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Belém: do Rock, da Aparelhagem e de Tudo Mais

rlemos
Festival Grito Rock - Belém do Pará
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ronaldo lemos · Rio de Janeiro, RJ
13/2/2008 · 273 · 21
 

Crônica, muito pessoal, de uma viagem a Belém do Pará

Manual para a leitura: Este texto é dividido em várias seções, que formam um relato em ordem cronológica. É possível, no entanto, ler apenas as seções que sejam de interesse. A idéia do texto é ser mais um “post” de blog do que qualquer outra coisa.


Estúdio do DJ Beto Metralha

A primeira parada da minha viagem foi visitar o estúdio do Beto Metralha. Outrora um importante membro da cena musical do tecnobrega, hoje Beto opera como uma espécie de catalisador de diferentes cenas e tendências musicais que passam por Belém. É fácil ver um pouco do trabalho dele. Basta conferir o documentário Good Copy, Bad Copy, onde ele aparece trabalhando no seu estúdio, convenientemente montado dentro de casa.

A tecnologia é um elemento fundamental desse trabalho, que acontece, por exemplo, através do MSN. Através dele, Beto Metralha recebe músicas de toda parte e agita produções diversas, como o programa semanal de televisão do DJ Dinho, gravado também no seu estúdio, ou então vinhetas para a televisão anunciando as festas da semana. O número de contatos do MSN do Beto Metralha é impressionante. Quando alguém era procurado e estava offline, parecia que tinha alguma coisa errada, como se todo mundo tivesse de estar sempre conectado.

Além de teclar no MSN o tempo todo, o Beto Metralha fica também operando o After Effects e o SoundForge para produzir músicas e vinhentas. O curioso é que ele faz tudo ao mesmo tempo: edita uma animação no After Effects, tecla no MSN, remixa uma faixa no Soundforge, e ainda por cima fala no telefone e ouve música, enquanto conversa com os visitantes (no caso, eu e meus anfitriões em Belém, o Vladimir Cunha e o Gustavo Godinho). Depois da visita, é impossível não suspeitar que essa capacidade “multitarefa” indica alguma habilidade fora do comum. No entanto, em um segundo pensamento, talvez o caso seja outro. É possível o Beto Metralha seja um dos primeiros representantes de uma geração que está se apropriando da tecnologia na raça e de forma inesperada. E isto está acontecendo não só no Brasil mas no mundo todo.

Documentário(s) sobre o Tecnobrega


A visita ao estúdio fazia parte das gravações do documentário sobre a cena do tecnobrega que o Vlad e o Gustavo estão realizando. Quem não sabe ainda no que consiste esta cena, pode ter um gostinho também assistindo ao documentário Good Copy, Bad Copy. Para dar continuidade às gravações, quase fomos para Barcarena naquele mesmo dia, com o afã de gravar uma festa de aparelhagem do Tupinambá, estrelando o DJ Dinho. Chegamos a ir à estação da balsa, mas ao descobrir que não havia retorno entre 22h e 6h da manhã, este foi um bom incentivo para abandonar a idéia. O resultado foi uma visita ao Boteco São Mateus. Foi lá onde tomei meu primeiro caldo de tucupi da viagem, enquanto notava que sistema de som do bar tocava a banda inglesa The Smiths, enquanto as pessoas na mesa conversavam sobre o livro Os Três Estigmas de Palmer Eldritch, escrito pelo Philip K. Dick. Belém é um lugar de fronteira em muitos sentidos.

“Comércio” e Eletro Melody

No dia seguinte, a rota era seguir para o “comércio”, onde no centro de Belém se concentram os vendedores de rua. O lugar é similar ao Saara no centro do Rio de Janeiro, ou à famosa Rua 25 de Março em São Paulo, com a diferença de que nesses últimos dois lugares não tem para vender (por enquanto) CD´s de tecnobrega. Conversando com os vendedores de rua, deu para constatar a tendência de crescimento de um estilo musical novo dentro da cena, chamado eletro melody. Para contextualizar, o tecnobrega surgiu quando o brega foi se misturando com música eletrônica, adicionando batidas mais rápidas. Um pouco depois que isso aconteceu, a banda Calypso estourou em todo o Brasil, influenciando novamente a cena. As batidas mantiveram-se eletrônicas, mas se tornaram um pouco mais lentas, gerando uma preferência por vocais femininos nas faixas e fazendo surgir assim o chamado “brega melody” (que domina a cena até hoje). Em mais uma reviravolta estética, aparece agora o “eletro melody”. Ele acelera de novo as batidas e inclui elementos do eletro, cena que fez a festa nos clubes “globais” do início desta década, tudo misturado a vocais que lembram o reggaeton.

