Baixo nível
meu nível é baixo, sou coisa rasteira,
menino de beira de estrada deserta,
sou coisa dispersa, valeta descalça,
sou uma pedra falsa que brilha, inquieta.
tenho as mãos sujas, e as garatujas
que traço são rastros da minha poesia
a minha sombria presença ignora
da boca pra fora sou fera vadia
o que bebo entorna, o que como afronta
caminho às tontas, não tenho saída
sou coisa varrida, embrulho desfeito
errando a torto e a direito na vida
não tenho conselho, nem sou bom exemplo
meu corpo é um templo de tempo perdido
tenho ossos roídos, e o sangue escuro
de amores impuros, de urros, balidos
eu sou carcomido de reza e sentença
cabeça pequena que pensa, que pena
a minha novena é vela queimando
ardendo até quando calar o poema.
Renato, gosto muito da sua escrita, da sua poesia que é sempre um desafio que vai nos entortando por dentro. O bom é que uma leitura de você é sempre nova, um rio de corredeiras surpreendentes.
Abraços.
olá paulinha,
beleza e tristeza são, a meu ver, uma parceria sensacional. não que se tenha que ficar triste para criar (e nem foi o caso deste texto!). é que quando em mim acontece de gostar demais de algo que é triste (que toca a minha tristeza), exulto...!
beijos, obrigado pela leitura de prontidão (mal tinha acabado de postar o texto! rsrs)
r
linney,
nem imaginas o quanto fico feliz em ter novos olhos a ler meus escritos... seja bem-vindo! convido-te a ler as outras coisas que já publiquei aqui no overmundo.
abraços,
r
querida cida,
ouso já chamar-te assim - perdoe-me! após ter descido as águas de teu poema inacabado (leste o que comentei?), me é bastante honroso que compares minha escritura com as corredeiras de um rio. saiba que em minhas águas sempre respirarás, com essas tuas guelras ultra-sensíveis.
beijos,
r
Grande Renato:
Com este poema você deu um tremendo passeio pelo "EU" humano-animal. E mais: "não tenho conselho, nem sou bom exemplo..."
E você tem razão:
"meu corpo é um templo de tempo perdido..."
Até quando seremos assim, hein?
Abçs. Benny.
Me identifiquei em cada verso do poema! Meu lado obscuro desnudado.Parabéns mais uma vez, grande poeta!
Menino, eu me senti envolta em uma teia, no círculo perfeito destes versos de tanta beleza, de tanta tristeza.
Um dos melhores poemas que li ultimamente.
beijos
excelente!!!!rapaz você conseguiu ir longe!!!
parabéns!!!
abraços,
olá benny,
eis uma grande inquietação minha, percebes. no escrutínio do poema, tenciono averiguar a origem de tais torturas... mas discordo que o "eu" esboçado seja humano-animal: os animais não racionais são tão mais unívocos! o "eu" aqui, meu amigo, é bem humano, mesmo.
abraços,
r
menina brigitte,
muito me alegra que tenhas te identificado. aliás, já percebi que este poema tem eco em muitos outrens... ;) o engraçado de tudo (e vou contar isso só pra ti, tá?) é que escrevi esse poema a partir de um comentário elogioso de um amigo num outro sítio na internet, onde ele revelava querer chegar um dia "ao meu nível na poesia". ele riu bastante da minha resposta... :D
beijos, querida,
r
olá debora,
seja bem-vinda a este meu sítio de palavras! fique à vontade, e dê uma voltinha por aí... vais encontrar outros brinquedos que deixei aqui no overmundo...
beijo,
r
oi saramar,
nossa, isso é que é uma recepção calorosa!... passei tanto tempo sem vir aqui comentar ou publicar, e agora fico besta de ver como sou bem recebido! obrigado... acho que nunca fui tão comentado logo na fila de edição. espero que todos voltem pra votar no texto quando passar à segunda etapa, viu? rsrs
beijos,
r
olá marcos,
fico sempre feliz com o teu gostar. foste um dos primeiros, creio eu, que li, e que respondeu aos meus posts por aqui... sempre grato pela tua leitura.
abraços,
r
Droga, droga, droga!! Por que você não vem comigo para sampa em outubro para gritar essas coisas no corredor escuro do Satori comigo?!
