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Filosofia e Sociologia no ensino médio

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Juracy dos Anjos · Salvador, BA
2/2/2007 · 105 · 7
 

“Qual a importância da construção do pensamento?”, “Por que vivemos em sociedade?”, “As informações que aprendo na sala de aula, me servirão para quê?”. Estes são alguns dos questionamentos que persistem na cabeça dos estudantes, colocando-os em constantes dúvidas. Mas, segundo especialistas, essa agonia poderá ser minimizada com a introdução das disciplinas de Filosofia e Sociologia no ensino médio. Historicamente, ambas as têm sido defendidas por educadores como fundamentais na construção da cidadania dos indivíduos. No entanto, durante a década de 80 – sob a repressão da ditadura militar - esta possibilidade foi suprimida dos currículos escolares brasileiros, com o objetivo de padronizar o pensamento da sociedade em favor dos ideias governistas. Na opinião de educadores, o adulto de hoje, que formou a juventude daquela época, é o principal prejudicado por tal ausência, tendo privado muitos da capacidade de questionamento sócio-cultural da sociedade e do pensamento de liberdade. Na intenção de resgatar esta possibilidade, as novas diretrizes do Conselho Nacional de Educação(CNE) definem a obrigatoriedade da adoção das disciplinas no ensino médio. Em entrevista conjunta, as professoras Selma Assis Andrade, mestranda em Filosofia na Educação, e Karen Sasaki, graduada em Sociologia e doutoranda em Desenvolvimento Regional e Urbano, falam sobre a importância de cada disciplina poder ser discutidas entre os jovens nas escolas.

JURACY DOS ANJOS - Na sua avaliação, como a Filosofia/Sociologia se estabelecem hoje enquanto ciência?
Selma Assis (Filosofia) - Acredito que a filosofia se constitui enquanto uma reflexão sobre os procedimentos da própria ciência, embora os procedimentos de investigação utilizados pelas ciências sejam de pressupostos filosóficos. Ela está presente em toda a esfera do saber, através da reflexão crítica, rigorosa e profunda do pensamento. Na filosofia, aprendemos a analisar os elementos que compõem a existência do ser-no-mundo. Portanto, ela é um pensar reflexivo, com o qual o ser humano aprende a saber, a partir da reflexão e do discernimento, que é o verdadeiro caminho para o conhecimento.

Karen Sasaki (Sociologia) – Nos eventos realizados na área, sejam nacionais ou internacionais, identifica-se a emergência de questionamentos sobre a carência de modelos capazes de explicar os mecanismos que buscam organizar a vida dos seres humanos em sociedade. Portanto, se verifica a existência de “sociologias” particulares que atendem a questões de pesquisa restritas a cada dimensão do conhecimento Por exemplo: sociologia da educação, sociologia rural, sociologia das organizações, sociologia do trabalho, entre outras. Isso é importante para aprofundarmos o pensamento em determinados assuntos. No entanto, o que precisa ficar claro é que a Sociologia permite ao ser humano conscientizar-se de seu papel enquanto agente transformador da realidade.

Qual a importância da Filosofia/Sociologia para os estudantes do Ensino Médio?

Selma Assis (Filosofia) - A educação sempre foi e por muito tempo será objeto de preocupação das pessoas e, principalmente, dos órgãos educacionais. O ensino médio envolve a fase de intermediação do futuro profissional. Mas, os estudantes sequer têm a consciência de qual opção seria a certa. São feitos vestibulares para Medicina, Economia e Pedagogia, porém, os candidatos não têm – na maioria das vezes – sequer a compreensão sobre aquele curso escolhido. Ora, nossas buscas são mais eficazes quando sabemos o que procuramos, portanto, a educação deve, também, instrumentalizar o ser humano, buscando auxiliá-lo quanto à sua capacidade de agir e interagir no mundo e, ao mesmo tempo, compreender a ação exercida. A disciplina filosofia trata também de temas como a cidadania, política, ideologia, ética, liberdade, responsabilidade, etc. Desta forma, a educação sem a Filosofia é praticamente inconcebível.