Essas mudanças rápidas de estilo estão em sintonia com um dos elementos mais importantes constatados na pesquisa que a FGV e a FIPE fizeram em Belém sobre a cena tecnobrega: a necessidade de permanente inovação. Se a indústria musical hoje sofre justamente por não ter conseguido inovar no tempo necessário (foi preciso alguém de fora, a Apple, para começar a vender música online!) no tecnobrega, ao contrário, tudo muda muito rápido. Desde as formas de distribuir a música, até os equipamentos utilizados pelas festas de aparelhagens. Os estilos musicais também não escapam a essa permanente evolução.

O potencial do “eletro melody” é bem grande. Isto porque ele pode muito bem transcender a cena local de Belém e ser recebido em qualquer lugar do mundo simplesmente como música eletrônica. Claro que uma música eletrônica totalmente diferente do que se ouve por aí, mas possivelmente mais divertida e descolada. Dependendo de como caminhar esta cena, ela tem condições de chamar rapidamente a atenção global, tal como vem fazendo o funk carioca nos últimos anos. Ao que tudo indica, um dos grandes nomes responsáveis pelo surgimento do novo estilo é o artista chamado Maderito, ex-integrante da cultuada Banda Bundas, que até hoje recebe crédito pela posição peculiar que ocupou dentro da cena do tecnobrega. Não será surpresa se algum DJ estrangeiro (alô Diplo) começar a “exportar” o estilo.

Em todo caso, antes que isso aconteça, o fato é que o público das aparelhagens já descobriu o eletro melody muito antes e está se divertindo a valer com ele. Conversando com os vendedores de rua no “comércio”, todos apontam que já tem muita gente pedindo coletâneas específicas de eletro melody. O problema é que elas ainda não existem. O estilo é tão novo que só é possível encontrar faixas de eletro melody perdidas em meio a outras coletâneas mais genéricas. No entanto, como o mercado do tecnobrega não dorme no ponto, dá para esperar com enorme segurança que em breve começarão a aparecer compilações só de eletro melody, saciando os fãs.

Outra indicação forte da força do novo estilo veio logo a seguir, em visita ao bairro do Bengui, para um bate papo com o Márcio da aparelhagem Vetron. Marcio é outro ponto de conexão importante do tecnobrega. Ele funciona como uma espécie de curador informal da cena do tecnobrega. Os artistas trazem suas músicas serem remixadas por ele e incluídas em coletâneas. Usando programas como o Soundforge e Vegas, que aprendeu também na raça, ele busca atender ao gosto do público, ao mesmo tempo em que vai também criando tendências. Não duvido que possivelmente ele será a primeira pessoa a lançar uma coletânea exclusiva de eletro melody em Belém.

Grito Rock em Belém


Na noite do mesmo dia, mudança completa de cenário. Era dia de Grito Rock em Belém do Pará, o incrível festival de rock descentralizado que ocorre em várias cidades diferentes do Brasil, sempre na época do carnaval. No ano passado, assisti ao Grito em Uberlândia, Minas Gerais, o que gerou até uma matéria aqui para o Overmundo. Minha esperança é que isto sempre aconteça: poder acompanhar o Grito Rock todos os anos, cada vez em um lugar diferente (e depois escrever um texto para o Overmundo).

A edição de Belém aconteceu no Açaí Biruta, certamente o maior “açaí” que já vi em qualquer lugar. Algumas centenas de pesssoas acompanhavam a festa. Acabei perdendo alguns shows da noite, como o da banda I.O.N. e dos Filhos de Empregada (mas ganhei o EP deles de presente). Consegui ver o show do Clepsidra (de quem eu já tinha o CD, recebido de presente em Recife há um tempo), do Tetris (de Manaus) e do projeto Irracional, que reuniu integrantes das bandas Madame Saatan, Sevilha, La Pupuña e Clepsidra em homenagem ao Tim Maia no seu tempo Racional. Ah, tinha também um artista estrangeiro, o canadense Chris Murray, tocando seu reggae de voz e violão. Acabei conhecendo e conversando com várias pessoas bacanas durante o Grito. De papos com os membros das bandas à Priscilla Brasil, vencedora do 14º Festival Mix Brasil, com o filme as Filhas da Chiquita, que mostra “o que acontece quando 40 mil gays encontram dois milhões de católicos na maior festa religiosa do norte do Brasil”, o Círio de Nazaré.

