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Belém: do Rock, da Aparelhagem e de Tudo Mais

rlemos
Festival Grito Rock - Belém do Pará
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ronaldo lemos · Rio de Janeiro, RJ
13/2/2008 · 273 · 21
 

Crônica, muito pessoal, de uma viagem a Belém do Pará

Manual para a leitura: Este texto é dividido em várias seções, que formam um relato em ordem cronológica. É possível, no entanto, ler apenas as seções que sejam de interesse. A idéia do texto é ser mais um “post” de blog do que qualquer outra coisa.


Estúdio do DJ Beto Metralha

A primeira parada da minha viagem foi visitar o estúdio do Beto Metralha. Outrora um importante membro da cena musical do tecnobrega, hoje Beto opera como uma espécie de catalisador de diferentes cenas e tendências musicais que passam por Belém. É fácil ver um pouco do trabalho dele. Basta conferir o documentário Good Copy, Bad Copy, onde ele aparece trabalhando no seu estúdio, convenientemente montado dentro de casa.

A tecnologia é um elemento fundamental desse trabalho, que acontece, por exemplo, através do MSN. Através dele, Beto Metralha recebe músicas de toda parte e agita produções diversas, como o programa semanal de televisão do DJ Dinho, gravado também no seu estúdio, ou então vinhetas para a televisão anunciando as festas da semana. O número de contatos do MSN do Beto Metralha é impressionante. Quando alguém era procurado e estava offline, parecia que tinha alguma coisa errada, como se todo mundo tivesse de estar sempre conectado.

Além de teclar no MSN o tempo todo, o Beto Metralha fica também operando o After Effects e o SoundForge para produzir músicas e vinhentas. O curioso é que ele faz tudo ao mesmo tempo: edita uma animação no After Effects, tecla no MSN, remixa uma faixa no Soundforge, e ainda por cima fala no telefone e ouve música, enquanto conversa com os visitantes (no caso, eu e meus anfitriões em Belém, o Vladimir Cunha e o Gustavo Godinho). Depois da visita, é impossível não suspeitar que essa capacidade “multitarefa” indica alguma habilidade fora do comum. No entanto, em um segundo pensamento, talvez o caso seja outro. É possível o Beto Metralha seja um dos primeiros representantes de uma geração que está se apropriando da tecnologia na raça e de forma inesperada. E isto está acontecendo não só no Brasil mas no mundo todo.

Documentário(s) sobre o Tecnobrega


A visita ao estúdio fazia parte das gravações do documentário sobre a cena do tecnobrega que o Vlad e o Gustavo estão realizando. Quem não sabe ainda no que consiste esta cena, pode ter um gostinho também assistindo ao documentário Good Copy, Bad Copy. Para dar continuidade às gravações, quase fomos para Barcarena naquele mesmo dia, com o afã de gravar uma festa de aparelhagem do Tupinambá, estrelando o DJ Dinho. Chegamos a ir à estação da balsa, mas ao descobrir que não havia retorno entre 22h e 6h da manhã, este foi um bom incentivo para abandonar a idéia. O resultado foi uma visita ao Boteco São Mateus. Foi lá onde tomei meu primeiro caldo de tucupi da viagem, enquanto notava que sistema de som do bar tocava a banda inglesa The Smiths, enquanto as pessoas na mesa conversavam sobre o livro Os Três Estigmas de Palmer Eldritch, escrito pelo Philip K. Dick. Belém é um lugar de fronteira em muitos sentidos.

“Comércio” e Eletro Melody

No dia seguinte, a rota era seguir para o “comércio”, onde no centro de Belém se concentram os vendedores de rua. O lugar é similar ao Saara no centro do Rio de Janeiro, ou à famosa Rua 25 de Março em São Paulo, com a diferença de que nesses últimos dois lugares não tem para vender (por enquanto) CD´s de tecnobrega. Conversando com os vendedores de rua, deu para constatar a tendência de crescimento de um estilo musical novo dentro da cena, chamado eletro melody. Para contextualizar, o tecnobrega surgiu quando o brega foi se misturando com música eletrônica, adicionando batidas mais rápidas. Um pouco depois que isso aconteceu, a banda Calypso estourou em todo o Brasil, influenciando novamente a cena. As batidas mantiveram-se eletrônicas, mas se tornaram um pouco mais lentas, gerando uma preferência por vocais femininos nas faixas e fazendo surgir assim o chamado “brega melody” (que domina a cena até hoje). Em mais uma reviravolta estética, aparece agora o “eletro melody”. Ele acelera de novo as batidas e inclui elementos do eletro, cena que fez a festa nos clubes “globais” do início desta década, tudo misturado a vocais que lembram o reggaeton.