Karen Sasaki (Sociologia) - Há algumas gerações, a juventude estabeleceu um sério compromisso com a necessidade de ser livre o que, em alguma medida, se perdeu ao longo dos tempos. Não apenas com a liberdade exterior, como também a liberdade de ousar, de pensar, de refletir. Tendo consciência disso, nosso compromisso enquanto sociólogos e educadores é resgatar esse desejo nos jovens de voltarem a querer ser livres, para refletir profundamente sobre a vida, seu papel na sociedade e sobre suas relações enquanto indivíduos. Enfim, devemos formá-los enquanto seres conscientes de que seus interesses particulares devem ceder espaço aos interesses sociais.

Pensar, refletir e construir são os pilares básicos de ambas as ciências. Como desenvolver o pensamento, construir e (re) significar as relações sociais com as singularidades desta juventude contemporânea?

Selma Assis – Com a dimensão filosófica, acredito que isso seja possível através de diálogos, investigando-se temáticas implicadas no exercício da cidadania; através de atividades que promovam o uso da argumentação, da competência de colocar-se no lugar do outro; da habilidade de solucionar problemas, capazes de articular sua própria visão de mundo enquanto sujeito coletivo. Pois o que se observa hoje na nossa sociedade são as pessoas, na maioria das vezes, sobrepondo o “ter” em detrimento do “ser”. Há uma predominância da individualidade, esquecendo que a sua vida e a sua liberdade, passa necessariamente pelo outro. Portanto a questão da liberdade deve ser trabalhada de modo que o jovem possa entendê-la como sendo o equilíbrio entre o direito e o dever, pois já é sabido que direitos sem deveres é loucura e deveres sem direitos é servidão.

Karen Sasaki - Falar em sociologia é falar dos reflexos das relações sociais, sejam através dos seus valores, necessidades, normas e/ou regras. O que precisa ficar claro é que o educador precisa despertar no aluno que a sociologia não se resume numa coletânea de teorias, mas num esforço coletivo de reflexão que busca promover o bem-estar individual e social. Para isso, ele pode trazer a realidade de cada aluno à discussão: com suas preferências musicais, religiosas, situação social envolvendo-o como responsável pela vida social que tem, bem como esclarecendo as causas e conseqüências de suas relações. Enfim, transformando-o em um agente transformador da sociedade.

De que forma cada disciplina pode interferir diretamente no desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes?

Selma Assis - A Filosofia oferece ao ser humano o diálogo e a investigação, fazendo com que, por exemplo, professores e alunos possam conversar, ler juntos, apropriar-se das idéias em conjunto, construir a partir das idéias de outras pessoas e pensar independentemente, explorando, cada vez mais suas hipóteses. Conseqüentemente, isso traz para suas vidas uma nova percepção do que é descobrir, inventar, decodificar e criticar. Ensinar a pensar é tarefa de vital importância atribuída à Filosofia.

Karen Sadaki - Eu sustento a idéia de que todo ser humano comprometido com a educação deve, em primeiro lugar, conscientizar-se de que a primeira manifestação da educação é pelo exemplo. Que sua conduta é denunciada no dia-a-dia. Nesse sentido, se o educador tiver em mente, no mínimo, a noção exata de que os interesses pessoais devem render-se aos interesses gerais, o aluno passa a compreender, valorizar e exercitar noções de ética, democracia e solidariedade muito mais cedo. Portanto, quando na juventude se tem a sabedoria da velhice, menos problemas se tem.

Quais contribuições/obstáculos os ideais desta juventude podem trazer para o ensino/aprendizagem destas disciplinas nas escolas?

Selma Assis - Hoje, na nossa sociedade, o processo de aprender escapa dos muros da escola para realizar-se nas variadas possibilidades de acesso ao conhecimento. A construção de conhecimentos, competências e habilidades na escola implicam em recorrer a situações que tenham significado para o aluno e que possam mobilizá-lo a aprender. Este que tem que ser um processo ativo, em que ele seja o protagonista e não mero coadjuvante. Num mundo pragmático, voltado para as soluções imediatas, a filosofia corre o risco de encontrar alguns obstáculos, de perder o espaço reservado ao conceito e à reflexão. É um desafio para nós, professores, atrair os jovens para exercitar um olhar sobre o mundo e sobre si mesmo, e o sistema educacional tem sido extremamente lento para responder às necessidades exigidas por esta nova forma de educar. Os obstáculos também acontecem no âmbito da falta de escolarização da maioria dos estudantes brasileiros, da perda da capacidade de expressão, bem como do enfraquecimento de sua visão crítica do mundo. Há também a falta de conteúdos interessantes, inteligentes e instigantes que os levem à reflexão.