Festa de Aparelhagem


Contraste total com a festa de aparelhagem do Príncipe Negro. Lá chegando, de cara, era impressionante o aspecto visual do “altar” da aparelhagem, o lugar onde ficam posicionados os DJ´s, centro das atenções da festa. Parecia que uma espaçonave tinha descido no meio do clube em Belém. Por trás de tudo, um gigantesco painel de leds iluminando o lugar com imagens “remixadas” pelos próprios DJ´s, que são ao mesmo tempo também VJ´s (vale dar uma olhada no estudo publicado pela FGV e pela FIPE com detalhes sobre o tecnobrega e as festas de aparelhagem para entender melhor a relação intrínseca da cena com a tecnologia).

A dinâmica da festa é relativamente difícil de entender para um forasteiro. Se shows de rock ou festas de música eletrônica celebram uma certa individualidade, nas festas de tecnobrega dá para ver imediatamente que a coisa é um pouco mais complexa. Primeiramente, são diversas as “galeras” que vão juntas às festas (galera da moto, galera do comércio, dentre outras). Nesses casos, a identidade passa a ser muito mais de grupo do que individual.

Além disso, a comunicação entre o público e os DJ´s é muito mais intensa. Esqueça completamente a imagem apática de um DJ de música eletrônica, que toca para multidões sem sequer levantar os olhos do equipamento. Na música eletrônica do Pará, os DJ´s são verdadeiras estrelas e ao mesmo tempo mestres de cerimônia. O público se comunica o tempo todo com eles, que respondem ditando o ritmo e temas da festa, fazendo menções às diferentes galeras presentes no lugar, tudo definido na hora. Até mesmo o jeito de beber cerveja atende a um outro ritual. Ninguém compra a bebida por unidade, mas sim em baldes de gelo, que circulam pela festa através de uma equipe de garçons. Basta ficar parado em qualquer lugar para ouvir a pergunta: - Quer balde?

Além disso, saber dançar é um elemento fundamental da festa. Conforme várias pessoas me disseram, “para paquerar é preciso saber dançar”. Quem não sabe, nem tente. Há algum tempo, as festas de tecnobrega costumavam ser quase que exclusivamente para se dançar juntinho, em parzinho. No entanto, isso mudou há alguns anos e agora muita gente dança sozinha mesmo, ou junto com as galeras. No entanto, essa configuração geral não impede que casais se formem a toda hora. E nessa hora vale tudo: homem com homem, com mulher, com travesti e assim por diante. Vale mais o par que dança melhor e menos o sexo do parceiro. O preconceito não é um convidado bem-vindo nas festas de aparelhagem. Estamos de novo em uma área de fronteira.

Programa Balanço do Rock


No dia seguinte, encontro com o Lázaro Magalhães e o Pio Lobato. Só para constar, o Lázaro e o Pio são da banda Cravo Carbono, que lançou o disco que na minha opinião foi o mais bacana do ano passado (indiquei isso por exemplo nesta lista que foi publicada aqui). O objetivo era participar do programa Balanço do Rock, capitaneado pelo Beto Fares, que vai ao ar todos os sábados pela Rádio Cultura de Belém há pelo menos 15 anos. O papo incluiu desde comparações entre o black metal da Noruega com black metal de Belém, até questões envolvendo o Overmundo e a cultura digital. Até o grande Sarcófago, banda de Death Metal originária da minha terra, foi lembrado.

Chris Anderson e Gabi Amarantos


Tive a oportunidade de relatar no programa uma história que talvez pouca gente saiba e que considero emblemática para entender as possibilidades de futuro estão em jogo hoje. Há pouco tempo veio ao Brasil o Chris Anderson, editor da ultra-prestigiosa revista Wired (e ex-editor da The Economist). Sem a menor dúvida, a revista mais importante do mundo hoje sobre tecnologia e cultura.

Além disso, Chris Anderson é também o autor do livro A Cauda Londa (The Long Tail), um grande best-seller mundial, que se tornou referência para o presente das mídias digitais e para os modelos de negócio na internet. Por esta razão, ele foi convidado em novembro de 2007 a participar de um enorme seminário em São Paulo, para mais de 4 mil executivos.

Ao aceitar o convite de vir ao país, ele fez apenas uma exigência à organização do evento: conversar com a Gabi Amarantos, vocalista da banda Tecnoshow. A conversa aconteceu por telefone e durou cerca de 40 minutos. Foi tão boa que o próximo livro do Chris Anderson, agendado para sair ainda este ano, terá um capítulo com o tecnobrega. O interesse dele pela música de Belém surgiu ao entrar em contato com os estudos feitos recentemente sobre a cena (objeto inclusive de notícia na CNN).

