Brasil.gov.br Petrobras Ministério da Cultura
 
 

A poesia sonora de Hilda Hilst no baleiro de Zeca

Regis
Zeca Baleiro e Hild Hilst trabalhando no Júbilo Memória Noviciado da Paixão
1
Tacilda Aquino · Goiânia, GO
5/2/2007 · 374 · 42
 

Foi por iniciativa de Hilda Hilst (1930 -2004) que Zeca Baleiro se tornou parceiro da poeta paulista. Ao receber uma cópia do primeiro disco do compositor maranhense, Por Onde Andará Stephen Fry? (1997), enviada pelo próprio artista, Hilst ligou, propôs a parceria e mandou um disquete com sua obra poética.Foi no disquete que Baleiro descobriu o livro Júbilo Memória Noviciado da Paixão - escrito pela Hilda quando estava apaixonada platonicamente pelo Júlio de Mesquita Neto (vide as iniciais) - e decidiu musicar os versos do capítulo que dá título ao disco.

Depois de dois anos de trabalho, a gravadora de Zeca Baleiro, Saravá Disco, lançou o CD Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé - De Ariana para Dionísio - com poemas de Hilda Hilst musicados pelo artista maranhense.

O disco, segundo Zeca Baleiro, começou a ser gravado em abril de 2003 e teve aval da escritora e a colaboração do violonista Swami Jr. nos arranjos de base. Para musicar os dez poemas, Baleiro buscou uma sonoridade que se encaixasse nos poemas já em essência muito musicais de Hilst. Instrumentos como harpa, oboé e fagote ajudaram a criar o clima. Para dar mais charme ainda ao disco, Baleiro contou com a adesão de dez cantoras para interpretar as canções. Pela ordem de entrada no CD, o time é formado por Rita Ribeiro, Verônica Sabino, Maria Bethânia, Jussara Silveira, Ângela Ro Ro, Ná Ozzetti, Zélia Duncan, Olívia Byington, Mônica Salmaso e Ângela Maria.

As intérpretes estão à vontade no despudorado universo poético de Hilst. O único deslize é de Ângela Maria, que, por conta de seu estilo naturalmente empostado, ficou meio deslocada. Mas no todo, o trabalho tem bom acabamento melódico, garantido pelo repertório de tom linear que assegura a uniformidade das canções ao mesmo tempo em que conta a história do amor impossível de Ariana e Dionísio. Um dos melhores momentos do disco é a Canção V, interpretada por Angela Ro Ro.
Na época do lançamento do disco, no ano passado, conversei com Zeca Baleiro sobre o trabalho. Confira a entrevista abaixo.



Título: Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé - De Ariana para Dionísio
Artista: Vários
Gravadora: Saravá Discos
Preço médio: 30 reais


Entrevista com Zeca Baleiro

“Gosto do lugar onde estou”

Como foi a sua aproximação com Hilda Hilst?

Quando lancei meu primeiro disco, enviei um exemplar a Hilda. Semanas depois ela me ligou e me convidou a compor com ela, foi surpreendente. Claro que topei. Quando ela me ligou, ela leu um poema curto, de três versos, e pediu pra eu musicar já, ali mesmo. Depois mandou um disquete com toda a sua produção poética e disse: “faça o que você quiser”. Então eu tive o insight de fazer o disco.

Você é um compositor que transita com desenvoltura por diversos gêneros e estilos musicais. Qual foi a maior dificuldade de musicar os poemas?

O trabalho foi difícil porque os poemas não tinham uma métrica de canção, versos ritmados. São versos muito livres e muito densos, não poderia musicar como canções pop, iria ficar inadequado. Tinha que achar um caminho que fosse coerente, por isso embarquei no clima medieval dos poemas, enaltecendo o lirismo dos poemas e a interpretação das cantoras.

Você disse que recebeu um disquete com toda a obra poética de Hilda. Por que escolheu justamente Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé, do livro Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão?

Não sei se escolhi ou se fui escolhido. Quando me dei conta, já estava musicando esses poemas. É curioso, mas não foi uma escolha racional de fato.

Então ela chegou a conhecer essas canções?

Sim, ouviu, aprovou, corrigiu a métrica de uns dois versos lá. Ela gostava de cantarolar a Canção X, dizia ser a sua preferida.