Seu Flaubert repentista!
valério!....
...rsrsrsrsrsrsrs... égua, mano, tu és foda!... tô rindo até agora com esse flaubert repentista que desferiste! só tu mesmo!... sabes bem, eu sou (pelo menos me considero, levianamente) um artesão furioso de alma (de raiz, diriam os regueiros!), e gostaria imenso de estar com vocês em sampa, pra detonarmos tudo... mas quem me garante que eu relaxe e goze no val de cans, a esperar um aeroplano? será que a martinha manda uma garota de programa?
abrações!
r
oi tacilda,
...olha, pois foi quase isso que o zé alves nunes, poetaço lá de brasília, me falou ao comentar sobre um texto meu... daí nascer, em resposta o "baixo nível". já viste que entre poetas o papo é sempre dialético e assimétrico, né? ;)
beijos,
r
Realmente, Renato, o papo entre poetas é mesmo pura interatividade:
NUNCA CALA O POEMA
Não cala o poema
porque não morre o poeta.
Uma coisa é certa,
como é certo o outro dia:
enquanto neste mundo
existir gente,
existirá poeta
e, por certo, a poesia.
E havendo poesia,
haverá quem a leia,
e transforme o choro
em alegria,
que é alento e consolo
pras dores da vida,
e sem ser desmedida,
não é mais fantasia.
jjLeandro
Ora, Renato,
Esqueceu que somos animais?
Somos os macacos de ontem. Logo sendo macaco, somos animais, mas somos.
Abçs.
Obrigada,Renato pela confidência. Li no blog Página Branca a análise de um poema seu, feito por um ex-professor. A análise foi fantástica e o poema também.Seus poemas tocam no que queremos por tudo esconder "debaixo do tapete".Voltarei para votar, com certeza.
Abraços.
Pô, não vale assim.
Acabei de dizer pra Tacilda que queria ser Benny em prosa e verso quando crescesse por causa do Angelus e venho aqui ler um Renato tanto quanto,
diferente porque outro,
mas de gosto bom e cheiro forte de lágrima
e sal de mar picado em gelo seco
quente de esturricar couro curtido
e pele de gente.
Renato,
amei
de fato.
beijin, pequin
Amigo poeta Renanato,
o teu poema é uma joia rara. Admirei demais a riquesa das rimas e a maneira de construir os versos. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
olá leandro,
que coisa linda o que mandaste!... nesse mote, meu caro, papearemos até amanhã de manhã!...
abraços,
r
Rapaz... forte pena a sua! Gostei, me fez lembrar do Cazuza: "agora eu vou cantar pros miseráveis, que vagam pelo mundo, derrotados!....pra essas sementes mal plantadas, que já nascem com cara de abortadas"...
Gosto desse estilo, forte, visceral. E gosto de gente tosca, virada, do avesso. São tão interessantes, não é mesmo?
parabéns!
benny,
tanto não esqueci que disse lá em cima: os animais não racionais são tão mais unívocos. esta assertiva significa, em contrapartida, que nos considero animais racionais. mas racionais até certo ponto... certo? o macaco eu deixo por sua conta (e de darwin).
abraços,
r
marluce,
esplêndida a tua visita! obrigado pela leitura, e pelo teu gostar...
beijo,
r
brigitte!
sim, leste a análise generosa e personalíssima do meu amigo - e professor - helder bentes, que sempre se diz um fã do que escrevo... fiquei muito feliz com o que ele escreveu. os poemas, creio neles como num mapa interior de humanidades. escrevo-os para dirimir angústias pessoais. quanto mais eles disserem, especulares, de íntimos outros, tanto melhor cumprem seu papel de pertencer à humanidade.
