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Faca
Renato Torres · Belém (PA) · 21/10/2007 19:14 · 266 votos · 62 comentários ·  
1
overponto

a faca súbita: o corte antes do corpo
o recorte da memória, a tua paisagem contraluz: silhueta
amolada em pedra e em flor crua
batizada por chuva torrencial & noturna
ruas que correm sob pés nus à juventude
o coito imolado entre céus e terra:
a borboleta e a torre flutuantes
sobre as gruas anteriores, a descoberta.

sentinelas pelas ramas da vestimenta
a tua sede enfrentando o espelho deserto,
onde encontras a vastidão pura e simples,
a filigrana antiga sob tua pele exposta à carícia,
queimando sob os dedos esquecidos
aqui, ou até a véspera do sonho.
perdoas o tempo por te afastares de teus companheiros,
de sombras abandonadas à tua passagem,
da insistente mensagem
postada a ti d’algum porto longínquo.

carregas o afinco de tal faca sobre o peito
e em respeito a teu amor agora confirmado
depões o arado inútil, deixando vazar a maresia dolorosa
num jorro de rosas
até
estancar.



tags: Belém PA poesia faca renato-torres a-pagina-branca textos-literatura
 
canto_esquerdo informações canto_direito
Autoria   Renato Torres
Ficha Técnica  

Poesia Paraense
Poesia Brasileira

Link  

http://apaginabranca.blogspot.com/

Contato  

renatoptorres@gmail.com

Data   21/10/2007
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Volta de prima!
Palavras de fina tessitura, Renato.
O Over agradeçe.
Abçs. Benny.
Benny Franklin · Belém (PA) · 18/10/2007 01:21 
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bravo benny,

sempre atento ao que acontece, não é de admirar que sejas o primeiro a comentar. acho mesmo que "faca" tem bastante a ver contigo, com tua verve poética jorrante. sempre a ir e vir deste sítio, estou sempre às voltas, mano, e com vontade de seguir.

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 18/10/2007 10:00 
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Hum..valeu ficar mais tempo...Aqui encontro palavras bonitas, rs

ruas que correm sob pés nus à juventude
o coito imolado entre céus e terra:
a borboleta e a torre flutuantes
sobre as gruas anteriores, a descoberta.

Entrelaça o doce&sal, o corte&ferida, somando tudo no resumido amor...Salvo ...
Renato, o PA só tem incriveis?
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 18/10/2007 21:39 
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Palavras cortantes, a última estrofe é genial, sensível.

Belíssimo. Volto para votar.
Abraços.
brigitte · Goiânia (GO) · 18/10/2007 23:47 
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Massa!
Alexsandro Ramos Santos · Salvador (BA) · 19/10/2007 19:40 
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Ah! Lança que me fez voar, pairar e voltou-se contra mim!
voto bj
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 20/10/2007 07:00 
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Mano, votado com louvor de que sou capaz de louvar-lhe. Rs.
Abraços, Benny.
Benny Franklin · Belém (PA) · 20/10/2007 13:46 
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Renato, votado com gosto.

Abração!
brigitte · Goiânia (GO) · 20/10/2007 20:13 
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Belíssimo!!!
muito bom! Renato,
votadíssimo!!!!!!!!1
Felipe Henrique · Mesquita (RJ) · 21/10/2007 12:10 
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cíntia,

por acaso, estavas pensando em te afastar? não faças isso... farás falta a muitas pessoas. nõa sei se o pará só tem incríveis, minha querida... certamente não, como em todo lugar. para haver incríveis é preciso haver quem acredite neles...

beijos,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 21/10/2007 16:42 
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brigitte,

também adoro a última estrofe. é ela que justifica o poema, que tem um início, digamos, bem enigmático, estilhaçado em aforismos. sempre feliz em ter tua visita, mesmo sem convite...

beijos,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 21/10/2007 16:44 
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olá alexandro,

obrigado por vir, ler, e achar massa...

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 21/10/2007 16:44 
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cíntia,

a essência da lâmina é o corte: princípio masculino de todo crescimento.

beijo,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 22/10/2007 18:56 
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benny & brigitte,

calor e força de amigos na palavra.

