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Resumo da obra ( livro ) " O Que É Linguística "

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Cláudio Carvalho Fernandes · Teresina, PI
19/1/2011 · 11 · 1
 

Amostra do texto

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS
DEPARTAMENTO DE LETRAS
DISCIPLINA: LINGÜÍSTICA III: TÉCNICA DE DESCRIÇÃO LINGÜÍSTICA
ALUNO: CLÁUDIO CARVALHO FERNANDES

O QUE É LINGÜÍSTICA


UFPI
Teresina – 2001

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS
DEPARTAMENTO DE LETRAS
DISCIPLINA: LINGÜÍSTICA III: TÉCNICA DE DESCRIÇÃO LINGÜÍSTICA
ALUNO: CLÁUDIO CARVALHO FERNANDES

O QUE É

LINGÜÍSTICA

UFPI
Teresina – 2001


O QUE É LINGÜÍSTICA


A linguagem é uma das formas com que o homem procurar dominar o mundo em que vive, através do conhecimento, explicando tudo o que existe.

Os estudos lingüísticos constituem um interesse antigo e uma ciência moderna pois a Lingüística é uma ciência recente, que se inaugurou no começo do século XX. Mas o fascínio da linguagem sobre o homem existe de há muito, sendo facilmente observável através da literatura, da poesia, da religião, da filosofia etc. A curiosidade do homem pela linguagem é revelada no transcorrer do tempo por meio de lendas, mitos, cantos, rituais, estórias e até polêmicas muito antigas.

Na antiga Grécia, por exemplo, havia longas discussões dos pensadores para saber se as palavras imitam as coisas ou se os nomes são dados por pura convenção. Sobre a própria organização da linguagem, os mesmos pensadores gregos mantinham calorosos debates: se, de acordo com a ordem existente no mundo, a linguagem segue princípios que têm como referência as semelhanças ou as diferenças.

O tratamento da linguagem verbal também mereceu destaque por parte dos antigos hindus. A redescoberta do sânscrito, que era língua sagrada da Índia antiga, possibilitou, no século XIX, o aparecimento dos sofisticados estudos de linguagem que os hindus haviam feito em épocas remotas. Apesar de os motivos do interesse dos hindus pelo estudo da linguagem serem religiosos, tais estudos eram rigorosos.

Já na Idade Média, uma das manifestações relevantes da reflexão sobre a linguagem teve como base os Modistae, que tentaram elaborar uma teoria geral da linguagem, a partir da autonomia da Gramática em relação à Lógica, e considerando, então, três tipos de modalidades (modus) manifestados pela linguagem natural: o modus essendi (de ser), o intelligendi (de pensamento) e o significandi (de significar).

A atenção que os homens de diferentes épocas sempre dedicaram à linguagem é demonstrada por um número enorme de fatos, mas é apenas com a criação da Lingüística, no começo do século XX, que a reflexão sobre a linguagem conseguiu se impor como ciência, com seu método e objeto próprios, definindo-se, com suficiente bom sucesso entre as Ciências Humanas, como o estudo científico que visa descrever ou explicar a linguagem verbal humana.

Alguns destacados precursores da Lingüística situam-se historicamente nos séculos XVII e XIX, sendo o primeiro conhecido como “o século das gramáticas gerais” e o segundo tendo como ponto relevante as “suas gramáticas comparadas”.

Os estudos da linguagem, no decorrer do século XVII, são caracterizados sobremaneira pelo racionalismo, com os pensadores da época concentrando-se no estudo da linguagem como representação do pensamento e na procura por mostrar que as línguas obedecem a princípios lógicos, racionais, que regem todas as línguas e a partir dos quais torna-se possível definir a linguagem em geral e tratar-se as diferentes línguas como casos particulares dela (linguagem), produzindo-se, então, as chamadas gramáticas gerais e racionais.

Por considerar-se que esses princípios gerais que regem a linguagem são racionais, passou-se a exigir clareza e precisão no uso da linguagem por parte dos falantes, com idéias claras e distintas devendo ser expressas de forma precisa e transparente.

Os estudiosos de assuntos lingüísticos da época constroem uma gramática que deve funcionar como uma espécie de autômato, regido pela Lógica, que possa separar o que é válido e o que não é, tendo como alvo a atingir a língua ideal, universal, lógica, sem ambigüidades nem equívocos, e capaz de assegurar a unidade de comunicação do gênero humano.