beijos, obrigado pela água da tua atenção...
r
oi juli,
confesso: tive saudades do diálogo contigo (inesquecível aquele nosso bate-bola com o identidade, lembra?). gosto do que escreves, e acho teus comentários um capítulo à parte, porque sempre movidos - quando movidos - por sensações frescas e sinceras, escorrendo metáforas aos borbotões para dizer de tua apreciação do que eu, ou benny, ou qualquer um que te agrade, esteja a mostrar. eu me atrevo a te dizer que já és grande o suficiente, não precisas esperar para ser como ninguém... já és juliaura, com essa capacidade larga de abrigar e responder a estímulos. a poesia, creio eu, serve pra isso: encontrar correspondência.
beijos, querida...
r
bravo carlos,
a grandeza - magnitude - da poesia está na impressão inequívoca de irmanarmo-nos. quando me chamas de amigo poeta , sinto algo tão singelo e sincero como quando li pela primeira vez os poetas que amo (drummond, gullar, pessoa) e senti, mesmo sem nunca tê-los visto de perto, que eles eram meus amigos de verdade, na palavra. obrigado por ofereceres tua amizade... ;)
abraços,
r
olá roberta,
sim! os loucos sempre têm um charme especial, né?... adorei a tua referência ao cazuza, um dos loucos mais adoráveis da cultura brasileira. e é interessante que tenhas te referido a um poeta cancionista, porque também sou compositor, e "baixo nível" tem uma forte vocação para canção... se um dia sair, prometo que posto aqui no overmundo!
beijos,
r
Renato,
é justo disso que falas que pensava quando falei em crescer.
Eu, por assim dizer, jorro as palavras
na imensidão da urgência,
no repente da emoção,
aflita em responder ao gozo
ou à tristeza que me impressionam os postados que comento.
Tivesse eu apenas um tiquito mais de paciência...
Bem, sei lá,
talvez nem escrevesse.
Que cabeça a tua lembrar de um bate-bola nosso lá de março.
Cada dia fico mais fã de tu, guri.
beijin, pequinin
cara, sou teu leitor há algum tempo e fã do trabalho do Clepsidra... vim aqui, li e sem nenhuma surpresa constatei que teu "baixo nível" é de altíssimo nível! e sempre a música, sempra a música sempre, permeando severamente teus textos!, cara é muito bom isso...
Carpe Diem!
HUUU,AÍ Beto arrasou, achei bem incrivel mesmo, ateh combina comigo neh? hehehe
Marcela Fells · Belo Horizonte, MG 3/7/2007 21:00
juli, menina...
essa tua urgência... é isso mesmo que é lindo, é por isso que admiro o que escreves, e o que comentas. a paciência, deixe que ela virá como tempo - ou não. de resto, bom mesmo é trocar essas nossas coisas humanas e reais.
beijos de carinho,
r
ps: jamais esqueço do que me move.
oi harley!
é muito bom saber-te sempre à espreita das coisas que apronto... esteja sempre à vontade em meio a elas - que também te pertencem. a música é água cotidiana.
abraços,
r
olá marcela,
achei muito bacana teres respondido ao meu convite, teres vindo, lido, e até te identificado com o texto... mas, quem é beto?
de todo modo, beijos!
r
Oi Renato Beto (rsrsrs)
Adorei teu ps.
Um curiosidade, na fotinha aí do avatar, estás mergulhando pelado na banheira?
É doideira, tchê!
Beijin
rsrsrs... ah, juli!...
estás competindo com meu mano valério na capacidade de me fazer rir! rsrs... pois é, estou doido pra saber de onde a marcela tirou esse beto...
respondendo à sua curiosidade: estou mergulhado sim, mas não pelado, e não numa banheira. essa foto que adoro (e pena, vocês não conseguem ver muito bem tal a sua pequenez) é obra de minha namorada, ana flor. fazenda renascer, apeú, castanhal, pará. um lago de águas profundas e muito límpidas...
beijos líquidos,
r
Ih!
