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Festival MADA: música independente alimenta a alma

RN Rock
Criador do Festival Mada na berlinda
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Yuno Silva · Natal, RN
13/4/2007 · 229 · 12
 

Entrevista com Jomardo Jomas, criador do Festival Cultural Música Alimento da Alma – MADA. Entre cafés, cigarros (salvo exceções), telefonemas e muita água mineral.

Sem papas na língua, Jomas não deixou nenhuma questão sem resposta e ainda aproveitou para esclarecer definitivamente pontos equivocados da Lei estadual Câmara Cascudo de incentivo à cultura.
Também comentou sobre o papel do Festival em relação à cena natalense de música independente, a falta de identidade e o potencial de bandas potiguares

ÁGUA PARA ALIMENTAR O CORPO, MÚSICA PARA ALIMENTAR A ALMA

Esse nome é perfeito! Vem de onde?

Jomardo — [risos] Já respondi isso acho que mais de um milhão de vezes, mas vamos lá: o apelido “Mada” foi dado pelo repórter da Folha de SP que acho muito grande ficar repetindo “Música Alimento da Alma” o tempo todo na matéria. Ficou. “Música Alimento da Alma” vem de um texto do Jolian (músico, irmão do Jomardo) que ainda iria se transformar em música. Dizia que quando acaba a água, alimento do corpo, só resta a música que é o alimento da alma — por isso as primeiras edições terem sido mais ecléticas e abrangentes.

O evento surgiu em 1998, antes disso você já pensava em um festival com bandas independentes?

Jomardo — Pouco antes dessa época estava trabalhando com o Alphorria (banda de reggae famosa na cidade em meados dos anos 1990). Em 1994 fiz uma turnê com a banda pelo Sudeste, onde fiz muitos contatos com gravadoras e jornalistas da mídia especializada. A própria Nikita Records, gravadora que hoje trabalha com o DuSouto (RN) abriu muitas portas e a idéia de se fazer um festival com bandas independentes fora do eixo Rio-São Paulo ganhou corpo. Em fevereiro de 1998, trouxemos o programa Palco MTV. Pela primeira vez o programa estava saindo de São Paulo. Eles entrevistaram oito bandas daqui e foi aí que fechamos: “temos bandas locais para fazer um festival!”.

E em 1999, o Festival Mada pulou esse ano por quê?

Jomardo —
Estava lotado de coisa para resolver, envolvido em questões pessoais. O festival também não tinha um formato, a idéia ainda era bem embrionária. No começo só tínhamos um palco e os critérios para a escolha das bandas também não eram bem definidos… na primeira edição tocaram bandas que não tinham nada a ver.

Então no começo tinha toda uma diversidade musical, e com o tempo o Mada foi enfocando o pop, o rock, a música eletrônica, pitadas regionais e arredores. O que fez o foco pender para esse segmento?

Jomardo — Foi um processo natural. A coisa foi andando e percebemos essa tendência. Naquele primeiro, pensamos em dar uma chance a quem estava tocando na noite. Depois é que fomos criando o conceito. Em 1998 algumas bandas covers tocaram, não tínhamos uma produção consistente de músicas autorais. A partir do segundo ano é que começamos a nos preocupar mais com isso, e de dar mais espaço para grupos locais —na primeira edição vieram muitas bandas de Pernambuco. O Festival começou a se configurar realmente. Então buscar esse foco no pop e no rock estava em sintonia com o que acontecia em outros festivais do Brasil.

Na Via Costeira o Mada está ganhando uma nova cara. É o lugar ideal?

Jomardo —
A Ribeira (bairro histórico, zona portuária) não comportava mais o Festival, e a última edição por lá (em 2003) foi muito arriscada. Se tivesse acontecido alguma merda, algum problema, eu tava fudido pro resto da vida.

ROCK DE POBRE E ROCK DE RICO

Assim, na ‘bucha’(!), pra começar: que papo é esse de rock pobre e rock rico? As pessoas confundem o fato do Festival MADA ter patrocinador e ainda depender da bilheteria? O Festival é todo bancado pela Lei?

Jomardo – Essa é boa! Apresentamos uma planilha com os maiores custos para, pelo menos, a receita livrar essas despesas com som, estrutura, divulgação (e transporte, hospedagem, contratações). O Festival sempre foi maior que o projeto enquadrado na Lei. Ao longo desses quatro anos de Lei Câmara Cascudo, o Mada sempre custou mais que o aprovado e o captado.

