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Abraçando a Fábrica de Sonhos
Imagens
As fotos do André Pessoa parecem pinturas
Os 110 anos da inauguração foram comemorados com bolo e exibição de documentário
Tombamento federal solicitado há 585 dias (13/12/2006 a 20/06/2008)
Ofício datado de 25 de junho de 2008 (Petrobrás)
Queridos Amigos:
Alguns de vocês já tiveram oportunidade de ler diversos artigos que escrevi, aqui mesmo no overmundo, sobre a incrível "Fábrica de Laticínios dos Campos", hoje localizada no município de Campinas do Piauí, obra do visionário cientista Antônio José de Sampaio que foi ajudado, nesta empreitada, pelo engenheiro alemão Alfredo Modrach. Pois bem: ao ensejo de alvissareiras notícias sinto-me na prazerosa obrigação moral de dividir com vocês, a alegria propiciada por elas.
Depois daquele abraço!
Oeiras, 15 de julho de 2008
“Servimo-nos do presente para informar que há interessa da Petrobras na contratação de patrocínio ao projeto ‘Restauração da Fábrica de Laticínios’”.
Foi dessa forma, simples e direta, que a Gerente de Patrocínios da Petrobras, Sra, Eliane Costa, em ofício datado de 25 de junho de 2008, tomou a iniciativa de informar à presidente da Fundac, Sra. Sonia Terra, que o tão acalentado Sonho de ver restaurada a Fábrica de Laticínios dos Campos está em vias de tornar-se realidade.
Abraçada como foi, há exatos dois anos, pelos campinenses – que, naquele mesmo dia 15 de julho de 2006, diante de um incêndio irrompido em uma das laterais do prédio, chegaram a temer pelo seu perecimento – a Fábrica de Sonhos, energizada por aquele gesto de grande simbolismo e alto espírito de civilidade, veio, de lá para cá, ocupando, mais e mais, os corações e as mentes de personalidades as mais diversas O engenheiro aposentado Paulo de Sá Campos, morador de Olinda-PE, aderiu, de corpo e alma, à Campanha capitaneada pela Fundação Nogueira Tapety-FNT, passando a investigar, por sua própria conta e risco, pistas a respeito do paradeiro do cientista Antonio José de Sampaio tendo promovido pesquisas até na Alemanha e encontrado indícios de que a esposa do cientista sobreviveu muitos anos a ele sendo, inclusive, autora de livros o ultimo deles publicado em 1963. Em novembro de 2006, o professor Marcos Vilhena publicou “Vôo de Ícaro, tensões e drama de um industrial no Sertão” sua dissertação de mestrado transmigrada em empolgante livro onde o autor esmiúça a relação conflituosa entre a modernidade, representada pelo cientista Antonio José de Sampaio, e o pensamento patriarcal e oligárquico hegemônico no Piauí de antanho, o que, segundo ele, explica a derrocada do empreendimento de Sampaio. O livro de Vilhena chegou às mãos do Deputado Nazareno Fonteles que, da Tribuna da Câmara Federal, pronunciou, em 12 de dezembro de 2006 discurso enfatizando a importância do livro e a relevância da luta pela restauração daquele monumento. O mesmo Deputado, dias mais tarde, enviou um documento ao IPHAN ratificando, em todos os seus termos a nossa proposta de tombamento da Fábrica.
Em 24 de janeiro de 2007, uma caravana de intelectuais, organizada pela FNT, e capitaneada pelos professores Cineas Santos e Fonseca Neto veio a Campinas do Piauí para conhecer “in loco” as ruínas da Fábrica.
Ainda no primeiro trimestre de 2007, o IPHAN produziu, em parceria com a Associação Brasileira dos Documentaristas, seção do Piauí ABD-PI um documentário intitulado “Fábrica de Manteiga e Queijo das Fazendas Nacionais do Piauí, uma história contada por seus trabalhadores”, roteirizado e dirigido pelo historiador da instituição, Ricardo Augusto Pereira.
Em 9 de abril de 2007 a FNT, o IPHAN e a Fundac organizaram, em Campinas do Piauí, as comemorações pelos 110 anos decorridos desde a inauguração da Fábrica e os 150 anos do nascimento do cientista-empresário Antonio José Sampaio. Neste mesmo dia, na tribuna do Senado Federal, em Brasília, o Senador João Vicente Claudino pronunciou um discurso em favor da restauração da Fábrica de Laticínios dos Campos. Dias antes, em 29 de março de 2007, o Senador já havia enviado ofícios à Petrobras, Fundação Banco do Brasil, Fundação Roberto Marinho e Companhia Vale do Rio Doce, solicitando a estas empresas e fundações a alocação de recursos para a restauração da onírica Fábrica.
