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Crítica sobre o filme: Era Uma Vez...

Divulgação
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Sergio Batisteli · São Paulo, SP
27/7/2008 · 100 · 5
 

Um amor em estado de sítio

Um garoto narra sua origem, a favela do Cantagalo, em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro. Vai para o trabalho, onde ele é vendedor de cachorro-quente na praia e lembranças da infância vêm à mente de Dé (Thiago Martins). Ocorre um jogo de futebol entre moleques da favela, uma das crianças armadas manda no morro e agride violentamente o seu irmão Beto. Ele joga muito bem, mas o traficante morre de inveja desse talento e atira pelas costas de Beto. O irmão mais velho do vendedor de cachorro-quente, Carlão (Rocco Pitangua) sai do morro por enfrentar o garoto que matou o seu irmão.
Carlão é preso pela polícia durante um arrastão na praia, porque Dé estava com um revólver e planejava vingar à morte de Beto.

(Era Uma Vez..., Brasil – 2008, 110 min.) é o segundo longa-metragem do diretor Breno Silveira, que mostra o romance de Nina, uma garota rica da zona sul carioca e Dé, um rapaz pobre e honesto. Diferenças sociais vêm à tona, porém isso não é o suficiente para acabar com o amor do jovem casal. Como, em 2 Filhos de Francisco (2005), filme que levou mais de 5 milhões de espectadores ao cinema, Breno mantém a mesma fórmula de humanizar seus personagens.

À noite, Dé vê uma garota que ele já observa há alguns dias, Nina (Vitória Frate) moradora de um luxuoso condomínio da Viera Souto, brigar com o namorado. Ela fica atordoada e vai em direção à praia. Dé a salva de um assalto e gentilmente leva Nina para casa.
Finalmente o bom moço fala com a sua cara-metade e a partir daí, rola um namoro entre eles.
Nina sobe ao morro para se encontrar com Dé, junto com a amiga patricinha Cacau (Luana Schneider), as meninas curtem um baile funk e a Julieta da zona sul flerta com o seu Romeu carioca . Ela faz uma visita ao seu barraco, onde passam uma noite juntos e num clima extremamente fantasiosos são embalados por uma romântica trilha sonora. Era Uma Vez... propicia um insólito “conto de fadas” na tela.
O pai de Nina, Evandro (Paulo César Grande) aceita o namoro, mas o romance é interrompido.

Deitada nas areias de Ipanema Nina lê o livro Cidade Perdida (2000) do jornalista mineiro Zuenir Ventura, 77 anos. Essa obra traça um paralelo com o filme, quando pessoas de uma mesma cidade criam diferentes realidades de vida e lutam pelo mesmo ideal: a sobrevivência.

O longa-metragem se passa basicamente em três ambientes: à praia, a favela e o condomínio.
Thiago Martins foi aceito no último teste, pois nos anteriores, Breno Silveira, o considerou bonito demais para fazer o Dé. Então o ator ficou exposto ao sol por 5 horas na praia do Leblon e com o novo aspecto conseguiu o papel. Thiago iniciou sua carreira no grupo Nós do Morro, um projeto social realizado com moradores da favela de Vidigal, de onde ele vem.

Segundo Breno, o final de Era Uma Vez... foi inspirado no filme Ônibus 174 (2002) de José Padilha. Silveira teve que gravar um outro final, porque o primeiro foi considerado violento demais.
Ironicamente como o próprio diretor diz, “O roteiro no cinema nacional é a nossa grande falha”. O roteiro que foi escrito por Patrícia Andrade e com a colaboração de Domingos de Oliveira é perfeitamente previsível pelo ritmo da narrativa. Percebemos que o estendido “conto de fadas” tem os dias contados e elimina o fator surpresa para o espectador.

Era Uma vez...tem uma bela fotografia nas cenas externas, o que felizmente já é uma tradição em nosso cinema. A direção de fotografia fica a cargo da dupla: Dudu Miranda e Paulo Souza.