Que fui eu fezer com essa perguntinha besta?
Dá um beijin na Ana Flor, pelamor de Tutatis e Belisama, que os céus não desabem sobre nossas cabeças, nem o lago aí nos afogue.
Parodiando Mário Quintana, mais imortal que muitos que estão vivos:
- Senhor te amo tanto, que até por sua namorada tenho um certo quebranto
Brincadeirinha Aninha, não liga pra gente despregada de miolo, é tudo sonsa mesmo.
Liga não, liga não.
Ai! Quanto mais mexe, mais ai, ai, ai...
Fui.
Té.
Beijin
Renato.
`São das coisas que entristecem a alma que nascem as grandes obras, como esse seu poema carregado de tantos profundos sentimentos. Arda, companheiro, no seu talento.
Abraços
Noélio A. de mello
Rapaz, muito bom. Me trouxe muitos sentimentos...
Mas gostaria de parabeniza-lo também pela atenção particular que dá aos comentarios que recebeu. Paz e alegria!
Renato,
Gostei muito do seu poema endemoninhado. Lembrei de uma canção de Alceu Valença.
"Sou cobra jibóia e saci-pererê"(Anjo de Fogo) Conhece???
Parabéns!!!
Renato:
Excelente irmão! Combustão em palavras/sentimento.
abraços
juli!...
'magina, menina... nada de céu desabando, que temos poção mágica pra segurar a onda. deixa ser, que a florzinha também é gente com olho de artista - vês?
em tempo: que coisa mais curiosa isso de achar um comentário útil/inútil, né? toda arte é demasiado inútil...
beijos, minha parceira de inutilidades! ;)
r
olá rangel,
sempre honrado com sua presença e sua leitura... valeu parceiro!
abraços,
r
paulinha e benny: deus lhes pague por vossos votos...!
abrações,
r
mano noelio,
vejo-te em consonância, mesma terra de reentrâncias e alagadiços, vejo-te em compromissos infinitos com urdidura de palavras, vejo que, como eu, cavas em rocha demente aquilo que arde, que gera, que sente. então agradeço, poetinha, de fim, e de começo.
abraços conterrâneos!
r
olá watt,
mais um mano de belzonte! agrada-me imenso que em ti tais sentimentos tenham sido movidos. isso é mais mérito seu (da sua sensibilidade) do que meu - e o poema, aí, gera o seu interstício, autônomo. e sim, creio na troca, que não estou aqui pelos confetes - a não ser que eles sejam moedas semânticas, romanticamente desenhadas para gerarem humanidades, tais sejam...
abraços, mano!
r
osvaldo!...
um anjo de fogo endemoniado, que vai ao cinema, comete pecado, que bebe cerveja e cospe no chão!... os, sim! isso é maravilhoso... uma pérola de canção! adoro alceu, muitíssimo. tenho esse clássico disco, o espelho cristalino... bárbaro! felicíssima - e honrosa para mim - comparação, osvaldo! e pra ficarmos com mais uma do alceu (e do mesmo disco) que eu adoro, e também creio ter a ver:
"quando eu canto, seu coração se abala
pois eu sou porta-voz da incoerência
desprezando seu gesto de clemência
sei que o meu pensamento lhe atrapalha
cego o sol, seu cavalo de batalha
e faço a lua brilhar no meio-dia
tempestade eu transformo em calmaria
e dou um beijo no fio da navalha
pra dançar e cair nas suas malhas
gargalhando e sorrindo de agonia
se acaso eu chorar, não se espante
o meu riso e o meu choro não têm planos
eu canto a dor, o amor, o desengano
e a tristeza infinita dos amantes
dom quixote liberto de cervantes
descobri que os moinhos são reais
entre feras, corujas e chacais
viro pedra no meio do caminho
viro rosa, vereda de espinhos
incendeio esses tempos glaciais"
...e viva a música brasileira!
abraços,
r
olá letícia!
bacanérrima tua visita, e teu comentário: combustão é coisa essencial da vida, né? e sangue também. sangue no palco.