O modelo de tal gramática para um grande número de gramáticos do século XVII é a Gramática de Port Royal, chamada também Gramática Geral e Racional, ou Razoada, dos franceses Cl. Lancelot e A. Arnaud, do ano 1690.
Talvez as gramáticas gerais tenham contribuído para a Lingüística principalmente com o estabelecimento de princípios que não se prendiam à descrição de uma única língua, pensando a linguagem em seu aspecto geral.

Já no século XIX, tem-se um outro momento importante para a história da Lingüística, com as gramáticas comparadas, caracterizando o período da Lingüística Histórica. Os movimentos, perspectivas e interesses presentes durante o século XIX são muito diferentes do conjunto do século XVII, com a substituição da validade do ideal universal no estudo da linguagem pelo fato de que as línguas se transformam com o tempo, não importando mais a precisão e sim a mudança. Em tal época dos estudos históricos, procurou-se demonstrar que a mudança das línguas não depende da vontade dos homens, seguindo apenas uma necessidade da própria língua, de forma regular, não aleatória.

O filólogo alemão Franz Bopp é a figura mais expressiva da época, tendo procurado demonstrar o parentesco de várias línguas em sua obra Vergleichende Grammatik des Sanskrit, Zend, Griechischen, Lateinischen, Litauischen, Altslawischen, Gothischen und Deutschen (“Gramática Comparada do Sânscrito, Zende, Grego, Latim, Lituano, Eslavo Antigo, Gótico e Alemão”) e tendo tal importância que se considera que a data de nascimento da Lingüística Histórica é a da sua obra (1816), citada anteriormente.

Foi no século XIX que se descobriu a semelhança entre a maioria das línguas européias e o sânscrito, constituindo tal conjunto de idiomas as chamadas línguas indo-européias.

Os estudiosos indo-europeístas diziam que as semelhanças, que eles encontraram, indicam que há parentesco entre tais línguas, sendo consideradas da mesma família, como transformações naturais de uma mesma língua original, o indo-europeu. Eles propunham que se chegasse a recompor o indo-europeu através do método histórico-comparado, comparando-se as línguas e estabelecendo-se correspondências, principalmente gramaticais e sonoras, visando não mais a língua ideal mas a língua-mãe. Embora não existam documentos dessa língua de origem, o indo-europeu, fez-se sua reconstrução teórica, como conceito, chegando-se mesmo a escrever fábulas em tal “língua”.

A principal contribuição das gramáticas comparadas para os estudos lingüísticos foi evidenciar que as mudanças são regulares, tendo uma direção, não sendo caóticas, como se pensava.

Com o objetivo de mostrar tal regularidade, alguns lingüistas históricos do século XIX chegaram a enunciar leis para as mudanças na língua, de modo a procurar explicar sua evolução através das chamadas leis fonéticas. Para isso, eles construíram uma escrita própria, a fim de anotar as formas em sua evolução, colocando tais formas como matrizes para o conjunto de formas existentes nas línguas indo-européias, em relação à inexistente língua-mãe (o indo-europeu), podendo, assim, identificar e organizar as formas dessa família de línguas.

“Por essa escrita, podemos ver, por exemplo, que o espanhol "lluvia" e o português "chuva" são parentes, tendo evoluído da mesma palavra latina "pluviam". Como encontramos ainda em espanhol "lleno" e em português "cheio" que derivam de "plenum", podemos reconhecer uma regularidade na evolução: pl > ch (português) e pl > ll (em espanhol), onde o sinal > significa "transforma-se em"”.

Também foi essa escrita simbólica desenvolvida no século XIX que deu uma contribuição decisiva para a consolidação da Lingüística como ciência, pois, ao construir tal escrita, a gramática histórica se utilizou de símbolos para descrever a própria língua, constituindo uma metalinguagem, ao usar a linguagem para falar da própria linguagem.

Uma vez que toda ciência tem de ter uma metalinguagem, através da qual estabelece suas definições, conceitos, objetos e procedimentos de análise, havendo metalinguagens formais (uso de símbolos abstratos, como a Física) e não-formais (uso da linguagem ordinária, como as Ciências Humanas em geral), a Lingüística, embora seja uma Ciência Humana, tem valorizado a metalinguagem formal, o que lhe deu uma posição de destaque entre as Ciências Humanas, tornando-se cada vez mais elaboradas as condições que tornaram possível, já no século XIX, uma escrita científica formal para este novo campo do conhecimento humano.

