LAMENTO DE UM POETA
Noturnal viageiro sob o céu com luzeiro,
Sucumbe meu romantismo de inanição,
Falsas viandas que me fizeram crendeiro,
Taciturna oferenda para o meu coração.
Sentimental, mas nunca um albardeiro,
As minhas poesias são gritos em oração,
O amor, meu grande e fiel companheiro,
Eu sinto, choro, na mais pura da emoção.
Fonte cristalina de olências do alfeneiro,
Sou mais um rosto que vive em solidão,
Sina pungente! Ah! Mais um cativeiro!
Escravo da dor, holocausta destinação.
Que fêz desta vida seu maior cancioneiro,
Poeta dos ais e do lamento em profusão.
Rivadávia Leite
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