Karen Sasaki - Inicialmente, é válido esclarecer que juventude nada tem a ver com inocência ou ingenuidade. Alguns pesquisadores afirmam que a juventude atual perdeu seus ideais e não é ativa “como antigamente”. Não é bem assim. Os movimentos sociais sempre existiram e não vão deixar de existir, pois o indivíduo sempre mudou a sociedade, na medida que necessitou. Na educação, eu entendo, que o educador/sociólogo tem o compromisso de trazer o mundo “fora da escola” para dentro da sala de aula. É analisar e, também, criar projetos de inclusão, onde o jovem sinta-se representado, pois o que ele precisa identificar é que ele tem voz e vez no discurso social, não precisando manifestar sua presença na sociedade através da violência, corrupção ou volúpia.

Muitos educadores ressaltam que vivemos num mundo fragmentado, onde cada vez mais as crianças e adolescentes possuem dificuldades de compreensão da realidade. Como os estudos sociológicos e filosóficos podem interferir nesta realidade?

Selma Assis - Os estudos filosóficos podem contribuir de maneira significativa na vida do individuo, já que demanda a formação integral do ser humano. É a filosofia que reúne o pensamento fragmentado pelas ciências e as outras formas do conhecer. Busca resgatar a integração que se localiza no sentido humano do sentir, do pensar e do agir. A filosofia dá ao ser humano a oportunidade de desenvolver as competências necessárias para o seu pensar autônomo, indagando sobre as coisas. É uma disciplina de caráter interdisciplinar, pois é capaz de estabelecer um elo entre todos os saberes.

Karen Sadaki - O que importa afirmar é que há uma coletiva perda de sentido de vida, e isso se expressa desde os jovens até os adultos. Por isso, o desafio do educador é apresentá-los a uma sociologia que forneça novas expectativas, e que alimenta o jovem da sua importância enquanto agente social, que é seu verdadeiro papel. Não podemos responsabilizar a implantação da disciplina como a “solucionadora” de todos os problemas da sociedade, mas como uma tentativa lúcida de refletir sobre ela.

A Sociologia, bem como A Filosofia são algumas das ciências que englobam a construção do saber e das relações sociais entre os indivíduos, como já foi posto. Neste sentido, como as disciplinas poderão interferir na relação professor-estudante-comunidade, atualmente fragmentada, como sinalizam especialistas?

Selma Assis - A filosofia tem a capacidade de ocupar espaços cada vez mais importantes dentro e fora da escola. Ela impede a fragmentação e a estagnação, resultantes do não questionamento. Ela não está alheia às questões sociais. Sua função não se restringe apenas ao exercício intelectual, pois tem a competência de aproximar, cada vez mais, os alunos, professores e a comunidade da compreensão de como é complexa a sociedade. Como se alcança isso? Tratando de questões como cidadania, ética, diversidade cultural, dentre outros assuntos que estão presente no ambiente social.

Karen Sasaki - Na escola, a sociologia deve atuar de forma interdisciplinar. Já no âmbito social, ela deve trazer a realidade brasileira e mundial à análise crítica, questionando, em nível macro, por exemplo, o porquê de guerras religiosas, políticas e econômicas e indagando os motivos de compactuarmos com a banalização da injustiça social. Além disso é papel desta ciência fomentar a crítica quanto à tendência de alguns à falta de ética, bom senso e boa intenção nas ações do dia-a-dia. Em nível micro, ela deve atuar como a arte ou a música característica do bairro, por exemplo, pode servir de instrumento para que ele possa ter voz na sociedade. Afinal, o exercício da sociologia é um exercício do pensar de forma inteligente, ou seja, de um pensar que se integre ao modo de agir do ser humano.

Que dificuldades podem surgir no trabalho acadêmico de professores em sala de aula?