Essas mudanças rápidas de estilo estão em sintonia com um dos elementos mais importantes constatados na pesquisa que a FGV e a FIPE fizeram em Belém sobre a cena tecnobrega: a necessidade de permanente inovação. Se a indústria musical hoje sofre justamente por não ter conseguido inovar no tempo necessário (foi preciso alguém de fora, a Apple, para começar a vender música online!) no tecnobrega, ao contrário, tudo muda muito rápido. Desde as formas de distribuir a música, até os equipamentos utilizados pelas festas de aparelhagens. Os estilos musicais também não escapam a essa permanente evolução.

O potencial do “eletro melody” é bem grande. Isto porque ele pode muito bem transcender a cena local de Belém e ser recebido em qualquer lugar do mundo simplesmente como música eletrônica. Claro que uma música eletrônica totalmente diferente do que se ouve por aí, mas possivelmente mais divertida e descolada. Dependendo de como caminhar esta cena, ela tem condições de chamar rapidamente a atenção global, tal como vem fazendo o funk carioca nos últimos anos. Ao que tudo indica, um dos grandes nomes responsáveis pelo surgimento do novo estilo é o artista chamado Maderito, ex-integrante da cultuada Banda Bundas, que até hoje recebe crédito pela posição peculiar que ocupou dentro da cena do tecnobrega. Não será surpresa se algum DJ estrangeiro (alô Diplo) começar a “exportar” o estilo.

Em todo caso, antes que isso aconteça, o fato é que o público das aparelhagens já descobriu o eletro melody muito antes e está se divertindo a valer com ele. Conversando com os vendedores de rua no “comércio”, todos apontam que já tem muita gente pedindo coletâneas específicas de eletro melody. O problema é que elas ainda não existem. O estilo é tão novo que só é possível encontrar faixas de eletro melody perdidas em meio a outras coletâneas mais genéricas. No entanto, como o mercado do tecnobrega não dorme no ponto, dá para esperar com enorme segurança que em breve começarão a aparecer compilações só de eletro melody, saciando os fãs.

Outra indicação forte da força do novo estilo veio logo a seguir, em visita ao bairro do Bengui, para um bate papo com o Márcio da aparelhagem Vetron. Marcio é outro ponto de conexão importante do tecnobrega. Ele funciona como uma espécie de curador informal da cena do tecnobrega. Os artistas trazem suas músicas serem remixadas por ele e incluídas em coletâneas. Usando programas como o Soundforge e Vegas, que aprendeu também na raça, ele busca atender ao gosto do público, ao mesmo tempo em que vai também criando tendências. Não duvido que possivelmente ele será a primeira pessoa a lançar uma coletânea exclusiva de eletro melody em Belém.

Grito Rock em Belém


Na noite do mesmo dia, mudança completa de cenário. Era dia de Grito Rock em Belém do Pará, o incrível festival de rock descentralizado que ocorre em várias cidades diferentes do Brasil, sempre na época do carnaval. No ano passado, assisti ao Grito em Uberlândia, Minas Gerais, o que gerou até uma matéria aqui para o Overmundo. Minha esperança é que isto sempre aconteça: poder acompanhar o Grito Rock todos os anos, cada vez em um lugar diferente (e depois escrever um texto para o Overmundo).

A edição de Belém aconteceu no Açaí Biruta, certamente o maior “açaí” que já vi em qualquer lugar. Algumas centenas de pesssoas acompanhavam a festa. Acabei perdendo alguns shows da noite, como o da banda I.O.N. e dos Filhos de Empregada (mas ganhei o EP deles de presente). Consegui ver o show do Clepsidra (de quem eu já tinha o CD, recebido de presente em Recife há um tempo), do Tetris (de Manaus) e do projeto Irracional, que reuniu integrantes das bandas Madame Saatan, Sevilha, La Pupuña e Clepsidra em homenagem ao Tim Maia no seu tempo Racional. Ah, tinha também um artista estrangeiro, o canadense Chris Murray, tocando seu reggae de voz e violão. Acabei conhecendo e conversando com várias pessoas bacanas durante o Grito. De papos com os membros das bandas à Priscilla Brasil, vencedora do 14º Festival Mix Brasil, com o filme as Filhas da Chiquita, que mostra “o que acontece quando 40 mil gays encontram dois milhões de católicos na maior festa religiosa do norte do Brasil”, o Círio de Nazaré.

Festa de Aparelhagem


Contraste total com a festa de aparelhagem do Príncipe Negro. Lá chegando, de cara, era impressionante o aspecto visual do “altar” da aparelhagem, o lugar onde ficam posicionados os DJ´s, centro das atenções da festa. Parecia que uma espaçonave tinha descido no meio do clube em Belém. Por trás de tudo, um gigantesco painel de leds iluminando o lugar com imagens “remixadas” pelos próprios DJ´s, que são ao mesmo tempo também VJ´s (vale dar uma olhada no estudo publicado pela FGV e pela FIPE com detalhes sobre o tecnobrega e as festas de aparelhagem para entender melhor a relação intrínseca da cena com a tecnologia).