Teria ainda muita coisa para contar, não tenham dúvidas! Foi uma intensa Campanha. Envolveu pessoas, como o fotógrafo André Pessoa, que apenas por amizade e solidariedade para com nosso entusiasmo, se dispôs a realizar um ensaio fotográfico cujo resultado ficou tão belo plasticamente que até nos faz esquecer que aquele é um edifício em ruínas. Não se trata aqui, no entanto, de fazer um relatório circunstanciado.
Essas lembranças, esse olhar para trás serve para nos fazer enxergar o caminho até aqui, pois este é um momento especial, particularmente gratificante para quem, como nós, palmilhou cada centímetro do percurso.
Hoje ficamos sabendo que há uma instituição, a Petrobras, disposta a bancar a restauração da Fábrica de Sonhos, isto é, ficamos sabendo que tem realidade o sonho acalentado por nós, e nos lembramos da carta-dossiê redigida pelo presidente da FNT Carlos Rubem Campos Reis que foi enviada, em 12 de março de 2007, à arquiteta Jurema Machado, consultora da Unesco e membro do Conselho permanente da programa Petrobras Cultural. Nesta carta, falando em nome da entidade, Carlos Rubem afiançava que o que pretendíamos era dar “uma mostra da importância desse verdadeiro ícone sertanejo, não apenas para a população local, mas para o Estado do Piauí e para a Nação Brasileira e, ao mesmo tempo, demonstrar o esforço que temos feito para convencer a todos do quanto é importante a sua restauração”. Lembramos, também, que, na época, ficamos pesarosos pelo fato de não termos recebido uma resposta.
A resposta da Petrobras, seja a esta carta à sua Conselheira Permanente, seja ao ofício enviado, como já relatamos, pelo Senador João Vicente Claudino em 29 daquele mesmo mês de março de 2007, veio agora em forma das claras e objetivas palavras que foram transcritas no início desse artigo.
O dia 15 de julho de 2006, data em que o povo de Campinas do Piauí organizou-se para debelar o fogo que ameaçava se alastrar por todo o prédio e para reafirmar, com um tão carinhoso gesto, sua vontade de ver restaurado o prédio que abrigou a célula-mater do município, deve permanecer na memória dos campinenses como um divisor de águas: a historia da cidade pode, muito bem, ser contada antes e... Depois Daquele Abraço.
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Complemento 1
FÁBRICA DE LATICÍNIOS DOS CAMPOS: 110 ANOS
02/052007
No dia 9 de abril último, a cidade de Campinas do Piauí viveu um dia diferenciado: é que, para comemorar os 110 anos da inauguração da “Fábrica de Laticínios dos Campos” e os 150 anos do nascimento de seu idealizador, o Dr. Antonio José de Sampaio, encontraram-se na cidade delegações da Fundação Cultural do Piauí - FUNDAC, do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional - IPHAN, e uma plêiade de conselheiros e convidados da Fundação Nogueira Tapety – FNT e a população citadina.
A FUNDAC e o IPHAN vieram exibir, na cidade, o documentário “Fábrica de Manteiga e queijo...” produzido pelo IPHAN em parceria com a Associação Brasileira de Documentaristas - ABD-PI. À tarde, em várias escolas e, à noite, em um telão defronte à Fábrica. O documentário foi bastante aplaudido por todos.
A FNT, além de participar da exibição do documentário, organizou uma festa comemorativa das efemérides (com direito a bolo e discurso). Até o Hino Nacional foi entoado pelos presentes.
As datas, no entanto, não foram comemoradas apenas em Campinas do Piauí. Em discurso da tribuna, o senador João Vicente Claudino, lembrou a data e declarou-se aderente à causa da restauração da “Fábrica de Laticínios dos Campos”. O professor Fonseca Neto utilizou-se de sua coluna semanal no “Diário do Povo” para escrever sobre o significado da comemoração dos 150 anos do nascimento de Antonio José de Sampaio. Comentando o livro do professor Marcos Vilhena, “Vôo de Ícaro - tensões e drama de um industrial no sertão”, lembrou o quanto ainda é necessário resgatar a memória do visionário cientista.
CAMPANHA FÁBRICA DE SONHOS
Todas essas manifestações representam o coroamento de uma campanha promovida, desde junho último, pela Fundação Nogueira Tapety – FNT, visando a restauração da “Fábrica de Laticínios dos Campos”. O principal instrumento inicial da campanha foi uma “Carta Aberta ao Governador do Piauí” quando foram colhidas cerca de mil assinaturas protocoladas devidamente na Secretaria de Estado de Governo.