Tinha alguma canção sua que ela gostava especialmente?

Ela dizia adorar Bandeira e Heavy Metal do Senhor.

Quando ela ouviu as canções pensou em alguma cantora para interpretá-las? Sugeriu algum nome?

Sugeriu Bethânia e Gal. Bethânia gravou, mas a Gal estava em Nova York nessa altura, envolvida com outros projetos, e não pôde participar.

Parece que sua decisão de fazer Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé reforça a afirmação de que você é um poeta pós-moderno, multifacetado, difícil de ser rotulado ou definido por uma das infindáveis prateleiras nas lojas de CDs. O que pensa de tudo isso?


Bom, estaria mentindo se dissesse que não fico envaidecido com isso, que considero o maior elogio que um artista possa receber – “difícil de ser rotulado”. Já disse alguém que “se você não pode esclarecer, então confunda!”.

O disco tem uma sonoridade medieval, com instrumentos como harpa, oboé e fagote ajudando a criar o clima que lembra o trabalho de grandes trovadores. Qual sua aposta na obra, falando do ponto de vista comercial?

Não tenho expectativas comerciais com o disco, falando muito francamente. Sei o lugar de cada coisa, e este trabalho não aspira a êxitos comerciais. Mas, pela recepção da crítica, e do público especialmente, ele já é um sucesso.

Um dos grandes chamarizes do disco é o fato de você contar com a adesão de grandes nomes da música nacional. Como foi o convite para essas estrelas gravarem os poemas de Hilda?

Fui chamando conforme a canção me sugeria determinado timbre ou jeito de cantar. Acho que fui feliz nas escolhas. E todas se mostraram bem contentes por participar do projeto.

Nesses anos todos de carreira, você sempre se envolveu em projetos paralelos, como a produção dos primeiros discos de Rita Ribeiro e Ceumar, além de ter lançado o primeiro CD do maranhense Antonio Vieira, aos 82 anos. E acabou lançando o selo Saravá. Como você analisa a música independente feita no Brasil?

Acho que tudo nos aponta o caminho da independência, é uma produção que só cresce e ganha adesões. É o futuro.

Depois de cinco CDs, qual avaliação que você pode fazer sobre sua carreira?


Gosto do lugar onde estou.

Como você vê o nível dos artistas que estão surgindo? Há alguém que você admire mais?

Admiro o trabalho de alguns novos artistas sim – Wado, Kléber Albuquerque e Totonho e os Cabra, entre eles.

De que maneira a perplexidade das pessoas em relação ao futuro político do Brasil pode refletir na produção cultural do País e, principalmente, na sua?

Tudo que acontece ao redor reflete na produção artística contemporânea, a não ser que o sujeito passe uma temporada em Marte. Não sei como essa perplexidade se manifestará, talvez surjam algumas canções perplexas por aí.

Ser popular sem soar popularesco parece mover muito da sua composição. Mas, ao mesmo tempo, suas canções não são muito populares no mainstream. Isso o preocupa de alguma maneira?

Nem um pouco. Não faço músicas nem para o mainstream nem para o underground, faço para o mundo, para quem queira ouvir. Para alguns sou cult, para outros sou pop. Estou no meio de um caminho que me é muito confortável. Quero ser tudo e nada. Apenas isso.

compartilhe

comentários feed

+ comentar
Egeu Laus
 

Tacilda,
Ótima e oportuna matéria e entrevista!
Meus parabéns!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 4/2/2007 00:28
4 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
eduardo ferreira
 

saudade de hilda. que bom tacilda, bons doces nesse baleiro.

eduardo ferreira · Cuiabá, MT 4/2/2007 16:31
4 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Tacilda Aquino
 

Obrigada. Que bom que vocês gostaram. Os doces musicais deste baleiros são realmente excelentes. E não fazem mal nem para diabéticos.

Tacilda Aquino · Goiânia, GO 4/2/2007 18:38
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Antonio Rezende
 

Zeca é um dos bons poetas da música popular atual. Conheço bem seu trabalho desde os movimentos culturais da década de oitenta no Maranhão. A Saravá Discos tem uma proposta interessante. A propósito, Tacilda, você viu o resgate musical de Sérgio Sampaio feito por Baleiro? É outro disco que vale uma matéria. Você já ouviu RODA MORTA, de Sérgio Sampaio e Sérgio Natureza?

