Há cinco anos Curitiba ganhou um espaço destinado aos amantes de LPs. Dentro de uma galeria bem no centro da cidade, o Vinyl Club oferece raridade e qualidade aos jovens que estão descobrindo a “bolacha” e aos colecionadores que buscam discos raros.
Marco Antonio Cunha é o encarregado de manter este acervo, que vai desde artistas paranaenses, passando por nacionais e até gringos. Ali você pode encontrar discos por R$1 e até desembolsar R$600 para levar para casa uma raridade como a de Paulo Bagunça – artista carioca.
Trabalhar com isso aconteceu naturalmente. Fanático por vinis desde criança, Marco teve o pai como principal inspirador para continuar o acervo – juntos eles têm mais de oito mil LPs. “O fascínio aconteceu porque não tinha outra mídia, só tinha o K7, mas o disco me chamou mais a atenção”, revela o proprietário.
Para manter a loja abastecida com os vinis, Marco sempre que pode viaja para outros lugares para achar raridades. “Quando entra algum dinheiro extra aqui, viajo para buscar outros discos”.
Mas a loja não é somente um ponto comercial. É também um lugar para bater papo com os amigos, tomar uma cerveja e fazer um som.
Aliás, essa idéia de tocar dentro da loja teve um caso inusitado. “Teve uma vez que estávamos tocando e a polícia foi chamada para interromper o show. O legal é que os policiais acabaram entrando na onda e curtindo o som com a gente”, conta Marco.
Outro caso que o proprietário também recorda foi com o músico Hermeto Paschoal. “Ficamos sabendo que ele estava há uma quadra daqui. Fui buscá-lo e o trouxe pela barba. Sou fã mesmo. O Hermeto acabou vindo até a loja, autografando discos e tirando som até de um copo d’água”.
Com tantas histórias para contar em apenas cinco anos de existência, Marco faz uma observação em relação aos artistas locais versus público curitibano. “O pessoal daqui não consome os seus artistas e isso é péssimo. Parece que sempre um artista de fora da capital tem mais valor”, diz o proprietário, que tem estampado nas paredes e na geladeira fotos de artistas como a extinta “A Chave”, a lendária “Blindagem”, a veterena “Relespública”, os ousados “Faichecleres” e até uma guitarra do grande músico “Waltel Branco” exposta em um lugar de destaque da loja.
Mas falar da importância dos artistas paranaenses isso eu deixo para uma outra oportunidade, que não vai faltar, aguardem.
Mas voltando ao assunto sobre discos, as portas do Vinyl Club estão abertas para todos os públicos de todas as idades com apenas um ponto em comum: ouvir e valorizar os LPs tocando nas maravilhosas vitrolas por aí.
ótima dica...
bem que poderia ter uma filial desta loja no centro de juazeiro ou petrolina. será que eles não pensam em expandir?
coincidência ou não, ontem mesmo eu comprei um vinil de moraes moreira.
abraços,
Olá Luiz! Legal a sua participação aqui... É super bacana a loja. Eu comprei tempos atrás um cd da Blindagem, uma banda daqui de Ctba. Muito legal. Qdo vier pra cá, dê um pulo na loja, vale a pena. Beijo.
Karla Gohr · Curitiba, PR 16/4/2008 20:06
Super legao a matéria Karla,
Pontos culturais comos este merecem toda a atenção e nosso esforço para a difusão.
Quanto ao pouco prestígio com os pratas da casa, infelizmente ainda somos fortemente influenciados pelo pensamento progressista de buscar "lá fora" as referêcias para nosso desenvolvimento. Os brasileiros, no grosso, ainda são um povo sem identidade cultural.
Parabéns e grande abraço!!!
Olá Marcos... legal que vc comentou. Sobre os artistas, aqui em Ctba tem muito aquela coisa de preferir artista de fora do Estado, não somente de fora do país. Temos grandes músicos e parece que o público ainda prefere ouvir sons de outros lugares. Não que não deva ouvir, muito pelo contrário, mas tb vamos dar espaço para conhecer seus artistas, de sua cidade, e isso os curitibanos ainda estão devendo para seus músicos. Beijo.
Karla Gohr · Curitiba, PR 17/4/2008 14:22Karla, belo trabalho o seu, da vontade de ir ai, se pudesse iria, mas no momento nao da. Parabens votadissimo! beijos
victorvapf · Belo Horizonte, MG 21/4/2008 00:04Olá Victor! Obrigada!! Qdo vier pra cá, visite esta loja, é super legal.. beijo.
Karla Gohr · Curitiba, PR 21/4/2008 00:06
Minha filha tem os discos do seu tempo de infância, Tenho um vizinho que coleciona a 45 anos. Sendo solteirão toma gole na porta com outros deserdados do amor, chorando ao som de Nelsom Gonçalves. Em São Luiz, no Maranhão " as tribos" se comunicam através das capas do bolaçhão, com sinais e cortes próprios. Eles importam discos de rap nas origens! Beleza de teto minha cara overmina.
raphaelreys · Montes Claros, MG 21/4/2008 05:33Olá LUB, que legal a sua presença aqui. Valeu, beijo.
Karla Gohr · Curitiba, PR 21/4/2008 12:38Olá Raphael. Bacana o seu comentário e vida longa às bolachas! beijo.
Karla Gohr · Curitiba, PR 21/4/2008 12:39
o LP voce so nao saboreia ele,, mas o resto!!! ate cheiro ele tem.. ai q delicia.
e isso ai pessoal, parabens pela ideia e pela loja.
sou um brasileiro que estou em sao paulo com uma fabrica de prensar vinyls na republica checa.. e uma fabrica que ja esta em funcionamento por mais de cinquenta anos e uma das mais antigas do mundo... quem estiver precisando prensar umas bolachas por umpreco bacana... da um alo.. o minimo sao 250copias,, 7, 10 ou 12''.. preto, colorido ou picture disc.... valeu
Grande contribuição para a cultura urbana. show de bola!! Valeu parceiros....
LUB · Rio de Janeiro, RJ 28/6/2009 13:31Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
O poema de Murilo Mendes que inspirou o batismo do Overmundo ecoa o "grito eletrônico" de um “cavaleiro do mundo”, que “anda, voa, está em... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!