beijão, irmã!
r
carlos, grato pelo teu retorno e teu voto...
abraços,
r
Renato, adorei. Parabéns. Parabéns. Só agora votei, pois ando ausente do overmundo, pois estou do outro lado do oceano e nem sempre entro na net. Continue com suas grandes producoes.
mano terça!
obrigado pela leitura...
abrações!
r
olá zéduardo,
e eu, agradecido (como diz o josé)...
abraços,
r
grande edna,
sempre giramundo, né? tá certíssima, amiga... apareça sempre que der...
beijos,
r
Se calar a tua poesia, muitos vão sofrer por não ter acontecido...poeta tem que acontecer, pois tem a lavra da verdade do ser e não ser...Parabens.
Cintia Thome · São Paulo, SP 2/8/2007 10:50
olá cintia,
a polêmica do silêncio chegou até você, né? :)
essa coisa de que falo às vezes tem a ver com inquietações pessoais, diria, espirituais até. sempre me pergunto até que ponto eu preciso realmente dizer algo. e penso em escritores como augusto dos anjos, ou raduan nassar, que disseram apenas o suficiente, e se retiraram. temo sempre, porque sou uma pessoa excessiva no que diz respeito à necessidade de se comunicar, especialmente através da arte. e falo muito, oh! como sou tagarela! rsrs
por isso, cintia, a busca da poesia tem, para mim, um teor de busca espiritual, de evolução. não vejo sentido em me utilizar deste canal para outra coisa que não seja isso. posso até um dia ficar famoso, vender livros, mas isto seria uma consequência secundária. o principal é, também, o que você falou: lavrar a verdade do que é e do que não é. e não é fácil. é uma gigantesca responsabilidade.
muito obrigado por vir, e comentar!
beijos,
r
Ok...
Também acho que muitas vezes pra mim é como se o lápis fosse a minha boca gritando a minha verdade de lá dentro...as x brinco que sou uma chica xavier,rs (quem me dera!!!), as vezes só pra explodir, mas o que vem a público me dá um receio e responsabilidade também...mas sua poetica é muito...muito boa ...dos mais admiráveis, pra mim, no Over. Obrigado pela resposta.
bj
cintia,
é, se expor - porque afinal, publicar é se expor, né? - dá medo. não acredito na suposta verdade daqueles que dizem se expor sem medo. tem que dar medo, porque é um processo difícil, dói, sangra pra gente crescer. fico muito feliz que curtas a minha sangria aqui no overmundo!
beijos,
r
É lugar-comum, mas vale a pena dizer-te: "O mar é grande porque se coloca abaixo dos rios".
Assim, o seu "Baixo nível" é um poema carregado de poesia; é um mar, rasteiro, de nível baixo, inundando as marés do poeta Renato, que é de alto nível, feito TORRES.
olá frazao,
o mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar, dizia o drummond... diria eu que estou mais pra igarapés, essas sim, águas rasteiras... mas que prazer nos dão ao molharmos os pés exaustos de caminhadas, não? felicíssima e generosa a tua analogia. muito grato pela tua leitura! espero que aprecies os outros textos que já postei aqui no overmundo.
abraços,
r
Sangra pra gente crescer...Renato...é iso mesmo, o lápis é a veia, o canal para sangrar e dizer a verdade do ser humano, mas as vezes este sangue não é tão vermelho para certas pessoas...Valeu!
Cintia Thome · São Paulo, SP 27/8/2007 07:03
cíntia,
para cada um as coisas parecerão de acordo com sua experiência. mas sempre haverão os que enxergarão mais que apenas vermelho no sangue que verteres...
beijos,
r
Parabens amigo, que belo poema, do melhores que ja li aqui neste Overmundo!
victorvapf · Belo Horizonte, MG 1/2/2008 19:26
victor,
agradeço o teu gostar, e espero que aprecie minhas outras produções já publicadas aqui no overmundo.
abraços,
r
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