Há duas tendências principais no pensamento lingüístico através da história: o formalismo, que se ocupa do percurso psíquico da linguagem, observando a relação entre linguagem e pensamento e buscando o que é único, universal, constante, e o sociologismo, que estuda o percurso social, explorando a relação entre linguagem e sociedade e procurando o que é múltiplo, diverso e variado.

A história da Lingüística é atravessada por esta divisão entre os partidários de que existe uma ordem interna, própria da língua, e os que defendem a idéia de que tal ordem reflete a relação da língua com a exterioridade, inclusive suas determinações históricas e sociais, e, embora os estudos lingüísticos desenvolvam-se em várias direções, acabam sendo atravessados e definidos por essas tendências conflitantes: o formalismo e o sociologismo.


DUAS OBRAS, UM SAUSSURE E NENHUMA PUBLICAÇÃO

A Lingüística atual começou com o Curso da Lingüística Geral (1916), do suíço Ferdinand de Saussure, mestre da Universidade de Genebra e considerado pai da Lingüística moderna. Tal obra obra resultou de anotações que os seus alunos Ch. Bally e A. Sechehaye fizeram durante as aulas de Saussure.

A Lingüística tem quatro disciplinas que correspondem a quatro diferentes níveis de análise: a fonologia (estudo das unidades sonoras); a sintaxe (estudo das estruturas das frases) e a morfologia (estudo da forma das palavras) que, juntas, constituem a gramática; e a semântica (estudo dos significados).


O objeto

Com Saussure, a Lingüística ganha um objeto específico: a língua, conceituada por ele como “um sistema de signos” (um conjunto de unidades que estão organizadas formando um todo). Define-se o signo como a associação entre significante (imagem acústica) e significado (conceito). A imagem acústica não se confunde com o som, pois ela é, como o conceito, psíquica e não física.

O laço que une o significante ao significado é arbitrário, convencional e imotivado, sendo a língua um sistema formado de unidades abstratas e convencionais. Para Saussure, duas distinções são importantes dentro dos estudos lingüísticos: a primeira é entre língua (um sistema abstrato, um fato social, geral, virtual) e fala (a realização concreta da língua pelo sujeito falante, sendo circunstancial e variável, assistemática). Também a distinção entre sincronia (o estado atual do sistema da língua) e diacronia (sucessão, no tempo, de diferentes estados da língua em evolução) merece destaque na Lingüística, que teve nos conceitos de língua, valor e sincronia a sua base institucional como ciência.


Um método para tudo: o estruturalismo

O que Saussure chama sistema, a organização interna da língua, seus sucessores chamarão estrutura, noção com que procuram valorizar a idéia de que cada elemento da língua adquire um valor na medida em que se relaciona com o todo de que faz parte. Qualquer unidade lingüística se define pela posição que ocupa na rede de relações que constitui o sistema total da língua. O método que analisa a língua assim definida é o método estrutural e dá à Lingüística a posição de ciência-piloto das Ciências Humanas.


Uma forma de estruturalismo: o funcionalismo

O estruturalismo serviu a várias ciências e teve muitas formas no interior da própria Lingüística, sendo uma destas o funcionalismo, que objetiva considerar as funções desempenhadas pelos elementos lingüísticos, sob qualquer de seus aspectos: fônicos, gramaticais, semânticos. Dois tipos de relações – as oposições e os contrastes – constituem os dois eixos, o paradigmático e o sintagmático, que são o suporte da organização geral do sistema da língua.

O eixo paradigmático é o que organiza as relações de oposição (ou/ou), em que as unidades se substituem (tomo/como); e o eixo sintagmático é aquele que representa as relações de contraste (e+e) em que as unidades se combinam (c+o+m+o = como). Assim, toda a estrutura da língua estaria sustentada por essas relações de substituição ou de combinação de formas.

Uma limitação que sempre perturba o estruturalismo é que essas considerações embora sejam satisfatórias para a análise das formas significantes (do nível da fonologia e da sintaxe) não melhoram a análise dos significados (do nível semântico).


