Observatório

A história do Overmundo na memória de seus colaboradores
O Overmundo foi pensado para trazer à luz a cena cultural brasileira, independente da grande indústria cultural e que, justamente por ser independente, não costumava figurar com destaque nos grandes meios de comunicação. Algum tempo passado, constatamos que ainda há muito o que fazer e que, a cada dia – sobretudo com o advento da internet colaborativa e de ferramentas de autopublicação... leia

 
Hip hop brasileiro em revista
Def Yuri · Rio de Janeiro (RJ) · 15/2/2007 12:28 · 120 votos · 20 comentários ·  
 
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overponto
Por Def Yuri

Minha intenção com este artigo é tentar elucidar alguns pontos da história do hip hop brasileiro, que geram uma certa confusão no que se refere à sua veracidade e ao seu real contexto, usando o Rio de Janeiro como referência.

O hip hop no Brasil atingiu sua maioridade, tem vida própria e identidade. Há muito tempo, uma parte significativa de adeptos da cultura hip hop deixou de fazer parte do grupo dos colonizados, apresentando evolução e autenticidade. Mostrando um pouco da linha do tempo tupiniquim, que não está (ainda) nos livros, apresentarei fatos aos quais todos tiveram acesso. As informações alternativas, aquelas só conhecidas pelos verdadeiros aficionados, apresentarei em outra hora.

Aqui no Brasil, a cultura hip hop chegou no início dos anos 80, mais precisamente em 1983, um ano usado como referência por todos. Como uma febre, tomou o país. Certamente, alguns devem estar dizendo "o que é isso?! A explosão do fenômeno hip hop se deu em 1998, com o sucesso do Racionais" e coisa e tal. Realmente, esse é um marco importante para nossa cultura, só que existem fatos e circunstâncias anteriores, que não são mencionados por falta de conhecimento, por má fé ou por confusão dos sentidos (hip hop = funk, vide artigo funkbras ou funkbrax). Em minhas andanças, pude confirmar uma certeza: cada local do Brasil tem sua história.

Me acompanhem na máquina do tempo, vamos voltar ao início desse texto: no Brasil, a cultura hip hop chegou no início dos anos 80 (mais precisamente em 1983) e como uma febre tomou o país. No rastro do Moonwalker pipocaram inúmeros concursos de break, escolas de break, "faixas pretas" de break. Lembro que as luvas eram acessórios indispensáveis, sem falar no chapéu. E o hip hop já apareceu sofrendo deturpações (coincidências com os dias de hoje?). Mas, graças a Oxalá, uma parcela significativa conseguiu se salvar e disseminar a cultura hip hop na sua essência. Era a hora da atitude, dos agasalhos e dos tênis com cadarços trançados.

Apareceram discos de artistas como Black Juniors (Mas que linda estás), Eletric Boogie, Bufalo Girls (o primeiro grupo feminino, com Vamos dançar o break?), o Piu-Piu de Marapendi (Segura o rato, rato de praia!) que invadiu as rádios narrando a história de pequenos ladrões (ratos) de praia. Existem controvérsias, mas, na minha opinião, esse foi o primeiro rap de cunho social gravado.

Apesar disso, várias pessoas beberam na fonte. Na TV, vários vídeos mostravam jovens dançando o break ou artistas fazendo arremedos de rap, desde Michael Jackson, passando por Blondie e Lionel Ritchie, entre outros. No Brasil, além do Chacrinha, com sua marchinha de Carnaval (estão lembrados? - break, break, break legal! Break, break, break para dançar no carnaval!), o Miéle também tentou (Melô do Tagarela).

Revistas surgiram mostrando equipes de break e como as pessoas deviam fazer para dançar ou participar da cultura hip hop. Numa dessas, apareciam pessoas como Nelson Triunfo (grande camarada!), Breakstorm e Mechanicman, do Rio, e Eletric Boogie, de SP.

Era a época do Beatstreet - na onda do break, nome de lançamento na época, que contou com a produção e participação do grande Harry Belafonte. Este foi o primeiro filme a elucidar dúvidas a respeito da cultura hip hop. Eu me lembro de que as sessões eram verdadeiras festas de b-boys. E b-boy que é b-boy viu esse filme trocentas vezes.

Dele também participavam duas das maiores equipes de break de todos os tempos: o New York City Breakers e o Rock Steady Crew. Esta última motivou muita gente, (inclusive eu!) quando apareceu no filme Flash Dance. Havia também o filme Break dance, cujos personagens principais eram os breakers (dançarinos) Ozone e Turbo. Turbo fez uma das melhores cenas de dança já exibidas no cinema, comparada na época à de Gene Kelly em Cantando na chuva. Lembram do filme Footloose, onde o personagem do ator Kevin Bacon dava uns giros de costa?