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 22/10/2007 18:58 
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olá felipe,

muito bom é receber novos olhos para uma poesia sedenta.

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 22/10/2007 18:59 
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Renato, dizes verdades a mim. Tua faca rasgou-me o peito como se me mostrasse a vida. Égua meu! Tô passada, amigo. Respiro fundo e digo-te que: "Escondeste, na beleza versada um, recado para quem como eu deixou o tempo passar e nem viu."
Um bj

Lígia Saavedra · Ananindeua (PA) · 22/10/2007 19:50 
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Maravilhoso!
A flor crua que se deixa cortar e vazar em maresia...
Um clímax de maresia, o amor...
É forte e belo, como a paixão que também tem o seu gume.
Perfeito!

beijos

Saramar · Goiânia (GO) · 22/10/2007 19:55 
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lígia,

a verdade da poesia repousa em atenções dispostas. como a tua. o que vês e sentes, isso me interessa. talvez eu escreva mesmo por isso: pra ouvir a voz do mundo ressoar de volta ao meu chamado. mas não como louvores apenas, que isso é fácil de arranjar... é mesmo como um sangramento de um golpe que desfiro - a retirada dessa faca retida aí, nos flancos da memória.

beijos,

r

beijo,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 22/10/2007 20:10 
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saramar,

a flor crua é a própria faca. imagina essa cena: alguém caminha, o tempo todo, com uma faca enfiada no peito. faz suas coisas cotidianas, trabalha, ama, dorme, come, ri e chora com esse espinho plantado. bem familiar, não?

beijo,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 22/10/2007 20:13 
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Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca amolada...
Depor o arado inútil... maresia de rosas...
Que coisa mais bonita, menino!
Lindo.
Bom te conhecer...
Nydia
Nydia Bonetti · Campinas (SP) · 22/10/2007 20:43 
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nydia,

agradeço-te imenso o teu pronto retorno... ao que amolo uma vez mais esta faca com que escrevo, lento, nestes resquícios de árvore.

beijo,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 22/10/2007 20:52 
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Renato, livra o meu peito, Brother. rss

Muito bacana!

abço.
Sérgio Franck · Belo Horizonte (MG) · 22/10/2007 21:08 
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nossa, que bonito! de cortar e remendar em seguida qualquer alma! parabéns!
Candice Gonçalves · Crato (CE) · 22/10/2007 21:19 
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Renato, meu poeta, meu mano das lonjuras,
Assim como "a borboleta e a torre flutuantes", nos encontramos assim "na vastidão pura e simples", de um ideal que remonta milênios,
Prazer em reve-lo, um abraço andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 22/10/2007 21:55 
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Renato, parceiro,

Votado com a mesma profundidade de seu poema...
Marcos Paulo Carlito · Coxim (MS) · 22/10/2007 22:00 
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Verbo amoladíssimo como faca, jorrando metáforas. Parabéns. Votado.
Frazão Brother · Anastácio (MS) · 22/10/2007 23:22 
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sérgio,

é para tanto que tento escrever: como quem retira espinhos... se consigo retirar de quem me lê, isso dirá o tempo.

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 22/10/2007 23:33 
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olá candice,

tens um nome como um verbo articulado, um verbo de invenção. essa faca é mais de remendo que de corte... é mais pra espantar a morte. é mais pra mostrar que embainhar... obrigado por ter vindo!

beijo,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 22/10/2007 23:38 
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Muito bom mesmo, poema fora de série.
Meus sinceros aplausos e abraços, amigo poeta Renato.
Carlos Magno.
carlos magno · Rio de Janeiro (RJ) · 22/10/2007 23:42 
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andré,

oh, sim! tal ideal, muito bem observado por ti, é o motivo primeiro, a sentença que justifica todas as outras. feliz em saber que estamos afinados.

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 22/10/2007 23:42 
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olá marcos paulo,

agradeço tua profunda impressão...

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 22/10/2007 23:44 
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frazão,

amolar o verbo, eis uma tarefa genuinamente poética, artística - no sentido prático que tem o processo criativo. mais do que cortar, a faca do verbo precisa desenhar, no jorro possível, os desenhos do imaginário.

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 22/10/2007 23:48 
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carlos,

obrigado por sempre vir, e por gostar...