A dinâmica da festa é relativamente difícil de entender para um forasteiro. Se shows de rock ou festas de música eletrônica celebram uma certa individualidade, nas festas de tecnobrega dá para ver imediatamente que a coisa é um pouco mais complexa. Primeiramente, são diversas as “galeras” que vão juntas às festas (galera da moto, galera do comércio, dentre outras). Nesses casos, a identidade passa a ser muito mais de grupo do que individual.

Além disso, a comunicação entre o público e os DJ´s é muito mais intensa. Esqueça completamente a imagem apática de um DJ de música eletrônica, que toca para multidões sem sequer levantar os olhos do equipamento. Na música eletrônica do Pará, os DJ´s são verdadeiras estrelas e ao mesmo tempo mestres de cerimônia. O público se comunica o tempo todo com eles, que respondem ditando o ritmo e temas da festa, fazendo menções às diferentes galeras presentes no lugar, tudo definido na hora. Até mesmo o jeito de beber cerveja atende a um outro ritual. Ninguém compra a bebida por unidade, mas sim em baldes de gelo, que circulam pela festa através de uma equipe de garçons. Basta ficar parado em qualquer lugar para ouvir a pergunta: - Quer balde?

Além disso, saber dançar é um elemento fundamental da festa. Conforme várias pessoas me disseram, “para paquerar é preciso saber dançar”. Quem não sabe, nem tente. Há algum tempo, as festas de tecnobrega costumavam ser quase que exclusivamente para se dançar juntinho, em parzinho. No entanto, isso mudou há alguns anos e agora muita gente dança sozinha mesmo, ou junto com as galeras. No entanto, essa configuração geral não impede que casais se formem a toda hora. E nessa hora vale tudo: homem com homem, com mulher, com travesti e assim por diante. Vale mais o par que dança melhor e menos o sexo do parceiro. O preconceito não é um convidado bem-vindo nas festas de aparelhagem. Estamos de novo em uma área de fronteira.

Programa Balanço do Rock


No dia seguinte, encontro com o Lázaro Magalhães e o Pio Lobato. Só para constar, o Lázaro e o Pio são da banda Cravo Carbono, que lançou o disco que na minha opinião foi o mais bacana do ano passado (indiquei isso por exemplo nesta lista que foi publicada aqui). O objetivo era participar do programa Balanço do Rock, capitaneado pelo Beto Fares, que vai ao ar todos os sábados pela Rádio Cultura de Belém há pelo menos 15 anos. O papo incluiu desde comparações entre o black metal da Noruega com black metal de Belém, até questões envolvendo o Overmundo e a cultura digital. Até o grande Sarcófago, banda de Death Metal originária da minha terra, foi lembrado.

Chris Anderson e Gabi Amarantos


Tive a oportunidade de relatar no programa uma história que talvez pouca gente saiba e que considero emblemática para entender as possibilidades de futuro estão em jogo hoje. Há pouco tempo veio ao Brasil o Chris Anderson, editor da ultra-prestigiosa revista Wired (e ex-editor da The Economist). Sem a menor dúvida, a revista mais importante do mundo hoje sobre tecnologia e cultura.

Além disso, Chris Anderson é também o autor do livro A Cauda Londa (The Long Tail), um grande best-seller mundial, que se tornou referência para o presente das mídias digitais e para os modelos de negócio na internet. Por esta razão, ele foi convidado em novembro de 2007 a participar de um enorme seminário em São Paulo, para mais de 4 mil executivos.

Ao aceitar o convite de vir ao país, ele fez apenas uma exigência à organização do evento: conversar com a Gabi Amarantos, vocalista da banda Tecnoshow. A conversa aconteceu por telefone e durou cerca de 40 minutos. Foi tão boa que o próximo livro do Chris Anderson, agendado para sair ainda este ano, terá um capítulo com o tecnobrega. O interesse dele pela música de Belém surgiu ao entrar em contato com os estudos feitos recentemente sobre a cena (objeto inclusive de notícia na CNN).

A conversa entre Gabi Amarantos e Chris Anderson é uma imagem muito importante e poderosa. Ela simboliza mundos diferentes que estão, sim, se encontrando, de forma rápida e inesperada. Seja no estúdio do Beto Metralha, nas festas de aparelhagem, nas coletâneas feitas pelo Márcio e em outros lugares de Belém e do mundo.

Cerveja e o Futuro

Depois do programa, debaixo da chuva que permanecia em Belém, só nos restava ir beber cerveja. Desta vez não nos “baldes” de uma festa de aparelhagem, mas nos dividindo entre o Mormaço, um dos agitos principais de Belém (localizado na beira do rio) e o “Le Chat Noir”, um dos bares mais legais que fui nos últimos tempos, em qualquer lugar. Juntou-se a nós a artista Giseli Vasconcelos e mais toda uma galera gente boa a fim de fazer passar o tempo na tarde e noite chuvosa de sábado em Belém.

