Estética da Fome
Em época que Botero é o pintor do excêntrico
a passarela desfila ossos sob roupas e aplausos
em passos e descompassos rumo à estética da fome.
A subnutrição passou a ser religião
e as refeições, cardápios e táticas dessa ditadura.
Através de vertigens e alucinações
o corpo cansado de tanta ausência
e dedos intrusos na garganta
pede arrego e um prato de comida.
Já a cabeça, atrás da realidade de Portinari
renega os suplícios de uma delirante gula.
E desejante de gomos e costelas salientes
padrão de vida dos famintos da Somália
juntamente com outros escravos retirantes
na academia, o corpo só malha.
Uau! Atingiu com um tiro só as mazelas
da moda hodierna e criminosa!
Que venha a fartura de outrora!
Em todos os sentidos do ser.
Abraços.
eita porra!
jornalismo com verve barroca muito vigoroso e substancial sobre a ausência de substâncias que corroi as almas subnutridas, carcaças carcomidas no derradeiro gemido da total constipação.
tema sério e poesia verdadeira.
saudações lancinantes
Salve, Giovanni!
A parte maior e mais podre dessa dieta
vem da família, que sabe o que sofrem suas filhas,
que fecham os olhos enquanto suas menininhas queridas morrem.
Lamento.
Abraço Pantaneiro.
Parabéns, Giovanni.
Sua "Estética da fome" é obra para se admirar.
Contudo, em se tratando de mulher, prefiro a Olympia, de Édouard Manet, em detrimento - sem favor nenhum - das criações de Botero e Portinari.
Não quero aqui negar a qualidade desses dois mestres da pintura.
Abraços.
Em tempo: sem Botero, sem Portinari e... sem esses montinhos de ossos compridos.
Eloy Santos · Rio de Janeiro, RJ 29/9/2008 21:52
Que tiro certeiro. Bela construção poética!
Parabéns, Giovanni.
Abraços
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" - dizia o velho Camões, que viveu no tempo em que, falando-se em beleza feminina, mulher bonita era a que tinha carne para se tocar. Hoje, a mulher torna-se anoréxia em nome da beleza. Com isso a arte também se torna anoréxica. A poesia também.
Abraços.
Bem colocado em palavras,num belo texto.esteticamente correto.
Hoje se faz de tudo em nome de um padrão de beleza.
Deixo aqui meus sinceros aplausos por seu texto que nos faz refletir.
BOA BOITE GIOVANE!!!gostei mto do seu poema,só quem viu de perto a fome nos olhos no coração na alma e no estómago vazio,de muitos TIMORENSES,sabe da profundidade das suas sentidas palavras!Naquela ilha,onde parece que DEUS esqueceu de seus filhos,vi homens e porcos juntos,devorando pequenos restos...
DESTINO PINTOR MALDITO/
RABISCOU EM SUA TELA''TIMOR''
AH!SE VISÍVEIS FOSSEM/
TODAS AS SUAS FERIDAS/
SE TODAS AS CICATRIZES/
PUDESSEM SER ESCULPIDAS...
Com lágrimas no coração,pelas lembranças dessa terra,e buscando forças para voltar,desejo lhe dizer que falamos ''a mesma lingua'' obrigada,vc é especial! bjs e mta paz...
GIOVANNI volto para votar e falar que seu poema inundou meus olhos de lágrimas e lembranças de TIMOR q nublou minha tela,queria dizer:BOA NOITE OK? BJ
JACINTA MORAIS · Cascavel, PR 29/9/2008 22:39
Caro Giovanni, seu texto denuncia mais esse nicho de alienação moderno que é a estética, vejo sua atitude de abordar tal assunto e acabo satisfeito com esta, sob minha ótica conturbada tento classificar a massa sob um só signo e com certeza evito criar opniões sob tais assuntos q julgo mais desnecessarios, porem, agradeço por me fazer repensar (mais uma vez) a condição da minha humanidade, coisa desnecessariamente precisa.
Hipocrisia Livre · Rio de Janeiro, RJ 29/9/2008 22:41
Um somali faminto à passarela não chegará
a anoréxica não passa fome, é vômito ela
Um somali morre faminto por não comer
Passarela é fama e grana da que não come.