AS MUITAS FUNÇÕES

Os estruturalistas entenderam de várias maneiras tanto a noção de relação como a própria noção de função, havendo mais de um funcionalismo.

Um deles considera as funções constitutivas da natureza da linguagem, que são: função expressiva (centrada no emissor); função conativa (centrada no receptor); função referencial (centrada no objeto da comunicação); função fática (centrada no canal, no contato que liga emissor e receptor); função poética (centrada na mensagem) e função metalingüística (centro no código). Todas essas funções aparecem na comunicação humana, sendo que algumas podem ter mais relevo que outras.

Tal funcionalismo aproximou a Lingüística da Literatura, sendo muito rico em conseqüências para a compreensão de aspectos fundamentais da linguagem com respeito a seus usos nos diferentes processos de comunicação.

Outra forma de funcionalismo procura descrever a língua estudando sobretudo os “desvios”: erros, inovações, usos populares, gírias etc., considerando que tais desvios são funcionais ao revelarem as necessidades (funções) que comandam o exercício da língua, como a brevidade, a assimilação, a diferenciação, a invariabilidade e a expressividade.

Este funcionalismo contribuiu para os estudos lingüísticos na medida em que colocou que as “falhas” na linguagem devem ser consideradas de forma produtiva e não apenas como “erros” que seriam descartados da reflexão sobre a linguagem.


Outra forma de estruturalismo: o distribucionalismo

O distribucionalismo é outra forma de estruturalismo que foi desenvolvida nos Estados Unidos por L. Bloomfield e propõe uma explicação comportamental (behaviorista) dos fatos lingüísticos, fundado no esquema estímulo/resposta.

Uma primeira etapa do projeto lingüístico distribucionalista é a descrição, excluindo o historicismo e qualquer referência ao significado. O estudo da língua deve reunir um conjunto de enunciados efetivamente emitidos pelos falantes em um certo momento (o corpus), para dele encontrar seu modo de organização, sua regularidade, podendo a distribuição ser verificada em todos os níveis da linguagem: fonológico, sintático e mesmo semântico.

O objetivo do método distribucional é detectar unidades e estabelecer classes de equivalência entre elas, através da comparação dos contextos em que ocorrem: quando ocorrem nos mesmos contextos pertencem às mesmas classes.


Os círculos

Os chamados círculos lingüísticos propiciaram o desenvolvimento da Lingüística e se constituíam de grupos de estudiosos que se reuniam para discutir a linguagem sob certas perspectivas.

O Círculo Lingüístico de Moscou foi formado em 1915, por iniciativa do russo R. Jakobson e reunia os formalistas russos, objetivando o estudo científico da língua e das leis da produção poética.

Com a extinção do CLM, o debate dessas questões lingüísticas se mudou para Praga, onde o tcheco Mathesius criou o Círculo Lingüístico de Praga (CLP) desenvolvendo principalmente o domínio da fonologia e da poética.

Seguiu-se o Círculo Lingüístico de Copenhague (CLC), em que a ligação entre Lingüística e Poética vai se perder, excluindo-se qualquer referência à literatura. O dinamarquês L. Hjemsley estabelece a oposição entre denotação (sentido primeiro) e conotação (sentido segundo).

Com o Círculo seguinte, o de Viena (CLV), os estudiosos da época procuraram depurar a linguagem, para reformá-la em direção a uma língua conforme a razão, precisa, lógica, universal.


Chomsky: uma teoria científica explicativa

O estruturalismo manteve-se hegemônico na Lingüística até os anos 50, quando Noam Chomsky propôs uma reflexão sobre a linguagem que não fosse tão presa aos dados, mas com um lugar importante para a teoria, centrando seu estudo na sintaxe, que, segundo ele, constitui um nível autônomo, central para a explicação da linguagem.

A finalidade dessa gramática não é ditar normas mas dar conta de todas (e apenas) as frases gramaticais, surgindo a Gramática Gerativa de Noam Chomsky, a qual permite, a partir de um número limitado de regras, gerar um número infinito de seqüências que são frases, associando-lhes uma descrição. A teoria da linguagem deixa de ser apenas descritiva para ser explicativa e científica.


