|
|
Faixa do disco Doristi, gravado entre setembro de 2005 e maio de 2006, na cidade de Ourém, PA. O disco foi resultado de um estudo realizado com a Bolsa de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística de 2005, concedida pelo IAP (Instituto de Artes do Pará).
Participaram das gravações os músicos:
Allan Pinheiro de Carvalho: Banjo e coro;
Fábio Gonçalves Cavalcante: Violões, flautas e voz;
Natalino Brasil "Caratinga": Percussões;
Odiléia: coro;
além da participação especial da Comissão de São Benedito de Ourém na faixa 8 (Folia para São Benedito).
As músicas foram compostas tendo como base um sistema de organização harmônico-melódica que denominei "Doristi", e que está exposto no livro "Doristi - Teoria", que também coloquei para publicação aqui no Overmundo.
Eis a letra desta música:
zaparip
(fábio cavalcante)
onrof ed acob, lena
oiretimec, acetep
ocitsale, ador
aruf aruf
ahnihcif, ahnisac
ahniriednab, edob
Aloc arip
Acoc Arip
Aduja arip
Abmoram
Atua arip
Siam oreuq oãn zap arip
Ariedalab, oãip
Eviteted, Aim otag
Oif mes enofelet
aruf aruf
acif etab, acrof
ratnac e rahnesed
tags: Belém PA musica doristi composicao sistema-musical espelhamento ritmo amazonico
|
| |
 |
informações |
 |
|
| Autoria |
|
Fábio Gonçalves Cavalcante |
| Ficha Técnica |
|
Allan Pinheiro de Carvalho: Banjo e coro
Fábio Gonçalves Cavalcante: Violões, flautas e voz
Natalino Brasil "Caratinga": Percussões
Odiléia: coro
Arranjo e gravação: Fábio Cavalcante
|
| Link |
|
http://www.fabiocavalcante.com/
|
| Contato |
|
fapabipiopo@gmail.com
|
| Data |
|
17/12/2006 |
| Arquivo |
|
2.3 Mb ·100 downloads |
| Licença |
|
 |
|
|
|
 |
comentários  |
postar novo comentario |
 |
| |
 |
Gostei. Mas fiquei curiosa com essa letra. Desculpa, mas como é isso?? Lendo de trás pra frente (as letras) algumas fazem sentido. É isso?
Helena Aragão · Rio de Janeiro (RJ) · 15/12/2006 17:23
1 pessoa achou útil
Sua opinião:
|
 |
Oi Helena, é isso mesmo. Zaparip, assim como outras 13 músicas minhas aqui na fila de edição, foram feitas usando um sistema musical que é o espelhamento, a inversão do sistema tonal tradicional. Você pode conhecer melhor essa teoria no livro "Doristi-Teoria", que também está aqui.
E como o sistema musical (escalas, formação de acordes e etc.) está invertido, resolvi fazer o mesmo com as letras das músicas - invertê-las, escrevendo de trás da frente.
No Zaparip por exemplo, usei nomes de brinquedos infantis: (Boca de forno = onrof ed acob, anel = lena, cemitério = oiretimec, peteca = acetep, elástico = ocitsale, roda = ador, fura-fura = aruf aruf, e por aí vai). Na música "Abacaba" usei nomes de frutas; em Augé, de pessoas; em San ozama, de rios; Alga vive, animais.
E a partitura dessa e das outras músicas estão no livro "Doristi - Partituras", que tá aqui no overmundo também.
Abraço.
Fábio Cavalcante · Belém (PA) · 15/12/2006 20:56
2 pessoas acharam útil
Sua opinião:
|
 |
Mas, Fábio.
Tu tens que dizer também o que é que significa zaparip (pirapaz), pois acho que no Rio usam, ao invés do "pira" paraense, o "pega". Nas bricadeiras de pegador.
Assim, "pira-paz" seria o termo usado pela criança que, cançada, pede para parar.
Valério Fiel da Costa · São Paulo (SP) · 16/12/2006 19:45
2 pessoas acharam útil
Sua opinião:
|
 |
Isso mesmo, Valério. "Pira paz, não quero mais" não é a brincadeira, mas uma expressão que usávamos nas brincadeiras de pira (ou "pega", como dizes que dizem no Rio), significando que se tava saindo do jogo. E as outras expressões presentes no refrão dessa música são várias modalidades de pira que brincávamos: Aloc arip (pira cola); Acoc arip (pira coca; uma corruptela de pira cócoras, a que eu achava a mais sem graça de todas); Aduja arip (pira ajuda); Abmoram (de pira maromba, onde a "mãe" tinha que acertar os outros com uma bola) e Atla arip (pira alta, que tá escrito errado -com "u"- lá emcima).
Fábio Cavalcante · Belém (PA) · 17/12/2006 18:55
2 pessoas acharam útil
Sua opinião:
|
|
|
|
| |
Adicione seu comentário: para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
|
|
 |
|
 |
|
|