Com uma linguagem simples e direta o filme promete atingir um grande público nas bilheterias.
Era Uma Vez... está em cartaz nos cinemas.

Força Brazucah

A campanha de marketing do filme Era Uma Vez... foi brilhantemente iniciada pela rede de comunicação Brazucah, que tem alunos universitários e secundaristas envolvidos na divulgação de lançamentos nacionais em suas próprias instituições de ensino. O grupo também conta com a colaboração de blogueiros interessados em escrever sobe o cinema nacional. A rede promove pré-estréias e encontros com atores e diretores. Essa organizada e eficiente forma de divulgação permite que os filmes sejam discutidos, aprofundados e aproxima várias pessoas da sétima arte brasileira.

Como apoiadores da rede Brazucah, destacam-se a Unesco, a Recam (Reunião Executiva das Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul), o Ministério da Cultura do Brasil, as Secretarias de Educação e Cultura de diversos municípios, além das principais universidades e escolas do Rio de Janeiro e São Paulo.

Para mais informações acesse o blog: http://redebrazucah.com.br

Reproduzido do blog do autor: http://sergiohpg.blig.ig.com.br//2008/30/um-amor-em-estado-de.html
25/07/2008

Sonora reproduzida do site Noorádio: http://www.nooradio.com.br/search.asp?keyword=sergio%20batisteli
13/06/2008

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graça grauna
 

...não vejo a horar de entrar na fila, comprar pipoca e contemplar, melhor dizendo, refletir mais uma vez sobre as impossibilidades de amar nesse recorte de Romeu e Julieta à brasileira. Estu torcendo pelo sucesso de bilheteria. Cinema brasileiro: vamos prestigiar. Bjos.

graça grauna · Recife, PE 26/7/2008 22:46
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River Coelho
 

Acabei de voltar do cinema, impressionado com a força do filme e com seu diálogo emocionante. Quem não viu ainda, corre pra ver no cinema, pois é na tela grande que este filme deve ser visto.
Moro no Rio e sei exatamente o que o filme quer dizer.
Brenno Silveira gira o ângulo e nos conta uma velha história de maneira surpreendente.
Nota mil!

River Coelho · Rio de Janeiro, RJ 27/7/2008 21:46
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Fernanda Mello
 

Não sou nenhuma espcialista em cinema, mas eu adorei o filme. Não só pela fotografia ou pelas excelentes interpretações do Thiago, Rocco e do emocionante ator que interpretou o menino Beto, mas porque o filme mexeu comigo de verdade. Sai da sala de cinema como se eu tivesse acabado de viver toda aquela atmosféra de violência e juro que fiquei com medo de ser assaltada no primeiro sinal que eu parasse quando saisse do shopping. Tirando todo o cenário e história romântica, infelizmente é isso que vemos e vivemos todos os dias. E o meu encantamento pelo filme foi exatamente este. Não é um filme só de violência e desordem urbana, nem apenas uma história romântica, mas é um misto dos dois na mesma intensidade e ritmo. Acho que por isso fiquei tão envolvida e trouxe tudo isso para a minha realidade. Amei o resultado que o filme gerou em mim. Parabéns a todos. Emocionante!

Fernanda Mello · Rio de Janeiro, RJ 8/8/2008 16:44
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willsilva_red25
 

nossa gostei muito deste filme, lá encasa todo mundo quem assiste chora, é muito dramático mesmo, uma super produção do diretor.

willsilva_red25 · Itabuna, BA 8/6/2009 16:46
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andressa2ny
 

nossa eu gostei,porque nao tei um felizes para sempre e é muito diferente com os outro q termina em feliz para sempre. é muito triste morrer seu realizar seu sonha.
xD
GOSTEI MUITO DO FILME

andressa2ny · Curitiba, PR 7/1/2012 12:07
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