A conversa entre Gabi Amarantos e Chris Anderson é uma imagem muito importante e poderosa. Ela simboliza mundos diferentes que estão, sim, se encontrando, de forma rápida e inesperada. Seja no estúdio do Beto Metralha, nas festas de aparelhagem, nas coletâneas feitas pelo Márcio e em outros lugares de Belém e do mundo.

Cerveja e o Futuro

Depois do programa, debaixo da chuva que permanecia em Belém, só nos restava ir beber cerveja. Desta vez não nos “baldes” de uma festa de aparelhagem, mas nos dividindo entre o Mormaço, um dos agitos principais de Belém (localizado na beira do rio) e o “Le Chat Noir”, um dos bares mais legais que fui nos últimos tempos, em qualquer lugar. Juntou-se a nós a artista Giseli Vasconcelos e mais toda uma galera gente boa a fim de fazer passar o tempo na tarde e noite chuvosa de sábado em Belém.

Foi uma ocasião perfeita para fechar eventos dos últimos dias e organizar as idéias. Conversando com o Pio Lobato, perguntei qual tinha sido a repercussão da recente visita do Ministro Roberto Mangabeira Unger a Belém, na qual ele anunciou uma série de idéias para a região. A resposta (que já tinha ouvido de outras pessoas durante a viagem) foi contundente: - Nenhuma.

Intrigado, perguntei a razão para a ausência de um maior interesse na visita. A resposta foi contundente mais uma vez: - É a Amazônia. Não satisfeito, retruquei dizendo que a notícia da visita dele a Belém repercutiu intensamente no Rio e em São Paulo. Por exemplo, o jornal O Globo colocou como destaque na capa por dois dias consecutivos a visita do Ministro. Ao questionar o Pio sobre tamanha repercussão, veio a resposta novamente, desta vez totalmente elucidatória: - É a Amazônia.

O Pio também me contou outro fato musical importante. Nas várias subdivisões da cena do brega/tecnobrega, há as festas chamadas de “Saudade”, que tocam as músicas “tradicionais” do brega. Nesses bailes, que atraem um público um pouco mais velho, sempre toca Kraftwerk, que também é considerado “saudade” ao lado de outros artistas herdeiros do legado de Odair José, Amado Batista e Reginaldo Rossi. O mesmo acontece nas rádios de Belém: Kraftwerk nunca deixou de tocar por lá.

Não só a música eletrônica influencia de forma constante a música paraense, mas a música paraense está dando o troco, transgredindo os limites da linguagem “eletrônica” e, diga-se de passagem, tornando-a mais interessante. Um exemplo disso é o fato de que o tecnobrega, apesar de seu caráter essencialmente eletrônico, pode e continua a ser dançado “a dois” nas festas. Imaginar a música eletrônica “global” (e também o rock) servindo de desculpa para dançar “a dois” em tempos como estes é, como regra, quase anátema.

Por fim, perguntei sobre o destino das intensas sessões de gravação que foram feitas há algum tempo pelos produtores Miranda e Kassin, que passaram um bom tempo em Belém em uma “missão” musical (meio pós-moderna, é verdade) gravando um grande número de artistas locais (o Vladimir Cunha tem um artigo aqui no Overmundo que descreve essas gravações). A idéia, ao que tudo indica, era lançar um disco triplo retratando o presente e futuro da música paraense. Apesar de tudo gravado e aparentemente mixado, o disco nunca foi lançado e as músicas permanecem esquecidas nos arquivos públicos. Se nada for feito em breve para colocar essas músicas na avenida, talvez elas se tornem o trabalho de algum historiador que, depois de um tempo imprevisto, irá “descobrir” aquele futuro da música paraense que simplesmente deixou de acontecer.

Aliás, Belém parece ter uma relação curiosa com o futuro. Um deles é vaticinado tambem pelo Vlad no seu artigo:

... a idéia de ver o tecnobrega, a guitarrada e o carimbó pulsando em conjunto com o som periférico mundial me agrada bastante. Não sob o viés reducionista da world music, mas como um segmento viável dentro da música pop urbana do século XXI.

É um desejo que compartilho e que me faz lembrar uma frase do escritor William Gibson, criador do termo “ciberespaço”. Ele diz que “o futuro já está aqui, só não está bem distribuído”. Belém me parece um dos lugares em que o futuro, com suas várias vertentes, possibilidades, utopias e distopias, encontra-se melhor distribuído. Seja por sua posição de fronteira (tanto reais quanto virtuais), por sua cena cultural peculiar, ou ainda, pelo modo como a tecnologia digital se materializa na cidade, existe ali uma vanguarda que faz de Belém um pouco mais próxima do que está por vir.