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 23/10/2007 00:17 
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Só posso dizer que adorei.
Tacilda Aquino · Goiânia (GO) · 23/10/2007 07:25 
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Bom dia Renato!
Obrigada pelo convite.
Finalmente estou aqui. Parabéns belo belo poema!
E que seja assim, as "facas" cravadas no peito, jorrem rosas.
Grande abraço!
Branca Pires · Aracaju (SE) · 23/10/2007 10:02 
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Esperando estancar esse jorro de rosas....Adorei!
BJS
CRIS
crispinga · Rio de Janeiro (RJ) · 23/10/2007 10:49 
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Renato,
chego tarde, mas a tempo de sentir o gume afiado de tuas palavras, lavras raras de poesia e encanto, como um canto súbito que estanca rosas e permanece, sempre. Lindo poema. Votadíssimo. Parabéns.

Um abraço.
Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro (RJ) · 23/10/2007 11:20 
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Renato,
vim conferir de perto esta lâmina que fere.
Votado!
Bj
Roberta Tum · Palmas (TO) · 23/10/2007 12:23 
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Adorei.

Tens meu voto.

beijos
Lais Espanca · São Paulo (SP) · 23/10/2007 12:27 
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"deixando vazar a maresia dolorosa num jorro e rosas até estancar",genial!Lindíssimo!Abraços.
linney · Canoas (RS) · 23/10/2007 13:18 
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se imolado coito foi
por espada feito amolada faca
é que tempo não importava
nem estar em céus ou terras
ainda entre partidas,
às sombras chegadas
houve, sim, o amor
naquele presente
mais arrancado que dado
então, conquistado sem dor

(beijin, guri. gostei que me pelei)
Juliaura · Porto Alegre (RS) · 23/10/2007 16:39 
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RENATO,
lindo poema entre faca e rosa, entre o que corta e o que encanta.
Parabéns!
Abçs de Betha.
BETHA · Carnaíba (PE) · 23/10/2007 19:40 
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olá tacilda,

o que podes dizer, ou mesmo silenciar, me interessa. recebo-te com gratidão e alegria, ou o que mais possa sentir.

beijo,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 24/10/2007 09:25 
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olá branca,

sim, finalmente chegaste em minha casa de palavra. e espero que tenhas te sentido à vontade entre essas construções metafóricas. a faca seguirá, em afinco, e novas rosas jorrarão...

beijo,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 24/10/2007 09:27 
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olá cris,

essas rosas que jorram vez por outra do peito são inevitáveis, não? melhor do que apenas carregar a faca, dolorosa, e sorrir entre as frinchas da máscara alegre e forte que teimamos em ostentar no meio da multidão.

beijo,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 24/10/2007 09:30 
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nivaldo,

tarde jamais será para o poema. senão, como leríamos versos de dante ou de virgílio? chegas sempre a tempo, em teu tempo, o de jorrar tuas gentilezas embebidas de inteligência. o que dizes sobre permanecer - ah! - eis um sonho meu, como poeta: talvez ficar, como a lembrança de um por-de-sol nítido, na memória de quem me lê.

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 24/10/2007 09:33 
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oi roberta,

e que bom que vieste. esta lâmina, é claro, é a lâmina da paixão. tentei transtorná-la em imagens, para dirimir a dor. e ao fim, confirmar o amor, aceitando meu destino de sangrante...

beijo,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 24/10/2007 09:38 
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olá laís,

com o sobrenome que carregas, em homenagem ou sina - ou ambos, deves mesmo ter te enxergado com clareza na dor que esquadrinheio à faca. ter o teu voto me honra, pois.

beijo,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 24/10/2007 09:41 
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errata: onde lê-se esquadrinheio, leia-se esquadrinhei
Renato Torres · Belém (PA) · 24/10/2007 09:42 
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linney,

sempre sucinto, e sempre gentil: sê bem vindo!