Lembrei-me, Giovanni, de que
Cantador não escolhe o seu cantar
Canta o mundo que vê
E pro mundo que vi, meu canto é dor
Mas é forte pra espantar a morte
Perfeito teu poema, Giovanni. Muito bom.
Que tempos são estes que vivemos? Será que um dia o ser humano encontrará seu equilíbrio? Confesso andar pessimista...
Abraços
Giovanni,
Gostei da crítica social e da forma de colocá-la.
Poesia é isso. Fala da vida,
dos caminhos, descaminhos,
protestos.
Vamos em frente.
Beijos,
Regina
Arte de diversos estilos,
agradando pais e filhos...
fome dos grãos e dos quilos
e de infames trocadilhos !
Um abraço !
Giovanni, que prazer é recebê-lo aqui neste Overmundo, com poema de tamanho imenso na expressão de tantas e inúteis fomes que cegam os homens para as outras, tão banais que morrem sem holofotes, sem bacanais.
Seja muito bem vindo, poderoso leitor dos nossos dias.
beijos
Poema fantástico,Giovanni!!!
Que bom você chegar assim de forma tão brilhante!
Um retrato realista da nossa (des)humanidade!
Excelente!
Um beijinho azul_infinito...
Blue
Você descreveu muito bem uma situação que infelizmente acontece e que faz vítimas em pessoas mal informadas quanto ao real conceito de estética. Parabéns. Abraços. Langinha...
Langinha · São Paulo, SP 30/9/2008 00:41
Com tanta gente passando fome no mundo, há mulheres que passam fome em nome de uma estética vazia de significado.
bjs
Vaidade das vaidades. Tudo é vaidade... Já dizia o Profeta.
Enquanto uns passam fome por capricho, no mundo lá fora, as Somálias da Vida corre solta destruindo Vida ainda em botões.
Também é um grande prazer estar aqui fruindo poesia de primeira qualidade.
Um grande abraço. jbconrado.
Belo poema , só quem vive de olhos abertos sabem as dores de vários paises onde a fome e a destruição é o prato de muitos seres , parabéns poeta . Abraços...
delen · Cotia, SP 30/9/2008 01:49
Esse mundo é mesmo muito louco e desigual, enquanto a cada hora morrem centenas de crianças de fome em determinados continentes, em certos paises está proliferando a obesidade mórbida em jovens e até crianças, uns morrem por comer demais e outros por nada terem para comer.
Abraços
Seu poema é de primeira. Parabens pela critica social. Bjos.
graça grauna · Recife, PE 30/9/2008 03:34
Giovanni Guidi · Piracicaba (SP)
Estética da Fome
Em meio a tantas notícias ruins de fome pelo mumdo, principalmente pela Äfrica, um modismo táo sem sentido diante da necessidade do ser humano precisar ter energia e disposicáo humana para atender aos seus irm''aos necessitados e desassistidos.
Seu Trabalho contemplou tudo...
...E desejante de gomos e costelas salientes
padrão de vida dos famintos da Somália
juntamente com outros escravos retirantes
na academia, o corpo só malha...
Parabéns .
Abracáo Amigo
A estética da fome foi muito usada por Glauber Rocha, por muito tempo.
Quando viajei o Brasil com minha exposição " homem-Gabiru" usada a mesma descoberta do Josué de Castro. Esse tema será sempre relevante no terceiro mundo.
Estou perplexa diante de tanta beleza e veracidade.Amei conhecer o seu trabalho, agradeço a oportunidade que você me deu de conhecê-lo.
Ecila Yleus · Recife, PE 30/9/2008 07:40
Gostei muito. Um poema sobre os reflexos desta ditadura estética imposta pela doença mental de alguns donos da mídia, abordando a estática das artes plásticas. Muito rico e atual.
Certamente volto pro voto!
