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O Funk Proibidão...

Hermano Vianna
Baile no clube Canto do Rio, Niterói, 1987
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Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ
21/7/2009 · 48 · 12
 

Ancelmo Góis me pediu um depoimento sobre recentes proibições de bailes do funk carioca. No início, tentei recusar, pois já percebi que estou sempre repetindo, sem eficiência, os mesmos argumentos sobre esse assunto. Além disso, como reafirmo abaixo, penso que a defesa do funk tem que ser feita por seus próprios porta-vozes. Mas achei quer era uma boa oportunidade, e local bacana, para resumir o que já disse até agora. Como o espaço da coluna foi muito generoso porém pequeno, escrevi um texto bem curto, publicado hoje no Globo. Para o Overmundo, preparei depois esta versão mais detalhada da argumentação (o texto curto me incentivou a produzir algo mais longo, talvez também mais confuso...) Quem quiser saber ainda mais sobre a trajetória funk no Rio, pode baixar minha dissertação, ou ler outros de meus textos, alguns deles publicados há tanto tempo que ficaram com ares de documentos de época (como este, ou este outro). Uma busca, no Overmundo, pela tag funk-carioca, traz como resultado muita coisa interessante, inclusive a monografia de Denis Martins, intitulada Direito e cultura popular: o batidão do funk carioca no ordenamento jurídico. Agora vamos ao infelizmente-não-tão-novo-assim texto:

Em 1987, defendi minha dissertação de mestrado sobre os bailes do funk carioca. De lá para cá muita coisa mudou.

As festas tocavam 100% música importada. Hoje apresentam 100% de nova música nacional, também exportada e elogiada mundo afora. O que no início - exatamente há 20 anos quando o disco Funk Brasil 1 foi lançado - era cópia do Miami Bass, logo ganhou identidade local e atualmente é reconhecido e divulgado como o ritmo eletrônico do Rio de Janeiro por DJs, MCs e dançarinos de todo o planeta. Não conheço outra história de mudança cultural - com "substituição de importações" integral - tão rápida, criativa e vitoriosa. Sobretudo levando-se em conta a precariedade dos estúdios de favela onde a música foi - e continua sendo - produzida.

No ano passado, pesquisa do FGV Opinião revelou que o funk do Rio movimenta 10 milhões de reais mensais e gera milhares de empregos, destacando-se portanto como setor relevante da indústria criativa da cidade, mesmo que em grande parte informal (como aliás é informal porcentagem avassaladora da economia brasileira).

O vigor cultural e econômico foi conquistado praticamente contra o Estado. Na época do meu trabalho de campo para o mestrado, os principais bailes aconteciam em clubes como Cassino Bangu, Mackenzie do Méier, CCIP de Pilares e até mesmo no Mourisco em Botafogo. Todos foram fechados. A polícia empurrou a festa para as favelas, na tentativa - consciente ou não - de isolá-las dentro das "comunidades". Houve acontecimentos inacreditáveis, até equipamentos sonoros metralhados. Não conheço registros de repressão tão violenta contra qualquer outra manifestação cultural festiva de qualquer outro lugar.

Já disse em vários textos e entrevistas que o poder público entregou o novo ouro cultural (a nova música que iria encantar cada vez mais a cidade) para o novo bandido (que naquele tempo estava tomando o controle, com armamento pesado, de muitas favelas cariocas). O poder público, nesse sentido, pode ser acusado de co-inventor do proibidão, algo que não existia nos bailes de clubes. Agora quer acabar com os bailes de favela, obviamente cheios de problemas (como muito do que acontece hoje nas favelas e fora delas - não é necessário haver bailes para drogas serem vendidas...), alguns deles também resultados da sua ação...

Nos anos 90, participei de muitas reuniões entre representantes do funk e autoridades. Sempre na secretaria de segurança ou numa delegacia. Isto não mudou: para o poder público o baile é, antes de tudo, caso de polícia. O novo secretário ou delegado, como uma de suas primeiras medidas administrativas, tenta acabar com os bailes. Mas logo consegue entender melhor a realidade da cidade e percebe que não dá para tratar/punir todas essas festas como antros de criminosos (a maioria da população do Rio, que frequenta os bailes, é formada por criminosos? e não há drogas, violência e bandidos em boates ricas? por que o "cuidado diferenciado" só com os bailes?) Então começa o diálogo e há avanços importantes para toda a sociedade (até para quem não dorme por causa do funk). Mas muda o governo e tudo volta à estaca zero.

