Céleres cavalos mecânicos
Mastigam capim de crepom
Recortado por velhas banguelas
De bengalas e cachecóis azuis.
Em cada poste iluminado
Uma prostituta moribunda
Descansa o sexo do trabalho
Que amolece varões de varões.
Luta desconforme de ladrões
Armados de navalhas e giletes
Na frente da prefeitura deserta
Às 11 da madrugada.
Flores,
Flores,
Flores.
Defuntos,
Namorados,
Jardins.
Nuvens de chumbo de chumbo
Policiais mal criados e insanos
Perseguindo cidadãos documentados
Que de tão santos e injustiçados
Já começam a criar asas...
nos pés.
Metrópole
Metro
Prole
Filharada por metro quadrado.
Querido Marcos:
Você (re)trata a realidade cruel com a sensibilidade poética dos raros ...
Flores
Flores
Flores
Filharada por metro quadrado ... Quantas vezes a única opção de se ver respirando a vida maltrapilha e miserável. Filhos amados ... Que sejam por desejo concebidos e recebidos ... Serão ou não!
Gostei muito!
Beijos_Meus*
*
Marcos, Deus tende piedade de nós, vítimas e algozes de nós mesmos.
O mundo, que pintaste em retrato real, é perfeito.
Abraços.
tangerine trees, and marmalade skys.
Aprovado. Votado.
Um abraço
EG
Que versos densos, urbanos e cruamente cartáticos. Votado. abraços.
Cristiano Melo · Brasília, DF 13/5/2008 20:35
Marcos,
Palavras ásperas... Já estou por aqui há alguns anos e de certa forma sinto falta do "caos". Temo que em outros tempos meu coração tenha se tornado "concreto" demais...
Voto e beijos
Marcos Pontes: teu poema "urbano" é um soco no estômago. Que realismo filho da mãe! Votadissimo.
graça grauna · Recife, PE 14/5/2008 14:07Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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