Em dinâmica própria, o eixo inicial da campanha mudou, deixando de ser um incentivo à busca de um Mecenas, via Lei Rouanet – evidentemente inexistente – para tornar-se uma luta pelo tombamento, em nível federal, do supracitado edifício como estratégia para obter a almejada restauração do prédio.
Não por acaso, a proposta de tombamento, formalizada pela FNT junto ao IPHAN, foi protocolada no dia de Santa Luzia, 13 de dezembro de 2006, apenas alguns dias após o aparecimento de dois livros, o já aqui citado “Vôo de Ícaro - tensões e drama de um industrial no sertão”, do historiador Marcos Vilhena, lançado em Teresina na Oficina da Palavra, no dia 19 de novembro de 2006 e o outro “Os 500 Anos do Leite no Brasil”, de João Castanho Dias, livro que, ricamente ilustrado, demonstra o pioneirismo da iniciativa do Dr Sampaio ao construir a segunda mais antiga Fábrica de Laticínios do Brasil.
Outra adesão importante à campanha se daria através da repercussão do livro do historiador que mereceu rasgados elogios – o livro, seu autor, e o programa de pós- graduação da UFPI – em discurso pronunciado no dia 12 de dezembro de 2006 na tribuna da Câmara Federal pelo deputado Nazareno Fonteles, vice-líder do PT naquela casa legislativa. Encantado com o tema, Fonteles decidiu ratificar, através de ofício enviado ao presidente do IPHAN em todos os seus termos a proposta de tombamento apresentada pela FNT.
O Bispo da Diocese Oeiras-Floriano, Dom Augusto Rocha, em ofício protocolado no IPHAN, manifestou seu apoio incondicional à proposta de tombamento apresentada pela FNT, lembrando os tempos em que o prédio abrigou sacerdotes que por ali passavam em desobriga.
Por solicitação da Câmara Municipal de Campinas do Piauí, a Assembléia Legislativa do Piauí – ALEPI, enviou ao presidente do IPHAN, Luiz Fernando Almeida, em Brasília, uma Moção de Apelo solicitando seu especial empenho na tramitação e final aprovação da proposta de tombamento da Fábrica. Convém lembrar que, anteriormente, pedidos nos arquivos do IPHAN, já havia dois outros iguais pedidos: o primeiro, apresentado em 1977, pelo então Procurador Geral do Estado, Dr. José Eduardo Pereira e o outro, um abaixo assinado, constante de quase 400 signatários campinenses, formalizado em 2000, por ofício da então Secretária Municipal de Educação, Professora Maria do Socorro Alves Moura, que suplica “por tudo o quanto é sagrado” a restauração de aludido prédio.
Um outro inesquecível marco da campanha foi, sem sombra de dúvidas, a “Visita dos Intelectuais à Fábrica de Sonhos”, organizada pela FNT, realizada no dia 24 de janeiro de 2007 (Dia da Adesão do Piauí ao Grito do Ipiranga) e capitaneada pelos professores Cineas Santos e Fonseca Neto, visita que contou com o decisivo apoio da reitoria da UFPI que disponibilizou o transporte dos intelectuais saindo de Teresina e passando por Oeiras até Campinas do Piauí. Nos jornais teresinenses, a visita rendeu a primeira reportagem de capa (na edição dominical do Diário do Povo do Piauí, 30 de janeiro de 2007) sobre a Fábrica de Laticínios de que se tem notícia.
A adesão de tantos políticos, líderes religiosos, intelectuais e participação engajada da comunidade local ilustra uma campanha vitoriosa, e o encaminhamento dado pelo IPHAN no sentido da aceleração dos estudos técnicos também denota isto. A campanha, no entanto, foi bem mais longe! Milhares de e-mails recebidos e enviados; a troca de ofícios com órgãos públicos e privados; a publicidade dada no “Portal do Sertão” (www.fnt.org.br), sítio virtual da FNT, para a “Fábrica de Sonhos”; dezenas de artigos publicados em portais tanto de Teresina como em nível nacional; enfim, uma profusão de comunicações pontuais e difusas que, reunidas, formariam um livro.
FÁBRICA DE SONHOS EM CHAMAS
Se perguntarem a qualquer um dos mentores do movimento patrimonial qual o dia mais importante da campanha eles não terão nenhuma dúvida em responder: 15 de julho de 2006!
Nesta data, às 5:30h da manhã, o presidente da FNT, Carlos Rubem, recebeu o telefonema de uma campinense que, aflitíssima, lhe comunicou o incêndio que irrompera há poucas horas. Meio transtornado, sem ter a dimensão exata do sinistro, Carlos Rubem temia pelo objeto da campanha, há pouco mais de quinze dias, lançada pela FNT.
Convocado por Bill (Carlos Rubem), Joca Oeiras procurou enviar a notícia do incêndio à imprensa teresinense sendo que um dos portais contatados a única coisa que perguntou foi sobre a existência ou não de vítimas fatais... Telefonemas foram dados a autoridades e ao Corpo de Bombeiros. Ao chegarem em Campinas do Piauí, foram tranqüilizados pela visão da imponente chaminé do velho prédio que se mantinha intacta. O incêndio se localizava apenas numa ala lateral. Segundo Joca Oeiras, “quando ali chegamos ainda havia grandes focos do sinistro e para logo a população, mobilizada, enfrentou as chamas com o aproveitamento da rede de água pública”. Neste ínterim, eis que surge a figura de um herói doméstico, Flávio Borges (leia entrevista), que, intrepidamente, subiu no telhado e conseguiu debelar, no final da tarde, os últimos resquícios do incêndio.
Enquanto isto ocorria, o povo mais e mais se mobilizava em torno da Fábrica assinando manifesto, protestando e muitos até chorando como se a fábrica estivesse em pleno funcionamento. “Por proposta nossa, o povo, numa patente manifestação da importância que atribui aquele ícone sertanejo, promoveu um “Abraço à Fábrica de Sonhos”, de extrema simbologia”, ressalta Rubem.
Outro instrumento da campanha estará sendo lançado em breve. Trata-se de um cartaz que traz fotografia da Fábrica (a estampada na capa deste jornal) assinada por André Pessoa e pelo design Edmo Campos. A causa preservacionista é de todos!
tags: Oeiras PI cultura-e-sociedade petrobras fabrica-de-sonhos fabrica-de-laticinios-dos-campos campinas-do-piaui alfredo-modrach marcos-vilhena antonio-jose-de-sampaio
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Depois daquele abraço, mais um grande para os sonhos acalentados com um pé na realidade.
Adorei
Compulsão Diária · São Paulo (SP) · 20/7/2008 02:21
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Passos que voam, abraços que amam.
gente que faz história, se exclama!
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 20/7/2008 12:39
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Joca, meu querido anjo andarilho,
antes de tudo, meus parabéns a você em especial - pela luta incansável -, à Fundação Nogueira Tapety e a todo o povo de Campinas do Piauí pela alvissareira carta de interesse da Petrobras no projeto. Espero, sinceramente, que ela se concretize, enfim, e faça realidade o sonho abraçado por vocês. A vitória é de todos os piauienses - por extensão, do Brasil -, mas reconheço que sua luta e da FNT foi, é e ainda será primordial até a concretização do projeto. Li todos os seus textos sobre o tema, que - no conjunto - são exemplos acabados de luta e compromisso intelectual com a cultura e o patrimônio brasileiros. E, por isso também, receba meus parabéns e minha solidariedade, amigo.
Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro (RJ) · 21/7/2008 11:20
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Grande exemplo de luta e de respeita à história. Prédios como esse, representam vidas, representam épocas... Tomara que a verba se faça presente e que essa fábrica possa gerar muitos outros sonhos. Um abraço tão grande quando esse aí...
FILIPE MAMEDE · Natal (RN) · 21/7/2008 20:34
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Parabens Joca por sua luta, respeito à memória dessa cidade e torço que o sonho seja logo consumado...ab
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 21/7/2008 22:48
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Joa, meus parabéns por esta luta bela e importante para a história do Piauí e do Brasil.
Torcendo, de longe, agora, certamente, o projeto irá andar, pelo trabalho de tantos.
As fotos são emocionantes!
beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 22/7/2008 18:14
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Joca, que notícia boa. Acompanhei seu empenho nesa luta e só posso me regozijar pela iniciativa tomada pela Petrobrás. A restauração da Fábrica de Laticínios é um ganho não só para os campinenses e para os piauienses, mas para nós brasileiros. As fotos são lindas, inclusive a do abraço em que vc aparece. Parabéns querido.
Beijos da
Ize
Ize · Rio de Janeiro (RJ) · 22/7/2008 21:52
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Meus parabéns pelo esforço nessa luta!
Um Abraço!
ana wagner · Porto Alegre (RS) · 26/7/2008 21:11
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Joca,
Que texto maravilhoso.
Demonstra o poder do povo depois de um abraço simbólico. " Povo unido jamais será vencido" E também o poder do sonho, pois quando acalentamos sonhos, tudo o mais se torna possivel.
Parabéns!
bjsssss
Doroni Hilgenberg · Manaus (AM) · 2/8/2008 10:12
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Parabéns pela luta e pelo texto. E faço votos de que o projeto se concretize.
Um abraço
Sônia Brandão · Bauru (SP) · 2/8/2008 19:53
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