Enquanto estava na cidade, provoquei várias pessoas com essa idéia, lembrando que a maior parte das imagens de futuro compartilhadas hoje são essencialmente industriais. O exemplo principal é a cidade ultra-urbana do filme Blade Runner (onde aliás, também sempre chove). Fiquei imaginando se não seria possível conceber um futuro que fosse baseado em uma outra raiz, um futuro florestal. Não sei se essa idéia é válida ou não. Só sei que um dia depois de ir embora de Belém, li a notícia de que um helicóptero transportando uma mulher grávida fez um pouso de emergência no meio de uma das mais movimentadas avenidas da cidade, para permitir que ela tivesse o bebê na Santa Casa de Misericórida do Pará. Quando vi isto, ficou claro que o novo chega mesmo de forma excêntrica, seja de helicóptero ou de nave espacial. E não pude deixar de pensar: - É a Amazônia.

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Helena Aragão
 

Muito bacana o relato! Se uma pessoa chega perdida em Belém e não tem ótimos interlocutores como o Vladimir para ir numa festa de aparelhagem, ela consegue chegar com facilidade? Há informação e divulgação para quem é de fora? A pergunta pode soar meio despropositada, mas como não conheço Belém e as imagens das festas sempre me remetem às raves - que são em geral afastadas do centro - fico curiosa em saber... Abraço!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 11/2/2008 15:08
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Thiago Camelo
 

Ronaldo, uma dica de edição que eu ponho aqui nos comentários por achar bacana todo mundo poder acessar o link. http://www.flickr.com/photos/henrikmoltke/sets/72157594334293647/

Por que vc não completa as fotos da sua matéria com as imagens feitas pelo Henrik disponíveis no endereço acima? São as melhores imagens das festas de aparelhagem que já vi e, para melhorar a história, elas estão todas em CC. No mais, ótimo texto! Abração!!

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 11/2/2008 15:50
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Krista K
 

Que texto maravilhoso! Fico mais curiosa ainda pra conhecer essa cidade tão diferente (e talvéz até a mais moderna de todas). Na verdade, já tenho minha passagem pra visitar Belém em junho e certamente vou tentar conhecer as muitas festas de lá. Obrigada por esse "mapa musical"!

Krista K · Salvador, BA 12/2/2008 01:10
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Juliaura
 

Faço minhas as tuas palavras Ronaldo:
- A idéia do texto é ser mais um “post” de blog do que qualquer outra coisa..
Novas tendências estimuladas... Muito bom saber. E prestigiado ainda por outros dois administradores, melhor ainda.
Aqui em Porto Alegre abriu hoje a Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades, mas ainda chamam camelô de camelô e cedê pirata de cedê pirata.
Deve ser por causa do carnaval aqui acontecer no período de carnaval mesmo... sei lá, meio brega, meio povão, meio samba e vanerão. Mas tudo ligado na tomada, que também já temos energia elétrica.
Eu aprendo todo dia aqui.

Thiago, o teu linquinho parecia valer e poder, recomendando, mas resultou assim: ERROR
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na toada da linguagem que vamos assumindo.
Eita perdição essa minha pelo Caetano, que deseperadamente canta em português, vixe.

Se for a Belém um dia, que desejo muito ( viu Benny, poeta do povo daí?), tenho as mesmas dúvidas da Helena.
(Dá uma de guia pra mim, tá?)

Quanto à tendência disso permanecer, valer pro mundo outro Ronaldo, sei não, é a Amazônia, como reportas.

Sabe se aquele helicóptero era dos nossos ou dos gringos?
Geralmente nenê apressado aqui nasce em táxi ou lotação.

Juliaura · Porto Alegre, RS 13/2/2008 16:24
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André Albert
 

Acho que devíamos organizar uma ida a Belém (de preferência com um roteiro bem aleatório). Só não fui ainda porque a passagem tá custando os olhos da cara.

Não sei se o Diplo já tá ligado no eletro melody, mas eu comentei sobre seu texto (e linkei) no site do wayne and wax, que é um DJ e etnomusicólogo que faz um trabalho parecido com o dele (linha de trabalho que recentemente foi tema de uma matéria do também DJ Camilo Rocha na Folha de SP).

Só acho que antes de exportarem "pro exterior" (com o perdão da redundância), deveria-se exportar isso pra Sampa e outras cidades também. Ia ser déiz! :P

abs

André Albert · São Paulo, SP 13/2/2008 20:46
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Benny Franklin
 

Bela e instigante viagem pela cultura tecnobrega do Pará.
- É a Amazônia!
Abçs.

