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Foto: Karinenobre Flickr/Creative Commons
A toxina da palavra!
Recuso senti-la ao meu modo
E consumi-la em paióis gordurosos
Morta de (in) consciência,
Em libidinagem acalorada,
.................
Oh! Evolução das espécies,
Não desejo apenas
Desfiar-te a face entusiasticamente congeminada,
Não cobiço somente
Esta baldeação estaferma,
Essa ardência em díspares artefatos
De o fêmeo-macho porque apartado seja,
Já que, até mesmo,
Os olhos manter-se-ão vidrados na rasteira,
O gasganete da
Penetração gulosa dar-se-á ao papel
Que é o teu desígnio
Matinal.
.................
Pedes-me! E assumo o poetar
Como um ofício onde tenho
Que me masturbar sob palavras que me calo,
Repeti-lo-ei o urro até à perfeição,
Repeti-lo-ei o doer quantas vezes for
Preciso
Até dentro de mim
Tudo perdurar e ter sentido.
.................
Oh! Ser evoluído
Deixa em mim
Crescer o sol sextante até perto da noite,
Deixa-o ser o órgão de vôo da pena,
A volúpia da mão branca,
Só nunca consinta
Que sobre a multiplicação
Dos poemas implícitos verdejantes
Desabe o tormento
Para não ser a seguir
Espécie eliminada.
Benny Franklin
tags: Belém PA poesia ser-germinante poesia-paraense cultura-amazonica belem para benny-franklin textos-literatura
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informações |
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| Autoria |
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Benny Franklin |
| Contato |
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franklin.benny@gmail.com
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| Data |
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20/8/2007 |
| Arquivo |
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25 Kb ·53 downloads |
| Licença |
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