Selma Assis - O aluno chega à escola marcado pela diversidade, por visões de mundo, de valores, sentimentos, desejos e projetos, evidentemente, desiguais. Há um acúmulo de experiências vivenciadas em múltiplos espaços de nossas mentes. A mente humana tende a rejeitar qualquer fato que contrarie seu conhecimento já existente. A mesma se agarra a opiniões prontas e definidas, contrariando assim a função da filosofia. Outro fato importante é a dificuldade que os estudantes têm para refletir e, conseqüentemente, acabam vendo a filosofia como algo muito difícil e sem utilidade na vida prática. Portanto, é preciso mostrar aos jovens que a filosofia é algo que tem sentido, que é algo gostoso de se praticar e estudar.

Karen Sasaki - A primeira dificuldade é o que fazem com a sociologia, ensinando-a como uma disciplina de teorias que o aluno precisa decorar quem foi Marx, Durkheim ou Weber, por exemplo. É necessário desmistificar para o aluno a idéia de que sociologia é só teoria. Ela é uma disciplina que representa o esforço pela tomada de consciência, por cada indivíduo, de aspectos importantes da ação humana e da realidade que se manifesta.

Vivemos hoje na era da comunicação, cujas informações são colocadas de forma instantânea, dificultando a compreensão e reflexão sobre as mesmas. Que interferência a Filosofia e a Sociologia podem ter no desenvolvimento da capacidade crítica destes jovens?

Selma Assis - A era da comunicação solicita dos professores um olhar mais abrangente, envolvendo novas formas de ensinar e de aprender. Elas devem estar combinadas com o paradigma da sociedade do conhecimento, o qual se caracteriza pelos princípios da diversidade, integração e da complexidade. A disciplina filosofia pode e deve servir de bússola para guiar o jovem de maneira critica-reflexiva e numa postura ética, superando a visão utilitarista que nos marca cotidianamente. Isso exige do educador a (re)criação de estratégias de aprendizagem que sejam significativas para o educando. Entretanto, não se pode perder de vista a questão ética que precisa permear todo o processo e ambiente educacional. Assim, cabe ao professor trabalhar com as mais diferenciadas formas de ensino, relacionando com o que o aluno tem vivenciado.

Karen Sasaki - A principal contribuição é no despertar da consciência, não só quanto à postura cidadã, como no auto-conhecimento. Portanto, nos diferentes campos do comportamento humano, o conhecimento sociológico pode trazer maior comprometimento e responsabilidade para com a sociedade na qual se vive.

Existe um argumento de que a implantação das disciplinas pode garantir uma requalificação do ensino médio, que perdeu muito na área de humanas, segundo especialistas. Qual a sua avaliação quanto a esta realidade nas escolas públicas?

Selma Assis - De fato fica difícil trabalhar a área de humanas quando a sociologia e a filosofia sofrem retaliações. Inclusive sendo deslocadas do currículo, passando a merecer uma descaracterização do seu real valor para a formação do estudante do ensino médio. Nota-se que, em algumas regiões do país, as direções das escolas contratam professores sem formação filosófica para atuarem no ensino desta disciplina.

Karen Sasaki - Já sabemos que o mundo é causal, ou seja, é regulado por causas e efeitos. Por isso, se conseguirmos exercitar o pensar inteligente, conseguiremos integração na sociedade, e por conseqüência, na educação, seja ela familiar, pública ou privada. Conseguindo integração, conseguimos ética, cidadania e, sobretudo, consciência. Mas isso precisa ser um esforço coletivo de transformação de uma educação que, há mais de 500 anos, não vem sido privilegiado em detrimento de interesses particulares.

Um dos argumentos utilizados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para vetar a proposta de implantação das disciplinas no ensino médio, em 1996, foi a falta de profissionais para o exercício da profissão. Em sua avaliação, este argumento se justifica hoje em dia?

Selma Assis - Acredito que não, uma vez que muitos educadores com formação filosófica estão sendo desviados das salas de aula por não terem tido a oportunidade de ministrar a disciplina filosofia, ou até mesmo estão exercendo outras atividades de trabalho por falta de oportunidade de atuarem enquanto educadores.