Antonio Rezende · Palmas, TO 4/2/2007 21:44
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Felipe Obrer
 

Gostei. E não me venham dizer que usar o espaço do comentário só pra elogiar é sub-aproveitamento!
Gostei e ponto!
Parabéns.
Abraço.

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 5/2/2007 01:11
3 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Cida Almeida
 

Concordo com você Felipe! Só páro para comentários quando gosto demais do que leio, quando sou fisgada. Penso que este retorno é interessante para quem publica aqui.

Cida Almeida · Goiânia, GO 5/2/2007 10:01
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Felipe Obrer
 

Cida,
Que bom que concordamos.

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 5/2/2007 10:43
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
eric renan ramalho
 

nossa muito bom.... artistas como o zeca baleiro impulcionam uma nova musica popular brasileira. ele esta no caminho certo, espero que novos compositores sigam os passos dele e saiam da inercia midiatica em que se encontra nosso mercado....

eric renan ramalho · Belo Horizonte, MG 5/2/2007 11:05
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Daniel Duende
 

Matéria e entrevista agradáveis, oportunos (como disse o mestre Egeu) e corretos. Gostei um bocado.
Sou fã de coração do Zeca, e tenho uma admiração distante e terna pela senhora Hilda Hilst há muitos anos.
Fiquei com água na boca por este CD. Vou procurá-lo agora mesmo...

Abraços apertados do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 5/2/2007 11:08
3 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Daniel Duende
 

A propósito... que foto LINDA você arranjou, Tacilda.
O Zeca e a Hilda são figuras de aparência forte e luminosa...

Daniel Duende · Brasília, DF 5/2/2007 11:09
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
analuizadapenha
 

Admiradora eterna de ambos, nem mais nem menos de um em detrimento do outro, ritmo e sedução orquestrados ao som da competência com as palavras, das artes que se ouve ou ler e cresce com o tempo o prazer. Sempre Hilda e Zé. Abraços agradecidos.

analuizadapenha · Natal, RN 5/2/2007 11:44
3 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Carlos ETC
 

Minha Nossa!
A Hilda e o Zeca... já tinha comentado aqui, se não me engano, que acho o Zeca uma das cabeças mais preciosas de nossa música. Juntando com Hilda, nem sei o que dizer.
Ótima entrevista, ótima divulgação!

Carlos ETC · Salvador, BA 5/2/2007 12:06
3 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Ali Assumpção
 

Olá Tacilda e pessoal...
também sou apaixonada por hilda hilst, seus poemas sempre permeiam meus pensamentos e meu cotidiano, da mesma forma, amo o trabalho do zeca, inlcusive, interpreto algumas(muitas) músicas dele, com meu parceiro.
porém, fiquei decepcionada com o álbum, logo que o conheci, continuo escutando e não mudo de opinião: achei que as melodias, os arranjos não conseguem transmitir a aura 'despudorada', inquieta de hilda... não é um álbum feio, as canções e interpretações são muito belas. mas o diálogo música/poesia não aconteceu, como se as letras falassem algo e a melodia, arranjos, outra coisa...
mas essa é minha opinião.
obrigada pelo texto e por trazer aqui, o trabalho de dois artistas dos grandes!

Ali Assumpção · Blumenau, SC 5/2/2007 12:13
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
José Afonso Viana
 

Beleza de matéria. Beleza de entrevista. E beleza de fotografia!!! Só nos falta ouvir o disco. E sou partidário do olhar que vê a beleza da vida e das coisas. É o que conta!

José Afonso Viana · Goiânia, GO 5/2/2007 14:59
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Tacilda Aquino
 


Ali, desde que ganhei o disco ouço-o sistematicamente e confesso que gosto cada vez mais. Gosto dos arranjos pautados pela harpa, oboé e fagote, que dão um clima medieval às canções. Não entendo de música tanto quanto você e gosto ou desgosto simplesmente como ouvinte. É uma ótima trilha sonora para uma sessão de leitura do Overmundo, por exemplo.

Tacilda Aquino · Goiânia, GO 5/2/2007 15:04
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Egeu Laus
 

Quem quiser mais de Hilda Hilst pode ver no sitio oficial dela aqui.