Benny Franklin · Belém, PA 13/2/2008 23:10
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Adroaldo Bauer
 

Caro Ronald Lemos,
Não creio que a explicação correta seja "é a Amazônia!" esta nossa jóia rara cobiçada pelos exploradores do planeta.
Ainda penso que That's Brazil! explica melhor a aculturação bem retratada em texto e ilustrações pela tua autodefinida Crônica, muito pessoal, de uma viagem a Belém do Pará... mais um “post” de blog do que qualquer outra coisa.

Hully Gully, Twist, Suco Suco, Dance... Techno, para dizer o mínimo, se equivalem enquanto modismo e produto cultural de período.
Da reunião dançante de garagem, porque a população cresceu e demos fim à Ditadura Militar, podendo reunir em espaços públicos ou na rua, chegamos às Raves e quitutes outros de ocasião.
Com certeza, por esta cultura, o Brazil não defenderá a Amazônia de qualquer ocupação.
Ela acontece já, pacífica, ordenadamente, consentida, aprovada e requerida pela globalização pelo tope.
Em África, no início da dominação colonial européia, primeiro foi a cruz, depois a espada (Moçambique primeiras machambas
Autores: Sonia Correa / Eduardo Homem) e a tragédia posterior tem seus efeitos inda hoje na miséria.
Já está sendo diferente no Iraque, no Afganistão, onde os naturais do lugar têm alguma herança cultural para dizer sua e defender, como ocorreu no Vietnã, com algum apoio da então URSS.
Aqui se trata da aceitação da língua e do gesto do explorador.
Alguns entre nós já há muito são eles, diria o presidente da Volkswagen do Brasil arriscando os dedos.
Quanto a Overmundo, intriga que comentários objetivos de edição, como o de Thiago, tenham permanecido à vista, sem o rigor editorial a que têm sido submetido os comentaristas das colaborações espontâneas.
Como sempre disse, e ainda penso, a edição e Manchete de qualquer veículo de comunicação expressam a voz do dono, quando ele quer.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 14/2/2008 00:29
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Pepê Mattos
 

Na verdade, a única música do Kraftwerk que rola eternamente nas pick-up das aparelhagens paraenses é "The Model", mais pela batida dançante e menos por ser do Kraftwerk - poderia ser de qualquer banda... O que o tecno-brega desperta na imprensa sulista está mais amarrado ao fato por ser da Amazônia e trazer em seu bojo o referencial de ser resquício do brega paraense, no qual, à maneira de incluírem-se o Kraftwerk como referência nas aparelhagens, encontram-se Raul Seixas, Peninha e a Jovem Guarda... Os "bailes da saudade" são uma mistureba de toda e qualquer música que tenha rodado nas festas do paraense, a partir dos anos 70, ainda que a Jovem Guarda seja fartamente contemplada... O brega primevo arredondilhou-se em tecno-brega, dada a oferta de parafernálias eletrônicas à mão de qualquer um que se meta a cantor: basta conhecer um pouco de informática e zero de musicologia, porque, na verdade, o povo quer é dançar, não prestar atenção à voz do(a) intérprete... Daí pro "melody" (uma simplificação do simplificado brega) era um passo e... Ei-lo... As aparelhagens são um capítulo à parte, porém, constituem um elemento essencial ao surgimento da "New Wave of Amazon Music"... Os DJs são elevados à estatura de ídolos e sem o qual uma aparelhagem não sobrevive nestes tempos de guerra aberta entre elas... Quanto maior o volume, mais "catigoria" ela tem... O "tá-tá-tum-tá-tá" onipresente do tecno-brega e do melody reverberam nos confins da rainforest... Se fosse se colocar o funk carioca (prefiro batidão carioca) na mesma panela do tecno-brega diria que são irmãos siameses... Não deixa de ser uma boa idéia essa da Helena de se providenciarem uma ciceroneagem pelas festas das aparelhagens... Curioso como é essa longevidade das aparelhagens do Pará... Lembro que quando cheguei aqui em Macapá tinha algumas que tocavam nas festas... Mas persistiu o gosto dos amapaenses pelas bandas mesmo... O fato é que, embora destoe de meu gosto musical e de diversão, as aparelhagens são tão inerentes a Belém quanto suas seculares mangueiras... As guitarradas também o são patrimônio paraense, na mesma medida que o carimbó, o siriá, o çairé... Nestes tempos em que as comunidades estão se mobilizando para preservar seus produtos culturais nada mais atual que o Pará proteja seu rico patrimônio musical... Antes que uma nação mais antenada o faça, como tentaram fazer com o açaí, o cupuaçu e quetais...

Pepê Mattos · Macapá, AP 14/2/2008 06:17
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Pepê Mattos
 

Ah, sim, Ronaldo, deixei meu voto, sim?... Abraços...