Caro Giovanni! Esse mal esta grassando com borra por aqui! A mulherada tá só o osso e vomitando no banheiro! A cabeça do povo é puro caburetê meu caro! Beleza de alerta o seu postado! A mulherada morrendo com a mesa farta!
raphaelreys · Montes Claros, MG 30/9/2008 08:02
Giovani,
Ah, essa caveiras ambulantes a desfilar
nas passarelas do mundo, patrocinadas por
pessoas alienadas e sem escrúpulos,
nós fazem pensar que o sucesso,
igualmente com a fome
tem seu preço e bem alto.
bjssss
Muito oportuna e bem colocada. Parabéns
Coluna do Domingos · Aurora, CE 30/9/2008 10:22
E eu demoraei. ainda bem que chego a tempo: magnífica análise poética(será que podemos naugurar essa expressão carregada de significados?). Arrisco: excelente texto, referências atuais. botero!! que feliz lembrança para dar partida a este primor de texto irônico. Capaz de mostrar a ambigüidade dos desejos. quereresXdesejos. Vc fala de dorespsíquicas graves de forma poética, sem pieguice.
Bravo!!!
De verdade, ganhou uma leitora.
(Valeu , Brandão) que sugeriu o primeiro).
Todo sucesso, Giovanni
mille baci
um belíssimo trabalho, parabéns e depois eu volto.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 30/9/2008 10:51
E desejante de gomos e costelas salientes...
parabéns !
nossa...gostei muito desse paralelo...a forma física anorexa de quem não tem escolha...e o isso não me importa nem um pouco...do que nada querem fazer....a não ser aparecer...
abraços meu caro giovanni...e seja bem vindo.
Olá Giovanni, sem problemas... Adorei o texto acima, parabéns mesmo! Verdade absoluta no que escreveu... Beijo.
Karla Gohr · Curitiba, PR 30/9/2008 13:08
Em nome da beleza, se perde uma vida.
Parabéns. Um excelente texto.
Abraços mineiros para seu pai e para você.
Giovani,
Bacana. Gosto bastante do Botero e detesto osso. Colocassem menininhas somalianas normais nestes modelitos e lhes dessem uma grana preta (ou azul, verde, sei lá) e iríamos resolvendo os problemas da fome no mundo (já que as magrelas 'fashion' não querem comer mesmo...)
Bem vindo ao sítio do pica pau amarelo.
Abs
Muito bem construido e belo,
parabéns Giovani.
abraço poeta!!!
São as injustiças da vida,uns com tanto,outros com nada
Uns que passam fome porque não tem o que comer e outros pra ''manter a forma
Beijos e volto
Poeta Giovanni,
que versos fortes marcantes, cheios de verdades. Eu adorei ter lido o teu trabalho. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
Botero, grande, um dos melhores desses tempos...Portinari o menino de Brodosqui. Prefiro esses e acho mais inteligentes dos que as esquálicas de Mondigliani e viva Di Cavalcanti, onde as mulatas eram mais cheia de charme.Muito interessante a sua Estética da Fome.Portinari colocava os trabalhadores de café fortes, viris em contrapartida aos retirantes sofridos...Magreza é feia e triste, basta dizer as crianças e mães em todas as guerras e bobinhas na passarela...sem glamour algum.
Cintia Thome · São Paulo, SP 1/10/2008 06:55
bem vindo, salve, belo texto - verdadeiro,triste em alguns pontos, sem ser trágico.
bjkk
boia-fria até os 20 anos,
passei muita fome, Poeta.
volto
Giovanni,
Demais cara! A sua leitura dos dias atuais foi sensacional. A fome que subverte o sentido da estética - de arte para consumo (oui individualidade vazia).
Louco mundo esse. De produtores virmaos o próprio produto, o amis vil espelho do consumo. Até Marx acusaria a dureza deste golpe.
Parabéns.
Gostei muito...+ uma fã!!! Volto !! Bjss!!!!
marilia carboni · Londrina, PR 1/10/2008 10:03
Seja bem vindo Giovanni!
Gostei do poema... reflete as hodiernas mazelas (ou de sempre?!) das injustiças ditatoriais das minorias, posto que a maioria passa fome.
GRANDE abraço!!!
O corpo só malha e a mente atrapalha. Perdoe meu trocadilho mas não resisti. Excelente seu texto e o debate que procura fomentar.
Volto pra votar.
Abraço.
Parabéns, Giovanni! A arte sempre se rebelou contra a humilhação da fome. E algo sempre se move quando isso acontece. Abraço.
Guto Maia · São Paulo, SP 1/10/2008 11:35A moda cria , sempre, suas ditaduras . Existem os que se sujeitam aos seus ditames. A moda enigma é isso aí, vc descreveu bem as vítimas que se sujeitam a isso . Volto para votar .