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 5/2/2007 15:04
3 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Cida Almeida
 

Egeu, bela dica. Fui, gostei e recomendo.

Cida Almeida · Goiânia, GO 5/2/2007 15:47
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Rica P
 

É muito difícil, mesmo, musicar poemas. Pela métrica como o Baleiro diz, e também porque a música vive de repetição (reiteração, pra ficar mais bonito), e o poema teima em se desenvolver sozinho...o poema (pelo menos um bom poema) 'se basta' (lógico) deixando pouco espaço para a melodia dizer alguma coisa...Palmas para o Baleiro pela coragem.
O caso mais feliz de poema musicado que me lembro é o 'Trem de Ferro' do Manuel Bandeira, pelo Tom Jobim (também...), naquele disco 'Estrela da Vida Inteira', org. pela Olivia Hime...pelo Tom, claro, mas também porque a estrutura do poema favorece.

Rica P · São Paulo, SP 5/2/2007 17:12
3 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Francinne Amarante
 

parabéns! excelente entrevista!
gostei muito, sou eterna fã de Hilda;
e Salve Zeca!
bj
Francinne

Francinne Amarante · Brasília, DF 5/2/2007 17:14
4 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Felipe Obrer
 

Nos Cadernos de Literatura Brasileira, editados pelo Instituto Moreira Salles, tem uma publicação interessante sobre a Hilda Hilst. Lembro de ter lido. Tem reproduções de originais, trechos de obras, várias fotografias dela naquela casa cheia de cachorros (parece que eram mais de cem) e uma entrevista.
Deve custar meio caro, por isso só li e não tenho, mas imagino que bibliotecas legais tenham esse livro no acervo.

Abraço.

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 5/2/2007 18:14
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Egeu Laus
 

72 pratas cada exemplar. O pior é que talvez tenha sido patrocinado com o nosso dinheiro!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 5/2/2007 23:12
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Felipe Obrer
 

Egeu, fico impressionado com a tua obstinação. Sabes o preço por ter comprado ou a informação é fruto de pesquisa na internet? :)

Um abraço e passo (a notícia é concreta demais pro meu bolso no momento).
P.S.: Sobe o patrocínio, tudo bem. Acho que é importante ela (H.H.) ser divulgada. Existem destinos piores pro nosso dinheiro, pode acreditar. Ainda vou inventar o movimento "viva o prazer da sonegação".

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 5/2/2007 23:21
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
markinho
 

que bela foto hein!sou fâ do zeca e confesso que foi atraves dela que conheci as belas poesias de hilda,sempre que tô na net ouço musicas do zeca agora por exemplo tô ouvindo o ao vivo,bacana o blog pessoas como voce que ajudam a boa musica e poesia não morrerem.
um beijo carinhoso
markinho

markinho · São Luís, MA 6/2/2007 05:26
3 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
SILVASSA
 

louvemos iniciativas como esta

o disco é lindo.

a matéria é linda

SILVASSA · Salvador, BA 6/2/2007 20:59
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
SILVASSA
 

louvemos iniciativas como esta

o disco é lindo.

o texto é fabuloso

SILVASSA · Salvador, BA 6/2/2007 21:00
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Tacilda Aquino
 

Vocês não imaginam como estou feliz com os comentários de todos. Que bom que meu texto, a conversa com Zeca tenham despertado tanto interesse e também aguçado a curiosidade de alguns de vocês para ouvir o disco. Brigadão a todos.

Tacilda Aquino · Goiânia, GO 6/2/2007 21:36
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Antonio Rezende
 

O que é bom rende visita e prosa mesmo.
E aí, Tacilda... viu o disco de Sergio Sampaio, da mesma SARAVÁ do bardo Zeca Baleiro?

Antonio Rezende · Palmas, TO 7/2/2007 10:30
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Tacilda Aquino
 

Vi sim e pretendo fazer um comentário dele aqui. Aguarde.

Tacilda Aquino · Goiânia, GO 7/2/2007 12:42
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Rica P
 

Sobre a comparação entre poesia e letra de canção, recomendo a matéria feita no Entrelinhas, da Tv Cultura. Aparece o Baleiro, inclusive. A parte com o Tatit é muito esclarecedora. Aqui vai o link.