E os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 84, onde, na abertura, vários b-boys exibiram sua arte, estão lembrados? E os concursos de break na TV? Programa Amor, Circo do Carequinha, O Povo na TV e por aí vai - programas dos mais diferentes gêneros. E as rádios? O grupo Break Machine tocava em várias rádios, rolava também Whodini, Boogie Boys, Afrorican, Kurtis Blow, só para citar alguns nomes, sem esquecer do maior sucesso, tocado até a exaustão, o grande Africa Bambaata com o seu "Planet Rock".

E as discussões nos veículos de comunicação, onde especialistas nas mais diferentes áreas (os sabichões) discutiam o break, desde "aquilo não era dança", até histórias de que em algum país longínquo um dançarino teria ficado aleijado ou outro teria morrido em conseqüência do break, fatos nunca confirmados.

Os fatos por mim apresentados neste artigo são só um pouco das recordações de uma época da minha vida e, com certeza, da vida de muitos que viveram e vivem essa cultura chamada hip hop. São fatos que não podem ser esquecidos - e não serão! Portanto o hip hop em revista continua...

Artigo publicado em 21 de maio de 2001 no www.vivafavela.com.br

tags: Rio de Janeiro RJ musica hip-hop rep rap raiz atitude memoria


 
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Opa! Texto muito bom, Yuri.

Quando lí hip hop = funk, me de um estalo!
Como não me lembrei!? O Hermano Vianna escreveu um bocado de coisas bacanas sobre o tema (desculpa o esquecimento, mano Hermano!). Vou colocar o link de algumas delas, para você dar uma olhada:

http://www.overmundo.com.br/banco/release-do-disco-funk-brasil-2-lancado-pelo-dj-marlboro-em-1990
http://www.overmundo.com.br/banco/o-funk-como-simbolo-da-violencia-carioca
http://www.overmundo.com.br/banco/do-samba-ao-funk-musica-e-globalizacao-no-rio-de-janeiro-do-seculo-xx
http://www.overmundo.com.br/banco/o-atlantico-negro
http://www.overmundo.com.br/banco/vozes-nao-cordiais
http://www.overmundo.com.br/banco/o-baile-funk-carioca-fotos-hermano-vianna
http://www.overmundo.com.br/banco/o-baile-funk-carioca-hermano-vianna

Deu pra ver que a produção do cara é "de responsa", né?
Vale a pena ler!

Abraços do Verde.



Daniel Duende · Brasília (DF) · 12/2/2007 02:42 
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bom ver o Def Yuri de volta no Overmundo. Vi que tem até novas fotos de Bel Air! Bem-vindo novamente! Só uma sugestão: não precisa do nome na primeira linha do texto, pois a assinatura aparece automaticamente logo acima, no cabeçalho da colaboração. Abraço!
Hermano Vianna · Rio de Janeiro (RJ) · 12/2/2007 17:13 
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hey, yuri !
adorei seu texto !
é imagético até dizer chega !
vc tem fotos da época pra postar ?
há alguém, algum grupo, instituição, sei lá, que reúna imagens desse iniciozinho do movimento ?
seu texto dá um roteiro incrível.
continue em revista ...
um beijão.
Guta Nascimento · São Paulo (SP) · 15/2/2007 18:29 
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Oi, Guta.

Obrigado pela força e incentivo...estou atualmente com a ardua missao de fazer com que alguns camaradas abram os arquivos...o menos dificil talvez fossem as imagens.

Porém,como bom chato de galochas continuarei pertubando para que essas etapas apareçam.