Frederico Rego · Rio de Janeiro, RJ 1/10/2008 11:48
Olá Giovani,
Muito bom o texto! Realmente, algumas pessoas ainda não sabem o que é um corpo saudável e abusam na academia...
Excelente trabalho,parabéns!
beijos...
As modelos estao mais pra Portinari ...Bela comparacao entre os pintores... abracos
victorvapf · Belo Horizonte, MG 1/10/2008 12:01
Bela forma de gritar contra o modismo desenfreado, parabens
sinva
Caro Giovanni Guidi.
Você é o bola cheia da semana, rs rs rs
parabéns!!!
www.bahiatur.vai.la
www.nazarebahia.vai.la
www.roquemedeiros.vai.la
Giovanni,
Este poema-denúncia me fez perguntar; afinal, o que faz com que os estilistas exijam que suas modelos sejam tão esqueléticas.Motivações racionais não devem lhes faltar.Mas as de Si Mesmo(self), que lhes são inconscientes, tudo leva a crer, que se reveladas, constelariam imagens arquetípicas aterradoras, entre elas, A Morte.
Grato pelo convite
ABC (Abraço e Beijo do Cezimbra)
Excelente crítica!
Chegou e arrasou.
Volte sempre para que possamos desfrutar do seu talento.
Parabéns Giovanni.
Giovanni : parabéns. convido vc a conhecer m/ novo trabalho no Overmundo. Apareça lá...Abrs. Langinha....
Langinha · São Paulo, SP 1/10/2008 15:15
Gostei. Uma realidade bem marcante esta das falsas modelos. Contraste com a verdade da fome no mundo injusto. Legal, Espero mais convites. Seja bem vondo Poeta. Aproveito para convidá lo a ler algo que escrevi, :
http://www.overmundo.com.br/banco/sinta
Abraços
Gostei moço, falou de um assunto complicado de forma bastante crítica, porém se ataques. Curti seu poema e seu estilo.
Angélica T. Almstadter · Campinas, SP 1/10/2008 15:53Bem vindo! Um belo trabalho. Abaixo a ditadura da estética. Meu avô, um nordestino marrudo! Dizia: Muié qui num tem carne machuca na cama. Grande sabedoria!
Nildo Cordel · São Paulo, SP 1/10/2008 16:47
sempre acreditei que Deus fez os poetas para falar o que os não podem ou não conseguem, querem e precisam falar... e tu, com teu texto fez isso magnificamente. parabéns!
Maria... · Blumenau, SC 1/10/2008 19:59
Giovanni,
Pegui os depoimentos que estavam lá na caixinha azul e vou colar aqui pra não desaparecerem, porque não me parecem contribuições de edição, mas comentários valiosos sobre a obra tua.
Se não estiveres de acordo, é só clicar na alerta vermelha que está ao lado aqui e pedir para a administração deletar.
Faria essa sugestão na caixinha azul, em edição, mas sem a certeza de quem em 20 minutos que restam para esgotar-se o prazo de edição isso seria possível de vir a ser feito por ti.
Perdão pelo atravessamento.
Fiz.
Tá.
Té.
Beijin.
------
Vc descreveu muito bem, uma situação que infelizmente acontece e que faz vítimas em pessoas mal informadas sobre o real conceito de estética. Parabéns...Langinha.
Langinha · São Paulo (SP) · 30/9/2008 00:37 alerta
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Gostei imenso.
E desejante de gomos e costelas salientes
padrão de vida dos famintos da Somália
juntamente com outros escravos retirantes
na academia, o corpo só malha.
Povo sofrido. Voltarei para votar. Temos mais um poeta...
Dalena GVL · Portugal · 30/9/2008 03:25 alerta
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MUITO SHOW, QUERIDO!!!!!!!!!!!!!!!
Através de vertigens e alucinações
o corpo cansado de tanta ausência
e dedos intrusos na garganta
pede arrego e um prato de comida.
Já a cabeça, atrás da realidade de Portinari
renega os suplícios de uma delirante gula.
ótimo mesmo!
bem-vindo à casa!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ME AVISE QUANDO ENTRAR EM VOTAÇÃO E SEMPRE QUE TIVER TRABALHOS NOVOS, OK??