“FALTA VISÃO AO PODER PÚBLICO E COMPETÊNCIA A ALGUNS CONSELHEIROS DA LEI”

Você acredita que eventos do porte do Mada podem andar com as próprias pernas após três anos via lei de incentivo? Segundo alguns conselheiros que analisam projetos enquadrados na lei estadual isso é plenamente possível. (O projeto inscrito na Fundação José Augusto, instituição responsável pela gerência da Lei Câmara Cascudo, enfrentou problemas de aprovação e quase não se beneficia do sistema de mecenato: investimento cultural em troca de recolhimento de impostos — nesse caso ICMS).

Jomardo —
Acho difícil. Paixão de Cristo em Nova Jerusalém tem 30 anos e conta com os apoios das Leis Rouanet (federal) e a estadual (Pernambuco). Junta quantas pessoas? Tem ajuda de verba pública desde o começo. Outro: o Festival de Cinema de Gramado (RS), em dos mais famosos do mundo com 33 edições, continua sendo bancado com dinheiro vindo das Leis. Então isso é um grande absurdo. Não existe esse negócio de um evento andar sozinho, principalmente em uma cidade como Natal, que é difícil conseguir uma cota de R$ 5 mil reais para uma banda gravar um CD. É quase impossível fazer um evento hoje, com a dimensão do Mada e tantos outros, se não tiver a participação de uma lei de incentivo. Esse papo é uma grande balela. Se fosse assim o Programa Rumos Itaú Cultural, um grande projeto nacional promovido por uma poderosa instituição financeira, não precisaria desse recurso para continuar existindo. O banco abate anualmente cerca de R$ 30 milhões de impostos investindo em programas sócio-culturais… se ele não anda com as próprias pernas imagine eu!! [risos]

EM BUSCA DE RECONHECIMENTO

Como garantir mais espaço para bandas locais?

Jomardo —
Essa questão é uma preocupação que temos desde o começo. É inevitável que tenham mais atrações de fora do RN, mas a cada edição implementamos novidades. O problema é esbarrar em questionamento de gente que não entende do riscado. Olha só que absurdo um conselheiro (que analisa os projetos inscritos na Lei estadual) escreveu no parecer: “que a mídia de outdoor não tem o nome de todas as bandas”. Porra ‘mermão’, mídia de outdoor tem um tempo de percepção de sete segundos (estudos comprovados!). Imagine colocar o nome de 30 bandas e 15 DJs? Ninguém ia saber o nome de nenhuma atração, muito menos do que se trata. Agora em mídia como panfletos e no site saem todos os nomes. Os cartazes também estão com nomes locais destacados.

A própria mídia especializada que fala do evento Brasil afora fala das bandas independentes…

Jomardo —
Exatamente, foi o que provei para eles. O clipping jornalístico, onde 99% falam das bandas independentes, da cidade e do festival, derrubou todos os argumentos da pessoa que estava contra o projeto.

“CAMAROTE COM CAMISAS IGUAIS É COISA DE MICARETA”

Ainda estrutura: e a existência de camarotes? É uma coisa inevitável?

Jomardo —
Pro patrocinador sim, é o lugar onde ele pode convidar os clientes e tal, fazer aquele auê com a mídia. Já o outro é terceirizado, não tenho mais nenhuma ligação. Por mim não teria, mas tem gente que gosta de se sentir VIP, tem demanda. Só não teremos mais aquela história de camisetas iguais, isso é micareta e não festival de música independente!

Mas acaba ajudando financeiramente não?

Jomardo —
Sim, claro, contanto que não fuja do conceito. Mas aquela coisa ridícula que aconteceu em 2004 (camisetas para cada um dos dias) é que não pode acontecer mais. Mas para o patrocinador acho mais que justo.

“PARA TOCAR NO MADA TEM QUE ESTAR CIRCULANDO”

A escalação de festivais sempre gera expectativas. Como é que funciona a curadoria que seleciona as bandas?

Jomardo —
Cara, temos uma porrada de contatos. Recebo muito material… escuto, passo para outras pessoas. No Rio de Janeiro e em São Paulo peço para contatos verem o show dessa ou daquela banda, e aqui em Natal é acompanhar o que está rolando. Basicamente é isso.

Uma das características do Mada é justamente essa expectativa em torno da programação: muito boca a boca e especulações. É uma estratégia do festival?