Pepê Mattos · Macapá, AP 14/2/2008 06:27
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Guilherme Mattoso
 

cara, mto bom seu ralato, ronaldo! acho mto interessante e fico curioso com a cena tecnobrega, calipso... e agora eletro melody! rsrsrsrs. parabéns.

Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 14/2/2008 08:31
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Thiago Camelo
 

Oi Juliaura! Que coisa, o link para mim dá certo. Vc tentou este aqui? - http://www.flickr.com/photos/henrikmoltke/sets/72157594334293647/

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 14/2/2008 11:35
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Carol Assis
 

O povo quer é dançar, mesmo. Também vou com o Adroaldo: "That´s Brazil!". Digo como amazônida em terras cariocas. Mandou bem com este post Ronaldo! Acho que a mensagem principal foi mostrar como a cena paraense tem utilizado a tecnologia ao seu favor, na garra, construindo e reinventando uma cena musical inteira .
Gostos musicais à parte, é claro! Por que para quem não curte tecnobrega, imaginar-se numa festa de aparelhagem pode ser um pesadelo.
Mas e aí? Dançou ou não dançou? rs
até
bjs

Carol Assis · São Paulo, SP 14/2/2008 15:01
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Juliaura
 

O povo nada quer, que não se reuniu pra deliberar. Se reuniu não fui chamada.
O "povo" vai engolindo o que a midia e as facilidades e os espíritos das aventuras vão disponibilizando,i uma senhora vendendo cerveja com as pernas aqui, ali uma outra meteno os peitos e fazneo média de dona de bolicho, outra rindo lindo e vendendo remédio pra quase morto de fome, acolá, uma festa de batidão com incrementos. É consumo igual. ainda que em pecado do lado de cima do Equador.
Então o povo está sendo divertido, distraído e alugado na cabeça por quem já tem projeto.
O "povo" sequer existe assim desse jeito tão juntinho e pronto, diferente de uma galera a, uma gangue b, uma turma z, um criu alfa, porque existem as pessoas espalhadas, derramadas pelas beiras, eiras e ressacadas, amassadas na falda das montanhas e ainda morro disso que o barraco saculeja e a pala apita e a fita continua mostrando que vem aí o mocinho pra salvar os índios.
Mim botocuda, já falei que me vejo inteira no espelho.
Tem gente que só enxerga zoada detonada na balada.
E fica em êxtase, fazendo zooiiimmmmmm em gringolês e o que vende e passa pro futuro e a as tralhas do Metralha, que devem sair uns pilas mais baratas aí na francazona.
(Sei já o que foi, Thiago: tinha controle de activex ativado que não liberava o entrante sítio lincado. Grata.)
Ronaldo deve estar em trânsito ou em transe, ou aguardando a hora boa de quem sabe, talvez, poisé...
Té!

Juliaura · Porto Alegre, RS 14/2/2008 17:17
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Lígia Saavedra
 

Pois é Ronaldo, não esquecendo de acrescentar que eu só soube dessa sua tão importante visita aqui, na "Cidade das Mangueiras", horas antes de vc voltar para o Rio e através da Rádio Cultura ouvindo o Programa Balanço do Rock.

Um grande abraço

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 14/2/2008 18:51
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ronaldo lemos
 

Comentário rápido só para avisar que, granças ao André Albert, o texto sobre Belém acabou gerando uma análise muito bacana feita pelo Wayne Marshall. Quem quiser conferir, é só clicar no seguinte link. Obrigado André pela divulgação e obrigado Wayne por sua interessante análise do eletro melody.

ronaldo lemos · Rio de Janeiro, RJ 27/2/2008 11:24
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Juliaura
 

Traduz pra nós ronaldo, vai, pra português do Brasil, tá?
Gostaria de saber se sair no blog do Wayne significa que enfim nos reconheceram ou que continuaremos ajoelhadas.
- Vó, cadê minha borduna?

Juliaura · Porto Alegre, RS 27/2/2008 12:19
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ronaldo lemos
 

Olá Juliaura, segue a minha tradução rápida do texto (desculpe as imperfeições):

Coqueluche Eletro

Com tudo que tem sido trazido pelo linkthink por aqui ultimamente, é bem possível que um item ou outro interessante e/ou incrível tenha passado batido mesmo para os nossos leitores mais atentos ou assíduos. Com isto em mente, gostaria de dedicar um post para um tipo de música que está surgindo agora no Brasil chamado de “eletro melody”. Depois que o André acabou me apresentando ao estilo através de um artigo publicado no Overmundo, eu acabei produzindo uma breve entrada no linkthink, mas acho que o assunto merece mais atenção.

