Às vezes quando o limite
dos nossos sonhos é atingido
vasta fadiga nos abate
deixando-nos o amargor
disseminado feito fel.
Quando as paredes se fazem
de algozes vigilantes
as angústias se multiplicam
e nos fazem reféns
das sombras nos pesadelos
ressuscitadas.
Viver feito sombra
é o que nos resta
nesse momento
em que as asas
da escuridão
nos engole;
a voz escapa-nos
pelas frestas do que antes
era segurança,
agora tênue luz
a soçobrar nos confins
desta desvivência.
Bonito poema em fortes e reflexivas metáforas.
Parabéns.
Abrçs
"Viver feito sombra
é o que nos resta
nesse momento
em que as asas
da escuridão
nos engole"
Pepê, poeta e filósofo, grande reflexão sobre as angústias que permeiam esse mundo moderno, mas somente a sensibilidade para fazê-la! Muito lindo o poema...
Abçs de Betha.
Instigante. Poeticamente filosófico.
Boa, Pepê!
Abçs.
Grato, Branca... Você tão bem sintetizou meu pensamento. Beijos.
Linda Betha, ler seus comentários é deixar-se ensombrecer com suas cálidas asas de menina-alada voejando nos céus de Carnaíba...
Beijos...
Grande Poeta da Cidade Onde Mangueiras Ladejam Nossos Caminhos, mil perdões por não ter aparecido esses dias nos teus poemas vibrantes como a chuva belenense nossa de todo dia... Obrigado por tuas palavras... Abração.
Desvivência! Ainda bem que em momentos assim existe a convivência instigante da poesia, a palavra que amparo o ermo aflorando das profundezas. Aí, a dor vira flor, milagrosamente pelo poder encantatório da poesia, a poesia da vida.
Abração, Pepê.
Cidinha, obrigado por suas palavras... Feliz aquele que consegue compartilhar suas impressões... O eco das palavras noutros reproduzido soa como se um solista puxasse uma introdução e a orquestra logo o acompanhasse... Bom, não que eu me sinta o tal solista... Já me contenta fazer parte deste Overmundo, onde tantos over-artistas comungam um cipoal de idéias e sonhos, sempre carregados de precisão e respeito. Abraços.
Pepê Mattos · Macapá, AP 9/11/2007 13:13
Agora vou te animar porque seu belo poema ajudei a publicar...Aposto como um sorriso do seu rosto eu vou ganhar!
CRIS
Amigo Pepê,
estou aqui maravilhado diante do teu armonioso poema. fiquei encantadíssimo com a tamanha sutileza que existe na feitura dos teus versos. Meus sinceros aplausos e abraços meu grande poeta.
Carlos Magno
Volto para votar!
Abrçs
"...Quando as paredes se fazem
de algozes vigilantes
as angústias se multiplicam
e nos fazem reféns
das sombras nos pesadelos
ressuscitadas..."
Isso eu sei muito bem
gostei muito
Cris, muitíssimo obrigado pelo seu voto de Minerva, rsrs... Ainda mais com rima e tudo... Beijos,
Grande Poeta da Cidade Maravilhosa, suas sempre bonitas e verdadeiras palavras são muito bem vindas... Um abração...
Mais uma vez, fico agradecido, Branca... Beijos.
Garoto, seja bem-vindo a este Overmundo... Aqui, compartilhar reminiscências, sonhos, pesadelos, desejos e toda sorte de sentimentos platônicos ou não é o lema... Sua imaginação é o limite... Abraços...
Pepê,
belo poema! Estava com saudade de ler o que escreves, versos sempre inspirados e que inspiram, linhas intensamente sentidas.
Um beijo.
Pepê,
só encontrei agora este poema magnífico. Como é que alguns textos escapam de nossas leituras? Poema escrito com alma.
Lindo.
Abçs.
Olá amigo, vim conhecer o teu trabalho! Como oficineiro que sou, gosto de propor a transpiração dos textos. O poema do teu texto, ou seja onde concentra a poesia, o que diz tudo se resumo no último estrofe... sendo desnecessário os anteriores ( ou melhor fazer uma reconstrução):
VAGO-LUME
Viver feito sombra
é o que nos resta
nesse momento
em que as asas
da escuridão
nos engole;
a voz escapa-nos
pelas frestas do que antes
era segurança,
agora tênue luz
a soçobrar nos confins
desta desvivência.
Abraços.
Trabalhanado um pouquinho mais..rssrr.
VAGO-LUME
Viver feito sombra
nos restam
nos momentos
em que as asas
da escuridão
nos engolem;
escapa-nos a voz
pelas frestas do que antes
era segurança,
agora tênue luz
a soçobrar nos confins
desta desvivência.
Gostei dessa sua desvivência, Pepê. Votei com prazer.
Caso tenha algum tempo e paciência, estou com um novo velho texto na praça, chamado "Lula nos braços do polvo". É uma reflexão de zoopolítica, ou coisa parecida.
Pepê Mattos, Seu poema é muito bom
silviaraujomotta · Belo Horizonte, MG 9/2/2008 20:36
Fiz uma TROVA para VOCÊ:
Quando o limite do sonho//
chega à impossibilidade//
o viver fica tristonho//
com o pesadelo à vontade.
Gostei: VAGO LUME, foi teve realmente uma baita inspiraçào nestes versos, parabéns, dei mais um voto.Efigênia
Efige · Balneário Camboriú, SC 15/2/2008 22:37
lindo poema, traduz um alma bela, cheia de nuances... um beijo
Kátia
Pepê,
Muito bom poema!
Viver feito sombras...
Saia da penumbra...
Grande!
Beijos e voto.
Regina
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