A onipotência da lingüística: um conjunto infinito de frases e um falante ideal

Para Chomsky, a tarefa do lingüista é descrever a competência do falante ideal, a capacidade que todo falante (ouvinte) tem de produzir (compreender) todas as frases da língua, sem interessar a performance, o desempenho de falantes específicos em seus usos concretos.

Por essa capacidade, ele define a língua como um conjunto infinito de frases, dando-lhe um caráter aberto, dinâmico, criativo, mas de uma criatividade governada por regras.

A gramática é ao mesmo tempo um modelo psicológico da atividade do falante e uma máquina que produz frases. a teoria chomskiana conduz ao universalismo, por considerar um falante ideal, bem como a linguagem como sendo inata, intrínseca à espécie humana, caracterizada pela racionalidade, conduzindo essa linha de estudos à relação entre a linguagem e o pensamento, com prevalência do percurso psíquico da linguagem, concentrando-se o interesse nos processos cognitivos.


Um tipo de gramática: a transformacional

Chomsky promoveu um crescente rigor formal no tratamento das questões lingüísticas, elegendo a Gramática Transformacional (da teoria gerativa) como a mais adequada, a que melhor responde às exigências necessárias para dar conta das estruturas (sintáticas) da linguagem.

O desenvolvimento da teoria de Chomsky levou à institucionalização das noções de estrutura superficial (ES) que é a das unidades tal como elas se apresentam nas frases realizadas, e de estrutura profunda (EP), que é subjacente à superficial e em que se representam as formas abstratas. A EP se relaciona à ES por meio de transformações.

Na teoria-padrão de Chomsky (1965), o modelo tem três componentes: um central (sintático) e dois interpretativos (o semântico e o fonológico). O componente sintático é constituído pela base, que gera as estruturas profundas, e pelas transformações que levam às estruturas superficiais.

Os dois componentes interpretativos se articulam sobre o componente sintático: a interpretação semântica incide sobre a EP, e a fonológica incide sobre a ES.


Uma dissidência: a semântica gerativa

Uma questão crucial para a gramática gerativa transformacional é estabelecer a relação entre sintaxe e semântica. Alguns dissidentes procuram mostrar que a semântica, e não a sintaxe, é que tem o poder gerativo, tendo-se uma divisão entre a semântica interpretativa (ou teoria-padrão ampliada) de Chomsky e a semântica gerativa, de G. Lakoff, discípulo discordante de Chomsky.


A autonomia da sintaxe: tudo por um método

Após a teoria-padrão, Chomsky, procurando responder as objeções colocadas pelos semanticistas gerativos, propõe a teoria-padrão ampliada (1972) e, em 1976, a teoria-padrão ampliada revista, sempre no sentido da valorização cada vez maior da ES, a atribuição de menor importância à EP e de desprestígio ao papel das transformações. Contrapostas a isto, já há propostas radicalmente interpretativas que eliminam a noção de estrutura profunda.

A contribuição da teoria transformacional foi exorcizar a concepção comportamental da linguagem que sustentava o estruturalismo.


As outras tendências

Na evolução da Lingüística, algumas questões, após ficarem certo tempo deslocadas, voltam à cena. Embora no século XX domine a tendência formalista, há outras que convivem ou entram em concorrência com ela, desenvolvendo estudos que se voltam justamente para a heterogeneidade e a diversidade, buscando um meio de sistematizar os usos concretos da linguagem por falantes reais. Geralmente, esses estudos privilegiam as noções de dados, de contexto de situação, de sociedade, de história.


O SOCIAL E O CULTURAL

Se há um certo acordo quanto à existência da relação entre linguagem e sociedade, não t

Sobre a obra

A íntegra do resumo pode ser acessada no 'link' da palavra "baixar", ao lado da figura que ilustra o texto. Condensação-resumo da obra "O Que É Linguística", de Eni Pulcinelli Orlandi, 8ª ed. São Paulo, Brasiliense, 1995, apresentando a síntese dos principais capítulos do livro.

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Autoria
Cláudio Carvalho Fernandes
Ficha técnica
Trabalho universitário, da disciplina LINGÜÍSTICA III: TÉCNICA DE DESCRIÇÃO LINGÜÍSTICA, UFPI, 2001.
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Paulo Tabatinga (Pi)
 

Parabéns!

Paulo Tabatinga (Pi) · Teresina, PI 27/1/2011 19:27
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