Jomardo —
Não, o lance é que as coisas vão acontecendo aos poucos mesmo, claro que tem aquele lance de ir soltando as informações aos poucos, mas a maioria é não divulgar o que ainda não está fechado. Tem muita banda independente que confirma e depois liga dizendo que não conseguiu passagem pra vir, nessas horas temos que ter outra na manga, damos mais uma semana pra ela se articular e por aí vai.

Continuando a pergunta sobre escalação: como uma banda faz para se candidatar a uma vaga no Festival? Qual conselho que você daria?

Jomardo —
Tocar! Tem que tocar, não adianta. Discuti com uns caras que queriam porque queriam tocar no Mada. Mandaram material e tudo, mas acho muita sacanagem se reunir apenas para tocar no evento. Já aconteceu isso, de uma banda se formar, apresentar um trabalho legal, entrar na escalação e depois do festival acabar. É sacanagem com as bandas que estão ralando no dia a dia, tocando para 30, 100 pessoas. Tem que estar fazendo show, tem que estar trabalhando. Miranda (ex-Trama, atual Ídolos do SBT) gosta muito de dizer que banda tem que estar no palco pra fazer história. Sabe o que acho: que falta pique às bandas daqui para circularem por outros lugares do País. Ano passado fui no Festival Calango (MT) e encontrei bandas que rodaram 62 horas de ônibus para fazer um show de 30 minutos — foi até uma banda de Recife, a Volver, que também está no Mada 2006.

MADA MADE IN RIO DE JANEIRO

E as seletivas do Festival lá no Rio?

Jomardo —
Foi uma movimentação fantástica, estive lá para acompanhar a etapa final da seletiva. Depois de Natal, o Rio de Janeiro é a cidade que mais manda material. Acho que pela ligação que temos com a revista Laboratório Pop. A seletiva virou uma espécie de festival.

Algum dos nomes que já passaram por aqui foi uma aposta sua, tipo “essa tem que vir de qualquer maneira tem boas chances de estourar?”.

Jomardo —
Olha, teve Detonautas (RJ), Cabruêra e Chico Correa & Eletronic Band (ambas da PB)… festival é aquela coisa de apostar mesmo! Tem muita gente que não curte, mas os caras do Detonautas acreditaram mesmo, e tem que acreditar. Depois da segunda participação deles, em 2001, fecharam contrato com a gravadora Warner — que tinha um olheiro circulando naquele ano no evento.

Circulando por festivais e eventos fora de Natal, percebo que as pessoas vêem a capital potiguar como uma espécie de Califórnia: tocar na beira da praia com uma puta estrutura, ficar hospedado em um tremendo hotel e tal. Você acha que as pessoas fantasiam um pouco?

Jomardo —
Tem isso sim, no Rio de Janeiro principalmente. Tocar no Mada é o sonho de muita banda. Eu vi com essa seletiva. Imagine 150 inscritos para escolhermos uma ou duas para vir por conta própria… diga aí.

Pensa em abrir esses espaços em outras cidades?

Jomardo —
Com certeza! O engraçado é que recebo convites para fazer o Mada em cidades onde já existem festivais parecidos. Essa seletiva no Rio foi o primeiro passo para tornar o evento nacional, criar um circuito bem integrado.

Mas mesmo não ‘exportando’ podemos considerar Natal como um pólo de rock em ascensão? O volume de shows, de bandas surgindo é grande!

Jomardo —
Concordo, mas tem que pintar bandas com mais identidade. A maioria ainda parece com alguma coisa, faz um som espelhado em outras bandas. Em Goiânia, por exemplo, as bandas têm uma identidade, você escuta e identifica. Nosso momento é muito bom e temos que aproveitar. Existe mesmo essa história de todo mundo querer vir tocar em Natal, acham que aqui é o lugar onde as coisas podem acontecer, sei lá. Pelo menos vir pra beira da praia. [risos]

Que outros lugares fora do eixo estão, digamos, emergindo?

Jomardo —
Colocaria nessa lista Natal, Balem e o Acre. Este ano o Los Porongas do Acre vem para o Mada. A região Norte e o RN estão em evidência.

A TAL CENA

Falam muito que o Festival Mada fortalece a cena local de música. Você acha que o evento realmente colabora? Como?