Grande beijo e conto com seu lobby para que os iguais deixem aflorar a historia sem culpa.
Def Yuri · Rio de Janeiro (RJ) · 16/2/2007 01:23 
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gostei demais, muito obrigado por proporcionar essa leitura!
André Maleronka · São Paulo (SP) · 9/3/2007 17:50 
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... ... ... E daí? se no seu objetivo o hip hop falhou!!!! Bela história, mas como o nosso lulalá o hip hop (ou os linhas de frentes, os vanguardas desse movimento e espelho para os muleques) se venderam!!!! Como Profetizou o Elias: HIP HOP IS DEAD!!! e Por quê: Ninguém resiste ao ataq
... ... ... · Anápolis (GO) · 13/3/2007 09:19 
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... ... ... ataque capitalista!! São todos reféns!!! Cantam conta a exclusão e a violência: onbde tinha que cantar a mudança radical dos princípios para os quilombolas modernos e a união para vencer as elites! Mas isso é complicado e um processo lento (como afrimou Bnegão na músioca Processo), e processos lentos causam preguiça, e eu quero carro, grana e respeito(palavras estas de um maninho de Goiânia a respeito da sua participação no movimento), complementou: - quero o que é meu, quero conforto e parar de sofrer sem ter volta!. Talvez o thaíde tenha pensado nisso também: Pô, vou me sacrificar por um povo que não sabe o que quer, vou tomar o que é meu!!! e a meca desse pensamento(universalmusic) estava de braços abertos para caçoar dos seu críticos ferrenhos em busca da grana! Inclusive a globo (como o ^demônio a sorrir) recebeu seus crítivcos e ex-inimigos na sua casa a sorri deles:-Sabia que vocês viriam! Mas e os princípios? E o que virou hip hop hoje? Batalha? Ideaís? Nada!!! oi hip hop está reduzido a nada!!!! não h´pa preparo nem militância (e se no seu município há militância, então são acomodados por não verem a real situação!!! Positivismo? Ora, meu!!! Tudo está tão pro vermelho que não dá para se iludir com artigos bonitinhos contando uma história que foi traída!!! Vi semana passada num DVD gravado no Capão, Se não me engano foi o pessoal do ferrêz que produziu, nos extras fui ver o pao com o mano brown ssbreo o movimeto e tal: Cara é ridículo ver as idéias deles, E o paroxismo veio quando o ferrez perguntou ao mano brown sobre a pergunta que nunca vai calar: Por que o Racionais não vão na televisão? Mas qu se F... o racionais não ir na televisão, isso não importa!!! Tá ligado qual é a cena??? Acho que foidemais, descupa o desabafo, já li textos teus na revista rap brasil, escreves bem. Mas o hip hop jáa era!!!!
... ... ... · Anápolis (GO) · 13/3/2007 09:32 
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Camarada,

Seu desabafo é pertinente e obviamente tem eco. Acredite nisso! Eu mesmo, devo ter uma dezena de artigos que questionam e “rasgam a própria carne” dessa cultura chamada Hip Hop – comentários propositivos que as vezes não são compreendidas e portanto passiveis de deturpação – porém, não estou preocupado com isso e prossigo futucando.

Quem sabe parte do Hip Hop, apenas assumiu sua condição de moribundo? E realmente morreu? Coloco isso, por que em outras frentes (às vezes com direito a repercussão 0 no meio) temos conquistado incríveis vitórias que na prática são o simples ato de transcender o discurso de fato. Seria um típico caso de gêmeos siameses que vivenciam momentos diferentes. Qual seria a saída para ambos?

Nos dias de hoje os interesses são os mais variados – o mais difícil é justamente entender e assumir a força dessa cultura sem a contaminação externa – o Hip Hop torna-se tão somente um conduite para idéias e anseios alheios – frisando bem, eu disse contaminação e não contato e/ou convivência.

Uma coisa que sempre falo e vale mais uma vez – O Hip Hop é o reflexo da sociedade com seus anseios e mazelas.

Grande abraço e muito importante ler seu comentário, porém seria melhor potencializar essa iniciativa como divulgar no próprio meio (ou meios), no que precisar “tamuzae”.

Um abraço


Def Yuri


Em tempo... Rap Brasil acaba de sair – estou de volta!

Def Yuri · Rio de Janeiro (RJ) · 13/3/2007 10:15 
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Valeu a força André!
Def Yuri · Rio de Janeiro (RJ) · 13/3/2007 10:18 
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... ... ... Queria pedir até descupas pelo meio arrogante que utilizei, mas a idéia é cortar na propria carne mesmo! eu ouvi racionais em 93 quando era coisa proibida e de bandido. eu, indiretamente, estava no inicio, eme doi ver as coisas desencarrilharem deste jeito. como pode ser um movimento quando a coisa se desvirtua para o lado "egoístico"? Já li um artigo seu na revista rap brasil que falava sobre isso, essa deturpação. mas creio que é hora de ser mais radical se não vai se perder mais coisas, e o estrago vai ser irrevogável!!! Conheço a cabeça da molecada e os exemplos não estão ajudando!!!! Aí no rio há um movimento, e é espelho em vários lugares do brasil, mas vocês aí tem que saber que o peso e a responsabilidade suas são as maiores! Pensao que vocês são ainda mais responsávei que os caras de são paulo, mas não basta apenas isso! è preciso começar a trabalhar os princípios e guiar o povo para Zion, e Zion pode ser aqui, dentro da própria periferia!!! O caminho é doloroso...
Obrigado pela atenção...
sem mais para o momento...
... ... ... · Anápolis (GO) · 13/3/2007 17:58 
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Def Yuri, obrigada pela matéria.
Gosto muito da cultura hip hop em suas manifestações (rap, graffiti e break). Os grupos estão por aí, espalhados, e são responsáveis pela perpetuação do movimento. Ali tem ritmo, arte e dança - invejo os b-boys/b-girls por desafiarem até mesmo a lei da gravidade. Este artigo abordando a história do hip hop brasileiro é muito enriquecedor.