Karen Sasaki - Se tomarmos a Bahia como base de análise, identifica-se que existe apenas um curso de graduação em Ciências Sociais, oferecido pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), com 100 vagas semestrais e com a concorrência caindo de 7,59 (2004) para 6,4 (2006), no campus em Salvador. Isso não significa que todos esses alunos concluem o curso. Segundo dados da Secretaria Estadual de Educação da Bahia, nosso estado possuía, até 2004, 834 escolas de ensino médio estaduais e 13 federais. Partindo desses dados, é possível questionar em que medida esses profissionais conseguiriam atender a todas as unidades espalhadas pelo interior, pois isso demandaria formação em licenciatura e interesse só pelo ensino. Acredito, no entanto, que serão necessários profissionais de outras áreas, como por exemplo, História e Geografia, para completar esse quadro profissional. Por outro lado, essa medida governamental será boa para estimular a formação na Bahia, como é o nosso caso, de novos sociólogos e filósofos, a fim de equalizar esse déficit.

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Higor Assis
 

Cara Juracy.

Acredito que o texto ficaria um pouco pesado para o Overblog, poderia coloca-lo no cultura e socieddade ou no mais. Apenas uma dica.

A outra coisa, estudei no ensino médio em 92 e ainda tinha filosofia, no texto diz que acabou em 1980 ?

Higor Assis · São Paulo, SP 29/1/2007 17:12
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Higor Assis
 

Desculpe, percebi agora que esta em cultura e sociedade rs...

Higor Assis · São Paulo, SP 29/1/2007 17:13
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Carlos ETC
 

Muito interessante, Juracy!

Em meu pai, que é professor de Filosofia e Sociologia num colégio público estadual de Salvador, vejo um esforço grande de humanização e conscientização dos estudantes (essencialmente pobres).

Porém, eu percebo que esse trabalho era mais forte e gerador de resultados em tempos idos. Não sei... talvez seja impressão minha apenas, ou conseqüência do que foi dito neste seu texto: professores não qualificados para ensino dessas disciplinas.

Carlos ETC · Salvador, BA 2/2/2007 11:43
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Inês Nin
 

esse argumento da falta de profissionais me parece bem estranho. na verdade, a grande evasão que ocorre nos cursos de filosofia (pelo que eu conheço / tive contato) é muito por conta da falta de perspectivas no mercado de trabalho. porque mesmo se limitando, profissionalmente, à atividade de professor, uma medida dessas seria indiscutivelmente um estímulo..

e outra, além de apoiar a inclusão destas disciplinas no currículo escolar, acho que antropologia também deveria entrar. se reparar, o peso que as matérias de exatas e biológicas têm nos últimos anos do ensino médio é totalmente desproporcional às matérias de humanas na maioria das escolas. não que isso por si só possa ser um argumento, mas considero o contato com a disciplina importante para a formação das pessoas mesmo, e só fui ter esse contato já na faculdade, isso porque já escolhi cursos na área de humanas..

Inês Nin · Rio de Janeiro, RJ 3/2/2007 02:36
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Roberto Maxwell
 

Suas contribuicoes de educacao sao otimas. Acho que estao enriquecendo mesmo.

Roberto Maxwell · Japão , WW 3/2/2007 04:43
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James.Feitosa
 

Ao ler sobre o suicídio anomico, especificamente na parte IV em que ele aborta sobre a associação do divórcio com o suicídio, Durkhiem vai se contrapor à proposição de Bartillon, e à idéia de que o divórcio está ligado, associado, especificamente, ao suicídio como causa.
Não entendi as razões ou justificativas de Durkheim. Ele fala de uma espécie de constituição sui generis matrimonial.
O que vem a ser essa constituição matrimonial?
Enfim, qual sua justificativa quando ele também diz que a causa não pode ser uma predisposição orgânica presente nas pesoa como causa como diz Bartillon? Alguém saberia responder?

James.Feitosa · Marília, SP 30/9/2008 10:22
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Pedrof
 

A Sociologia, bem como A Filosofia são algumas das ciências que englobam a construção do saber e das relações sociais entre os indivíduos, como já foi posto. Neste sentido, no futuro as disciplinas poderão interferir na relação professor-estudante-comunidade.
Pfollers - cirurgia plastica

Pedrof · Acrelândia, AC 6/2/2011 09:13
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