ABRAÇOS
Fátima Venutti · Blumenau (SC) · 1/10/2008 11:06 alerta
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Verdade e fato. Este modismo que permeia nossos dias é desumano. Praticar esportes é vital, assim como comer de maneira equilibrada é prudente. A ditadura da beleza em troca de saúde e qualidade de vida é que não está com nada.
wam nick · Recife (PE) · 1/10/2008 11:23 alerta
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Caro Giovanni Guidi.
Você é o bola cheia da semana, rs rs rs
parabéns!!!
roquemedeiros · Nazaré (BA) · 1/10/2008 13:19 alerta
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Bravo, Giovanni!
Deixo como companhia despretensiosa um soneto sobre o tema:
Soneto famélico
Herculano Alencar
Produto da pobreza epidêmica,
por sob as cinzas falsas da moral,
dormia sua infância espectral
nos seios comensais de mães astênicas.
Sobreviveu a morbidez sistêmica,
que senta à mesa farta dos jantares...
viveu a juventude e seus pesares
no sobejar da fome ecumênica.
Hoje ostenta a caquexia,
da grande epidemia planetária,
por trás de uma covarde poesia:
Faz-se da fome obra literária
servida nos sarais e livrarias
como se fosse arte culinária.
Abraço fraterno,
Herculano
herculano alencar · São Paulo (SP) · 1/10/2008 16:10 alerta
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Muito prazerosa a leitura do seu texto Giovanni.
Gostei muito dos jogos de palavras. Muito eficazes!
Parabéns
leozito_bhz · Belo Horizonte (MG) · 1/10/2008 18:25 alerta
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Inaugurando a votação com muito carinho e admiração!
beijocas
Oie Gio!!
Muito sucesso! Tua poesia é jóira rara!!
beijinhos azuis_zen
Blueee
Muito bom.
Há muita fome pela ditadura da estética
Mas a fome pela miséria é mais famélica
Olá Giovanni,
Aqui vai minha humilde opinião: é mais do que verdadeira a sua visão sobre essa ditadura da magreza e de corpos esculpidos à custa de muita malhação..Devo confessar que sou adepta da malhação,é claro que no limite do aceitável, obviamente..Sucesso e seja mto bem-vindo..Abraços.
Relamente - temos (o Mundo) que tomar cuidado com esta nova fome. A fome comercial. A fome sem dignidade de ingeligência.
A venda da fome de si mesmo, quando na verdade está sendo vendida a propria intelegência, a propia dignidade.
Muito, bom
andre.
Gosto imensamente da objetividade de suas palavras, que não se despem do indispensável caráter surpreendente que assalta o leitor. Sair do lugar comum na forma de dizer coisas mesmas e, mais ainda, dizer coisas outras numa equação bem construída são feitos de artista.
Aglacy · Aracaju, SE 1/10/2008 22:02
Belo retrato da fúria capitalista.
Estética da fome provocada pela gula por fama, pelo apetite por dinheiro ou somente para ter recursos para alimentar quem em casa está.
Seria ótimo se fome fosse opcional!
Parabéns Giovanni !!
POESIA, de prima.
gosto do modo que poetas.
Boa.
Nossa! Foi muito rápido a votação.
Compareço e deixo meu carinho.
Beleza mesmo de poema Giovanni. Como cheguei muito tarde, não me resta nada a dizer que não fosse repetir os comentários dos que me antecederam. Beleza de estréia.
Bjs
Giovanni, linda poesia. Parabéns!Votado.
Orisvaldo Tanniy · Teresina, PI 2/10/2008 06:56
Grande estética, o seu trabalho.
Parabéns
Um abraço
Enquanto uns passam fome por capricho, no mundo lá fora, as Somálias da Vida corre solta destruindo Vida ainda em botões.
>>> Confirmando Voto. Abraços
o corpo malha e não sai do lugar. salve as esteiras rolantes que renegam o alcance de qualquer lugar. Belo texto.
Rodrigo Saturnino · Belo Horizonte, MG 2/10/2008 12:04
Meus votos para o seu brilhante poema.
Parabéns, mais uma vez.
Giovanni, tudo ok?