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 24/10/2007 09:43 
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juli, querida...

adoro quando te pelas! e te pelas lindamente, em versos que me surpreendem. adoro provocar outros versos nas pessoas - função da poesia, creio. e vês bem, no que escreveste, que o escopo de faca é mesmo o amor. quisera apenas que fosse verdade essa quimera: que fosse conquistado sem dor...

beijos de fã,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 24/10/2007 09:46 
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betha,

estar entre a faca e a rosa, como disseste: talvez aí uma de minhas sinas...

beijo,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 24/10/2007 09:50 
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Nos lembra CECÍLIA MEIRELES... é preciso dizer mais! Grande inspiração, meu caro Renato, que ela te acompanhe hoje e sempre! Agradeço o convite, valeu a visita!
"NATO" AZEVEDO · Ananindeua (PA) · 24/10/2007 15:20 
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Renato, Parabéns!
Ah, esta faca que corta, recorta e customiza a vida! Adorei a riqueza imagística e metafórica. Numa passagem rápida pelos comentários, percebi que a sua poesia não terminou ali, mas que continuou nas respostas aos comentários dos overmanos/minas.
Agradeço o convite. Sinto estar impedida de frequentar este espaço como outrora. Me delicio em ler e comentar, em fazer daqui o divã poético, onde cada publicação evoca/provoca nossas vivências.
Bjs

Edna Queiroz · Rio de Janeiro (RJ) · 24/10/2007 16:46 
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mano nato,

convidá-lo a vir ler me é quase obrigatório: gosto de tua presença, e de tuas considerações. há mesmo um visgo lírico a ligar faca não apenas à cecília, mas à todos que se derramaram poeticamente na palavra. se é preciso dizer mais, não sei. como ela, só sei que um dia estarei mudo, mais nada.

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 25/10/2007 11:20 
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Caro Renato,
teu poema é belíssimo. Gostei tanto!
Demorei um bocado para aparecer porque estive viajando.
A leitura dos teus versos valeu muito. Dias longe dos poetas do overmundo me deixaram com sede de lirismo.
Um beijo,
Leticia.
Letícia L. Möller · Porto Alegre (RS) · 29/10/2007 07:34 
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Renato Torres · Belém (PA) ·
Uma expressáo muito bonita e forte.
Soube usar muito bem as palavras.

......carregas o afinco de tal faca sobre o peito
e em respeito a teu amor agora confirmado
depões o arado inútil, deixando vazar a maresia dolorosa
num jorro de rosas
até
estancar.

Trabalho muito bonito.
Valeu
azuirfilho · Campinas (SP) · 13/3/2008 16:09 
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Tenho vontade de pegar tuas coisas e inserir nas minhas. Assim que pensar numa maneira de potencializá-las mutuamente, ajo. Miséria seria aplacar com sons esse teu grito fatal. Ao mesmo tempo, habitar meus desertos não é coisa neutra. Pensemos numa saída...

Sempre que visito você nesse não-lugar reponho energias, passo a trabalhar em alguma coisa nova. Depois te mostro a renda de hoje.

Abraço
Valério Fiel da Costa · São Paulo (SP) · 15/3/2008 11:39 
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edna, querida,

com tanto atraso eu te respondo, mas não sem reiterar a importância tamanha que tem a tua fala, como a de todos. estar a mostrar o que escrevo é querer enxergar num espelho humano a inteireza apenas possível através do mergulho íntimo. por isso a intensidade das respostas ao que vocês comentam. obrigado por tudo!

beijos,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 30/7/2008 18:46 
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letícia, querida,

vês? eu sou tão cretino que consegui demorar muito mais pra responder o teu tão gentil comentário! tua presença muito me alegra, e peço desculpas por essa indelicadeza de ter silenciado por tanto tempo. espero que ainda consiga te alcançar, onde quer que estejas!

beijos,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 30/7/2008 18:51 
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azuir,

como sempre, a tua gentileza desafia a minha mais remota auto-crítica... valeu mano!

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 30/7/2008 18:54 
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mano valério,

com as devidas desculpas pela demora em te responder, te digo que a saída já a temos: fazer. e fazer cada vez mais, e provocarmo-nos à hemorragia. porque se há algo que eu possa dizer agora é que tudo o que fazes também me induz ao grito estético. é uma felicidade e uma honra sempre trabalhar contigo!

abraços e saudades!

r
Renato Torres · Belém (PA) · 30/7/2008 18:57 
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