final de semana tradicional e realizam durante todo o ano uma série de ações persistentes que ampliam o alcance e fortalecem ainda mais a política cultural proposta pelos artistas do bairro.
Ano após ano, são construídas na perspectiva de revitalizar o bairro, várias ações visando à discussão da arte contemporânea ao mesmo tempo em que acolhe e expõe os mais variados conceitos e técnicas utilizadas no trabalho artístico. Ver, falar, perguntar, escutar do artista o seu processo de criação e a sua história no seu local de trabalho, onde as pistas e as marcas persistem além da obra, tudo isso descortina para o visitante um mundo no qual ele é convidado a participar quando visita os ateliês. O Arte de Portas Abertas conquistou os cariocas e se firmou como o mais amplo e simpático acontecimento de artes visuais do Rio de Janeiro.
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