Foi uma ocasião perfeita para fechar eventos dos últimos dias e organizar as idéias. Conversando com o Pio Lobato, perguntei qual tinha sido a repercussão da recente visita do Ministro Roberto Mangabeira Unger a Belém, na qual ele anunciou uma série de idéias para a região. A resposta (que já tinha ouvido de outras pessoas durante a viagem) foi contundente: - Nenhuma.

Intrigado, perguntei a razão para a ausência de um maior interesse na visita. A resposta foi contundente mais uma vez: - É a Amazônia. Não satisfeito, retruquei dizendo que a notícia da visita dele a Belém repercutiu intensamente no Rio e em São Paulo. Por exemplo, o jornal O Globo colocou como destaque na capa por dois dias consecutivos a visita do Ministro. Ao questionar o Pio sobre tamanha repercussão, veio a resposta novamente, desta vez totalmente elucidatória: - É a Amazônia.

O Pio também me contou outro fato musical importante. Nas várias subdivisões da cena do brega/tecnobrega, há as festas chamadas de “Saudade”, que tocam as músicas “tradicionais” do brega. Nesses bailes, que atraem um público um pouco mais velho, sempre toca Kraftwerk, que também é considerado “saudade” ao lado de outros artistas herdeiros do legado de Odair José, Amado Batista e Reginaldo Rossi. O mesmo acontece nas rádios de Belém: Kraftwerk nunca deixou de tocar por lá.

Não só a música eletrônica influencia de forma constante a música paraense, mas a música paraense está dando o troco, transgredindo os limites da linguagem “eletrônica” e, diga-se de passagem, tornando-a mais interessante. Um exemplo disso é o fato de que o tecnobrega, apesar de seu caráter essencialmente eletrônico, pode e continua a ser dançado “a dois” nas festas. Imaginar a música eletrônica “global” (e também o rock) servindo de desculpa para dançar “a dois” em tempos como estes é, como regra, quase anátema.

Por fim, perguntei sobre o destino das intensas sessões de gravação que foram feitas há algum tempo pelos produtores Miranda e Kassin, que passaram um bom tempo em Belém em uma “missão” musical (meio pós-moderna, é verdade) gravando um grande número de artistas locais (o Vladimir Cunha tem um artigo aqui no Overmundo que descreve essas gravações). A idéia, ao que tudo indica, era lançar um disco triplo retratando o presente e futuro da música paraense. Apesar de tudo gravado e aparentemente mixado, o disco nunca foi lançado e as músicas permanecem esquecidas nos arquivos públicos. Se nada for feito em breve para colocar essas músicas na avenida, talvez elas se tornem o trabalho de algum historiador que, depois de um tempo imprevisto, irá “descobrir” aquele futuro da música paraense que simplesmente deixou de acontecer.

Aliás, Belém parece ter uma relação curiosa com o futuro. Um deles é vaticinado tambem pelo Vlad no seu artigo:

... a idéia de ver o tecnobrega, a guitarrada e o carimbó pulsando em conjunto com o som periférico mundial me agrada bastante. Não sob o viés reducionista da world music, mas como um segmento viável dentro da música pop urbana do século XXI.

É um desejo que compartilho e que me faz lembrar uma frase do escritor William Gibson, criador do termo “ciberespaço”. Ele diz que “o futuro já está aqui, só não está bem distribuído”. Belém me parece um dos lugares em que o futuro, com suas várias vertentes, possibilidades, utopias e distopias, encontra-se melhor distribuído. Seja por sua posição de fronteira (tanto reais quanto virtuais), por sua cena cultural peculiar, ou ainda, pelo modo como a tecnologia digital se materializa na cidade, existe ali uma vanguarda que faz de Belém um pouco mais próxima do que está por vir.

Enquanto estava na cidade, provoquei várias pessoas com essa idéia, lembrando que a maior parte das imagens de futuro compartilhadas hoje são essencialmente industriais. O exemplo principal é a cidade ultra-urbana do filme Blade Runner (onde aliás, também sempre chove). Fiquei imaginando se não seria possível conceber um futuro que fosse baseado em uma outra raiz, um futuro florestal. Não sei se essa idéia é válida ou não. Só sei que um dia depois de ir embora de Belém, li a notícia de que um helicóptero transportando uma mulher grávida fez um pouso de emergência no meio de uma das mais movimentadas avenidas da cidade, para permitir que ela tivesse o bebê na Santa Casa de Misericórida do Pará. Quando vi isto, ficou claro que o novo chega mesmo de forma excêntrica, seja de helicóptero ou de nave espacial. E não pude deixar de pensar: - É a Amazônia.

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