Rica P · São Paulo, SP 7/2/2007 12:48
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Roberta Tum
 

Menina,
fiquei louca pra ouvir o CD...
Bjm

Roberta Tum · Palmas, TO 7/2/2007 15:52
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Antonio Rezende
 

Tenho o disco, Roberta. Quem visita quem em que boteco? hehe

Antonio Rezende · Palmas, TO 7/2/2007 16:14
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Tacilda Aquino
 

Ia me oferecer para mandar uma cópia para você, Tum, mas o Rezende tá mais perto.Você vai AMAR.

Tacilda Aquino · Goiânia, GO 7/2/2007 16:34
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
clarice laus
 

quem vai passar pro computador para que os colegas menos afortunados possam baixar? acho uma iniciativa necessária...

clarice laus · Rio de Janeiro, RJ 8/2/2007 01:14
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Ana César
 

Ao visitar o IMS fiquei encantada com as novas descobertas. Como estou fazendo uma pesquisa de Hilda Hilst para uma tese de mestrado, deparei-me com o Zeca Baleiro, do qual só o conhecia em CD's. Felicidade é saber que ainda temos muito que aprender! E eu estou nessa...

Ana César · São Paulo, SP 5/6/2007 20:29
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Remisson Aniceto
 

Hilda e Zeca, o encontro do antes - que será sempre eterno e do agora, que perdurará pela qualidade. Bela foto, nostálgica, linda matéria. Fiquei com saudade dos livros da Hilda e das músicas do Zeca, dois grandes expoentes da niossa cultura. Parabéns, Tacilda! Abraços.

Remisson Aniceto · São Paulo, SP 2/8/2007 09:56
sua opinião: subir
Nydia Bonetti
 

Bela matéria, Tacilda. Foto fantástica! Parabéns, pela iniciativa. Divulgar cultura é sempre muito bom. Abçs.

Nydia Bonetti · Piracaia, SP 11/10/2007 15:52
sua opinião: subir
Denise Sampaio Ferraz
 

Poxa! Que a matéria é fantástica não precisa dzer! Lindo ainda é ver a foto da Hilda! Que Maravilha, menina!!! Tenho descoberto, agora com um pouco mais de tempo, maravilhas como esse teu entrevistar, mostrar a Hilda, esta mulher furacão! Beijos.

Denise Sampaio Ferraz · São José do Rio Preto, SP 23/10/2007 00:10
sua opinião: subir
Esso A.
 

Sim, esse disco é realmente lindo.
Zeca acertou no alvo suas balas inspiradas.
Merece um prêmio e um beijo, já declarado.
Aqui!

www.sitiodoesso.com

Esso A. · Natal, RN 10/6/2008 10:58
sua opinião: subir
Tacilda Aquino
 

Esso A., que legal que depois de mais de um ano, ainda tem gente descobrindo e lendo a minha matéria. Brigadão pela visita.

Tacilda Aquino · Goiânia, GO 10/6/2008 20:34
sua opinião: subir
redeaan
 

Materia/Entrevista-oportuna e bem-vindaAcredito que quanto mais os autores como o Zeca, o Meirelles e muitos outros abrirem seus corações e exporem as verdades, as fraquezas, enfim democratizarem o making-off dos bastidores das artes; mais se cresce em termos de percepção cultural nesse país.
Declarações como essa do Zeca contribui para nos aproximar do autor e a perceber que talvés estejamos sufocando o artista que existe dentro de cada um de nós.

Abços!
Demétrius
Adm. Rede aan!
Sete Lagoas - MG

redeaan · Sete Lagoas, MG 2/1/2009 14:19
sua opinião: subir
Andréa Teixeira
 

Tacilda,
Adorei a matéria. Vou procurar o disco.
Parabéns!
Andréa Luísa Teixeira

Andréa Teixeira · Goiânia, GO 14/1/2009 09:45
sua opinião: subir
Srta T.
 

excelente!!

Srta T. · Brasília, DF 6/4/2012 11:17
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

filtro por estado

busca por tag

observatório

feed
Nova jornada para o Overmundo

O poema de Murilo Mendes que inspirou o batismo do Overmundo ecoa o "grito eletrônico" de um “cavaleiro do mundo”, que “anda, voa, está em... +leia

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados