A terceira Campus Party começou com o clima da última parte de uma trilogia. Voltando às origens. Tanto na primeira quanto nessa, estive presente graças ao Overmundo.
Como em uma trilogia, a segunda parte eleva tudo: a quantidade, o orçamento, mas nem sempre a qualidade. Já na terceira edição, tudo parece mais diluido, um pouco mais calmo, e talvez mais burocrático.
Maior do que nunca, estava ao mesmo tempo bem organizada. Sempre há espaço para melhorias, mas o barulho dos palcos diminuiu com o novo arranjo físico, e o espaço em geral estava bem melhor distribuído. E, provavelmente como conseqüência dos eventos esquentados do ano passado, o palco principal ficou mais modesto e desprovido de eventos musiquais - o que, mesmo considerando as desavenças, deixou o evento um pouco mais triste.
O resultado disso tudo foi a descentralização total, retornando às raizes, apenas em escala maior. Havia menos circulação entre as áreas, e cada uma delas tinha seus momentos, como a enorme torre de Red Bull próximo ao SoftwareLivre e CaseMod (um "protesto" à negligência dos promotores da marca durante a madrugada); ou o inconveniente tocador de violão na área de criatividade. O que unia tudos eram os momentos de gritaria aliados ao lançamento de leques de papelão.
Em paralelo aos participantes, estavam os patrocinadores e outras empresas divulgando seus produtos, menos massacrantes, mas ainda sim bastante presentes. Confesso que explorei muito pouco a área Expo, mas lá a área parecia mais disputada, com instalações ambiciosas dignas de uma bienal e shows de bandas competindo entre si.
Não pude aproveitar tanto por compromissos de trabalho. Mas além de andar bastante e encontrar amigos, ter idéias e fazer planos, participei de um projeto colaborativo, o CampusBabes, que se incumbiu de registrar a presença feminina o quanto possível - aproveitando o amplamente divulgado fato de que as mulheres formavam 25% do público.
Quieto e anônimo foi como entrei na primeira CampusParty, em 2008, e terminei esta trilogia cercado de amigos, idéias e possibilidades. Ganhei muito participando desta história. Não tenho dúvidas que a CampusParty solidificou sua importância no calendário de eventos de São Paulo, e só posso esperar que as edições continuem vindo para que essa trilogia torne-se uma saga.
Opa, Fernando,
Boa a analogia! :) Só espero que a terceira parte da trilogia não tenha tido aquele clima de filme requentado, filmado na época do segundo capítulo - como é moda nos últimos blockbusters. :)
Fiquei curioso com esse "projeto" Campus-Babes. De quem é a iniciativa de catalogar as "babes"? E, à parte a bandeira feminista dos 25%, não parece meio testosterônica essa coisa toda? :)
Felipe Obrer
Fernando, pelo avançado da hora deixo para ler tudo depois. Só bati o olho na falta de uma crase logo no início, em voltando às origens.
Abraço,
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