Edna Queiroz · Rio de Janeiro (RJ) · 13/3/2007 20:32 
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Reidamali,

Não precisa se desculpar...

Com relação ao radicalismo,opto pelo radicalismo propositivo que resiste, propoe, futuca e/ou rasga a propria carne em prol de um oxigenio - chamado Hip Hop - para viver...tarefa árdua, porém é feita e cuja as consequencias as vezes nao sao tao boas...realmente é mais fácil deixar de questionar, e acompanhar um cardume do que se manter firme naquilo que se acredita... Respeito as escolhas, porém tenho a minha e por ela prossigo...

Estou ciente das responsabilidades, até pela visibilidade dessa caixa de ressonancia chamada Rio de Janeiro, só que nem todo mundo tem esse discernimento... lembrando que vários estados com cenas ainda mais fortes que o RJ em termos de articulaçao vivem a mesma situaçao.

Vamos colocar os holofotes nas grandes iniciativas que sao realizadas e igualmente desconhecidas...agora pouco conversava com um parceiro que desenvolve um puta trabalho em Ouricuri, interior de Pernambuco, com bboys - irmao a mulecada arrebenta e se dedica muito dançando, nao num piso "especial" ou papelao e sim no barro, no chao, sem agasalho, sem tenis de ultimo tipo,porem resistindo na prática...esse é tao somente um dos vários focos de resistencia que devem ou pelo menos deveriam ser valorizados. Esse é um ato radical, pois vai de encontro ao já conhecido estado de coisas.

Grande abraço e se tiver no orkut acesse a comunidade da Aliança Hip Hop - um dos locais para externar o grito,a revolta por mudanças

ÀSÉ

Def Yuri · Rio de Janeiro (RJ) · 14/3/2007 00:05 
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Obrigado Edna!

Mais combustivel para a caminhada.
Def Yuri · Rio de Janeiro (RJ) · 14/3/2007 00:06 
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Eu é que agradeço. Admiro a arte pela arte, o movimento, o ritmo.
Sempre gostei do ritmo, mas o meu contato mais próximo se deu a partir de adolescentes do meu círculo de relacionamento, a maioria da classe média, residentes na zona sul do Rio. Treinavam na Universidade Federal RJ, em uma grande academia de ginástica que cedeu espaço e outros locais. Daí o caráter de continuidade.
Típico de periferias, contagia outras classes sociais e vejo o caráter de contestação como importante para conduzir olhares para certos aspectos da realidade social da parte de quem ouve (qualquer nível econômico). Em meio à tanta alienação, é bom que a arte, em qualquer de suas formas, apresente também a sua parcela de contribuição para minimizar este estado de coisas. E a vantagem é que chega primeiro ao coração.

Edna Queiroz · Rio de Janeiro (RJ) · 14/3/2007 01:03 
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RAP ON THE BEACH!!! O MELHOR EVENTO DE RAP OPEN AIR DO RIO 13/04 22HS 1ºQUIOSQUE DEPOIS DO ANTIGO EMISSÁRIO DA BARRA-PRAIA DA RESERVA

.MC BELEZA NO MIKE
.MC BRIGANTE NO MIKE
.DJ MUSSUN
.DJ GORAMO
.POCKETT SHOW C/ CONE CREW DIRETORIA
.BATALHA DE MC´S COM OS MELHORES DO RIO
.ENTRADA FRANCA!!!!

.EM CASO DE CHUVA SERÁ REALIZADO NA PROXIMA SEXTA!!!

**********RELIZAÇÃO E PRODUÇÃO********



***********FAMILIA 88************

RAP ON THE BEACH · Rio de Janeiro (RJ) · 9/4/2007 01:03 
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RAP ON THE BEACH · Rio de Janeiro (RJ) · 9/4/2007 01:03 
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RAP ON THE BEACH · Rio de Janeiro (RJ) · 9/4/2007 01:04 
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RAP ON THE BEACH · Rio de Janeiro (RJ) · 9/4/2007 01:05 
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isso ai eh pra toda familia hip hop
RAP ON THE BEACH · Rio de Janeiro (RJ) · 9/4/2007 01:05 
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Eloilda Pedra Estão abertas as inscrições para Festival Nacional VALE CURTAS - Vídeo-Clip: www.valecurtas.com.br

http://www.overmundo.com.br/_agenda/evento.php?titulo=festival-nacional-de-curtas-metragens-do-vale-do-sao-francisco-vale-curtas2008
Eloilda Pedra · Rio de Janeiro (RJ) · 20/9/2008 16:41 
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