O eletromelody relaciona-se de perto ao tecnobrega (um bom exemplo de música pós-direito autoral), mas eu não consegui ouvir o suficiente de ambos os estilos para conseguir fazer conexões ou distinções ainda. Um link para um vídeo no artigo original indica que o Benny Benassi tem alguma influência sobre o estilo (e eu consigo perceber isto). E também o FruityLoops, com certeza.

Desde quando li o artigo algumas semanas atrás e baixei o mp3 incluído como exemplo – que, devo dizer, me causou enorme impacto desde que ouvi pela primeira vez – a música “Passageiros da Nave” do Maderito & Joe tornou-se uma das músicas que eu toco em praticamente doas as ocasiões que me aparecem. E a música é ótima, original e ao mesmo tempo um “zeitgeist”. Os sintetizadores pulam de um registro extremamente alto para outro baixo, permeiam toda a textura – do mesmo modo que estilos como grime, bassline e fidget bizninz. E o ritmo que predomina é bastante contagiante com sua sensação de meiotempo/duplotempo (90/180), soando às vezes como o estilo soca/tecno acelerado e às vezes como um rock/bachata em tempo reduzido. E os vocais ainda lembram, de longe, o estilo do funk carioca, em seu sentido mais pop. Com isto, você tem algo de grande impacto nos ouvidos.

Adoraria ouvir mais desse estilo, ou como essa música! (Ok, talvez algo que não seja tão similar a esta aqui).

No artigo, que discute o eletro melody como uma das várias linhas no rico tecido musical de Belém, o Ronaldo Lemos – que atua como defensor do copyleft e como observador dessas culturas tecnológicas – diz para os leitores não se supreenderem caso algum DJ gringo (“alô Diplo”!) começar a “exportar o estilo”.
Com certeza não será preciso que um DJ gringo, na minha opinião (e tenho certeza de que este meu artigo aqui não me faz culpado de ser um globalista). Basta um disseminador local para este novo som e eu solto um “muito obrigado”. Páginas como esta aqui são um bom começo, mas puxa, vai levar um bom tempo pesquisando por tudo o que está lá, no estilo techno-rumba. (Além disso, acho que todos os arquivos estão em Windows Media. Ugh.). Ponha as mãos na masa, cérebro coletivo.

Uma vez mais, de acordo com o Ronaldo, o gênero é tão novo que simplesmente não há muita coisa disponível. Mas se ele estiver certo, podemos ficar tranqüilos que em breve compilações de eletro melody estão por vir, seguindo, como costuma fazer o tecnobrega, o desejo da galera:

O estilo é tão novo que só é possível encontrar faixas de eletro melody perdidas em meio a outras coletâneas mais genéricas. No entanto, como o mercado do tecnobrega não dorme no ponto, dá para esperar com enorme segurança que em breve começarão a aparecer compilações só de eletro melody, saciando os fãs.

Então, pessoal do Brasil? Brasilianistas? Onde posso encontrar mais eletro melody? Espero que as pessoas consigam o que elas querem, ou ao menos, por favor deixem um gringo subir nesse avião...

ronaldo lemos · Rio de Janeiro, RJ 27/2/2008 13:47
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Juliaura
 

Belo gesto Ronaldo.
Ser-lhe-ei eternamente grata pela gentileza e préstimos (sorte nossa que vovó não encontrou a borduna e eu não me precipitei além da conta).
Já subimos um degrau no rumo do reconhecimento e da fama.
Antes audiência que bope.
Eu era pelo dos males nenhum, mas já tô a pensar que o menor tá de bom tamanho.
Saudações curumins.

Juliaura · Porto Alegre, RS 27/2/2008 13:55
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
SoundGoods
 

Obrigado p inspiração!
http://soundgoods.wordpress.com/2008/09/30/forca-do-para-mixtape/
Valeu!

SoundGoods · Rio de Janeiro, RJ 1/10/2008 23:14
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ronaldo lemos
 

Ola Soundgoods, o seu blog e' excelente. O mixtape de tecnobrega ficou muito bom. O de cumbia tambem esta' excelente. Imagino que vc ja' deve conhecer, mas aproveito para recomendar em cumbia tambem o Dick el Demasiado. O que ele faz com a cumbia villera é muito bacana (diria que é quase uma cumbia surrealista). Vale ir ao site dele tambem e ler o artigo do Hermano sobre a new weird Latin America.

abs e eu que agradeco!

ronaldo lemos · Rio de Janeiro, RJ 2/10/2008 21:12
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Marta Rodrigues
 

Muito bom... Sexo

Marta Rodrigues · São Paulo, SP 3/10/2008 02:30
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