Jomardo —
Sem dúvida. O Mada foi quem trouxe pela primeira vez à Natal os maiores nomes da imprensa nacional especializada. Lembro-me que a maior matéria que saiu na Folha de São Paulo sobre o Festival foi com o Alexandre Alves da Solaris Discos, até então pouco conhecido dentro de Natal. MTV, Multishow, O Globo, Jornal do Brasil, revista Dynamite… contatos feitos a partir dessa vinda ao Mada.

Tem também a própria profissionalização das bandas, o cuidado com o material de divulgação…

Jomardo —
… Que era um absurdo. Salvo exceções, recebia um material muito mal apresentado em relação ao que recebia das bandas de fora. Até isso acho melhorou dentro desse processo. Não digo que foi o Mada que criou isso, mas fez com que muitos contatos fossem feitos e que outros festivais surgissem.

Então o grande lance é a vinda da mídia especializada?

Jomardo —
Exatamente, a grande onda é ter inserido Natal na grande mídia nacional.

E com relação à criação de selos...

Jomardo —
As iniciativas pessoais são a base disso tudo. Acho que hoje em dia o trabalho que está sendo feito é bem diferente se olharmos cinco anos atrás. Também vieram os sites, a Solaris Discos está fazendo dez anos, o próprio Festival DoSol mesmo é fruto dessa cena. É por isso que estamos crescendo. Garanto que se fosse só um festival, uma vez por ano, não estaríamos nesse estágio atual. O que sustenta uma cena é “o lançamento de um site especializado”, “bandas produzindo CDs e fazendo shows…” Antes era aquilo o ano todo: o Mada gerava notícia, mandava pra imprensa de fora ou alguma gravadora, e agora temos até programas de rádio on-line. Isso é cena!

“FESTIVAL INDEPENDENTE NÃO PRECISA SER TRASH”

Como é que você está vendo essa união de alguns produtores de festivais em torno da criação da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin). Acha que isso vai gerar melhorias?

Jomardo —
Eu ainda não faço parte oficialmente da Abrafin. Participei da criação da carta de intenção no Festival Calango (MT). Depois soube que Fabrício Nobre (selo Monstro Discos, festivais Goiânia Noise e Bananada, de GO) e Paulo André (Abril pro Rock e Porto Musical — convenção internacional de música e tecnologia, em PE) já estavam elaborando um estatuto. Eu quero ver o que vai acontecer. Falei na primeira reunião, deixei bem claro que só valia a pena criar uma associação se fosse para brigar por melhorias, tipo “ir ao Ministério da Cultura tentar mais apoio da Lei Rouanet (federal)”. Lutar para que patrocinadores de festivais fossem equiparados aos de música instrumental, tenham 100% de abatimento no imposto, que as taxas sejam as mesmas para todos os festivais. Se for para ficar só na teoria, pra banda de tal selo poder circular pelos festivais e formar ‘panelinhas’, aí não vale a pena.

Tipo barganhar descontos em empresas aéreas; articular turnês estrangeiras nos festivais…

Jomardo —
Exato. Existem festivais com bom poder de negociação como o Porão (do Rock), o Abril (pro Rock) e o Mada. Então é chegar para uma banda e propor: “amigo quer tocar e ganhar cachê em três festivais? Mas tem que fazer um quarto show de graça em tal festival que está começando”. Nesse caso fortalece todo mundo. Aí o Fabrício Nobre comentou que correríamos o risco dos festivais ficarem parecidos com outros grandes eventos mais comerciais. Bom, mas não precisamos perder a essência pra brigar de igual pra igual por bons patrocinadores. Um festival para ser independente não precisa ser ‘trash’. Tem que ser legal, ter uma boa estrutura… porque não ter recursos de um Ceará Music ou Festival de Verão de Salvador? Se for pra ficar só no trash e no final do evento ficar devendo os cabelos da cabeça, então não quero. Quero chegar numa TAM e negociar pesado: “olha temos 15 festivais espalhados pelo Brasil, topa vender passagens o ano inteiro em troca de um belo desconto?” Não adianta ficar todo mundo abraçado e dizendo: “ó que legal, somos independentes!”. Temos que partir para a prática, todo mundo ganha desse jeito.

* entrevista editada e originalmente publicada no site RN Rock // participaram da entrevista: Yuno Silva (transcrição e redação), Glauco Gobbato, Vlamir Cruz e Michel Heberton

>> Escalação do Festival Mada 2007

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