A arte é mesmo um campo vasto. Seu poema, longe de ser uma simples tentativa estética faz-nos pensar na real importância de termos pra onde fugir e revelar a outros o que vimos na fuga. Embora a poesia seja um belo escape, e você a usa com maestria, ter a responsabilidade de encarar o tema é dignificante tanto pra quem escreve como para quem lê. Uma arte que surge, como em muitos outros poemas aqui no over, da necessidade de mostrar um caminho ser solto e livre de modismos. Reforço ainda à idéia que talvez tenha vindo tanto a Botero como para nosso Portinari de que a sociedade crua, dura, muitas vezes se esquece que esta nua diante desta liberdade que temos, escrever, revelar ou esconder nas palavras o sujo lixo das classes. Lindas palavras do seu trabalho, estimulantes.
Muito obrigado pelo convite Giovanni. Virei mais vezes, aproveito e te convido a conhecer meus textos.
abç
aut!
Giovanini, o belo texto é cruel, mas é real.
A fome dói, eu já senti, não sei se tão aprofundadamente, mas já.
Veja, somos egoístas e ruins com o próximo.
Suas lindas e fortes palavras constrém mudanças em nós.
Abraço, menino.
A indústria, a indústria... Fazem de tudo para ganhar o pão e depois deixam o pão para manterem essa possibilidade de comê-lo. A humanidade é bisonha...
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 2/10/2008 13:51
Maravilhoso! Palavras certeiras, muito bem colocadas.
Guiovanni,... é bom demais ver a poesia cumprindo seu papel social também.
Parabéns por essa preciosidade. E obrigada pela partilha viu. Um abraço.
Poema forte, palavras exatas, estilo próprio. Muito bom!
Parabéns!
Um grito de alerta poético! Ficou mt bom...
VOTEI
Baci in cuore
Giovanni Guidi · Piracicaba (SP
Estética da Fome
Com Todo carinho e consideracáo neste seu Trabalho táo cheio de valor.
Parabéns pelo empenho e pelo Talento que somados deu este Trabalho já consagrado por qualidade e beleza.
Abracáo Amigo
Giovanni, boa noite!
Grato por sua apreciação ao meu poema.
Eu não conhecia ainda sua poesia. Mas agora estou feliz por conhecer a força social da sua crítica em versos.
Lembrou-me o sábio Josué de Castro, como se a 'geografia da fome' tivesse ganho um capítulo à parte, tratando dos absurdos que a elite burra comete, até mesmo, a si própria.
Votado. Parabéns, Poeta!
Um abraço!
Companheiro me achei na sua estética..
escrevi mto poemas nesta linha até passar pra outra tvz pq doía.
Através de vertigens e alucinações
o corpo cansado de tanta ausência
e dedos intrusos na garganta
pede arrego e um prato de comida.
gstei mto, faz meu genero, não tenho aparecido aqui pq to entupido de ocupações....
prazer te ver
Giovanni,
Muito bons os seus versos. Vivemos, de fato, numa ditadura esquelética, onde anorexia e bulimia são as palavras da moda, e o padrão exigido é quase cadavérico. Os cardápios são lights, e a fome nos espreita, sem que, na maioria das vezes, tenha-se necessidade real de sentir-se fome. Comer tornou-se quase um pecado mortal, "curado" com os aparelhos quase que de tortura medieval, das milhares de academias...
Parabéns pelos versos ! Sucesso em suas poesias ! Deixo o meu voto.
Abraços poéticos
Magrelas e raquíticas são a personificação assexuada imposta por aqueles que por não "gostarem da fruta", obrigam-na a apodrecer...
Bem-vindo, Giovani.
"Chegou ghegando"
Parabéns
Olá!
Obrigado por apreciar meu trabalho!
Belo poema, de tema importante.
Um abraço!
é o século da imagem, meu caro...onde tudo vale quando nada mais tem valor. os ossos expostos, das modelos e dos africanos, desnudam a ideologia dominante, em sua efêmera tempestade das desigualdades sociais. é triste.
Tati Tavares · Rio das Ostras, RJ 3/10/2008 11:34Cara, tem um filme, se não me engano é, O Silêncio Dos Inoscentes. Nele tem um assassino em sério psicótico que deseja confeccionar um vestido de pele feminina. Li a uma crítica sobre o filme e achei incrivel a relação camuflada entre a história da trama e os cabides, beldades anoréxicas que disfilam em pele e osso.
Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 3/10/2008 12:44
Espetacular !...a ditadura da estética é desvio de nossos tempos impositores e inócuos, no que concerne ao "conteúdo" dos seres humanos...
A imagem delínea o indivíduo com ditâmes de uma mídia burra e reacionária, capitalista ao extremo, a revelia de qualquer consciente, enquanto quase 2,5 bilhões de pessoas, nãos sabem se terão SEQUER uma refeição completa ao dia...
Muito Bom !
abs
E toda forma de ditadura é absurda. Muito pertinente sua poesia - parabéns!
Kasinsk · Embu, SP 3/10/2008 20:36
Olá Giovanni,
Perdoa-me por só agora ter tido acesso ao teu poema.
Seja bem vindo ao overmundo e se as demais poesias seguirem este mesmo estilo pode já se considerar um campeão de votos.
Parabéns e abraços!...
Estamos nos alimentando de ilusão. E, pior, através desta ilusão gerando fome ao redor, pois, afinal quem paga a conta do disperdício?
Mas, fica uma pergunta mais difícil: o que estamos fazendo dentro do nosso alcance? Contribuindo para isto? Enfatizando esta besteira para nutri nossos egos?
Giovanni, você pediu minha opinião. Precisa dela??? Veja o impacto que você causou no pessoal. Trabalho MARAVILHOSO. Siga em frente, pois antevejo maravilhas. Lila Su.
Lila Su · São Paulo, SP 5/10/2008 19:00Gostei mano!! boa estréia aqui....bom ver poetas com sensibilidade...para as questões que de tão normais já não sensibizam muitos....parabéns, votado e bem recebido!! Abração!
Smalltown Poeths · Belo Horizonte, MG 6/10/2008 10:34Parabéns! Um belo texto, atual, mostrando tua afinidade contemporânea, unida à técnica e estética de um trabalho elaborado.
Erode Lino Leite · Campo Grande, MS 6/10/2008 19:08
Muito Bom! Um retrato fiel de nossos dias! Parabéns, está mesmo uma beleza, um bj!
Juana Correia · Londrina, PR 7/10/2008 09:35
Excelente meu amigo, mais uma pérola para o Overmundo!
Parabéns!
JP
Giovanni,lindo poema ! Retrato da realidade brasileira,também.
A ignorância e a submissão consolidam os falsos direitos do cidadão.
Abraços
Perfeito, gostei MUITO.. o resto já foi dito... parabéns
veracarioca · Rio de Janeiro, RJ 7/10/2008 18:51
Olá Giovanni,
belo poema. Social sem esse limo do engajado e estético sem essa presunção de ser só instalação.
Um poema que fala deixando que o leitor seja também seu poeta.
Com Carinho
Poema com gostinho de terceira geração! Muito bom!
Paulo Esdras · Brumado, BA 9/10/2008 11:49
Versos perfeitos, que retratam o atual cenário decadente dos escravos da vaidade!
A valorização da imagem nunca esteve tão evidente em nossa sociedade, vive-se hoje um tempo onde a aparência esta pretensamente associada à idéia de felicidade, de superioridade.
Uma geração despersonalizada compõe a “passarela” do século 21, jovens que preocupados apenas com o aspecto físico esquecem de ser, de ser gente! Esquecem de pensar sobre a beleza interior, associada à generosidade, ao amor, a gratidão, aos bons modos, a educação. Barbies semi-analfabetas desfilam seus copos magros, incapazes de sustentar o vazio de suas cabecinhas ocas.
"A verdadeira beleza é aquela que o tempo não pode assinar com rugas"
muito bom overmano. Seja acolhido na nossa casa cultural! Amei o texto!
MaluFreitas · Salvador, BA 9/10/2008 21:55
Esse grito de alerta é importante. Ainda bem, que já existe uma consciência do melefício que esse padrão de estética vem causando a diversas moças e rapazes que querem sobreviver das passarelas.
Muito bom o seu poema.
Parabéns!
Parabéns, eu tenho um pouco de teu estilo poético!
Somos sensíveis a observação da realidade.
Abraços
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