Mesmo este texto... Já publiquei a mesma coisa várias vezes. Não é exagero: já dei centenas de entrevistas repetindo estes mesmos argumentos. Outras pessoas fizeram a mesma coisa, discutindo a situação do funk em debates, "grupos de trabalho" e conferências. Na mesa-redonda ou na audiência, em muitas ocasiões, policiais preocupados em melhorar o serviço prestado pela sua corporação para a comunidade.

Por exemplo: no dia 8 de dezembro de 1992 foi realizado um seminário chamado Barrados no Baile: entre o Funk e o Preconceito, promovido pelas secretarias estaduais de Polícia Civil, Polícia Militar, Justiça, Defesa Civil, Defesa e Promoção das Populações Negras, Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia, Trabalho e Ação Social - e organizado pela FAPERJ, que resultou num dossiê publicado pela assessoria de imprensa da Polícia Civil. No governo seguinte, as novas autoridades não sabiam nada sobre esse trabalho, disponível nas suas bibliotecas, e tinham que reaprender tudo novamente, geralmente depois de cometidos os primeiros enganos... É uma pena que as coisas tenham que ser assim. Vários seminários, várias reuniões, muitas propostas sensatas, muitos experimentos de futuro desperdiçados. Parece que revejo o mesmo filme a cada dois anos, ou menos. E garanto que a repetição não é nada divertida e causa danos brutais para a cidade.

Há uma infinidade de leis confusas, e contraditórias, que tornam impossível a realização dos bailes. Sempre aparece alguma exigência federal, estadual ou municipal - de alvará, taxa ou permissão disso ou daquilo - que pode ser usada para impedir o início de qualquer festa (o que também cria um território jurídico sombrio, facilitador/incentivador de corrupção e de desrespeito pela própria noção de legalidade). É urgente a construção de um novo marco legal para os bailes, com regras claras e realistas (de nada adianta inventar regras que todo mundo sabe que não podem ser cumpridas) sobre volume sonoro, recursos anti-incêndio, segurança etc. Eventos musicais com grande público têm planejamento especial de trânsito e policiamento. Por que os bailes não são tratados assim?

O pessoal dos bailes (donos de equipes, DJs, MCs, público e trabalhadores das festas em geral) precisa se unir para apresentar e negociar suas propostas. As tentativas até agora foram tímidas, episódicas, revelando muitas vezes divisões internas enfraquecedoras. O movimento funk deve se organizar de modo permanente e tomar a frente de sua defesa e do diálogo com quem é contra os bailes. Não adianta ficar pedindo ajuda externa (mesmo este meu texto me parece desnecessário: quem tem que falar estas ou outras coisas - com muito mais propriedade do que eu falo - é gente do movimento, que vive do funk e para o funk). Se o funk, com toda sua já longa história, não inventar uma maneira de mudar essa situação, tudo vai continuar igual: proíbe-libera-proíbe-libera-proíbe e assim eternamente...

O funk tem capacidade para se tornar instrumento construtor de paz e desenvolvimento social/cultural no Rio de Janeiro. Esta chance não pode ser desperdiçada. Não é todo dia que uma cidade inventa uma música tão poderosa, capaz de fazer todo mundo (e todo o mundo) dançar e andar feliz na favela ou no asfalto onde nasceu.

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Alê Barreto
 

Alô Hermano!
Sei o quanto o tema é polêmico. Acho muito legal a abordagem que você dá a este tema.
A contribuição que eu tenho a dar sobre o funk, baseado na pequena vivência que tenho morando aqui no Vidigal (pouco mais de um ano), é que a minha única preocupação é que ele não seja hegemônico. Posso perceber que aqui no Vidigal a maior parte das pessoas só quer escutar as músicas em ritmo de funk. Enfim, mesmo que seja uma mudança natural, assusta um pouco, como assusta pensar que o jongo foi desaparecendo dos morros por intolerância religiosa.

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 22/7/2009 02:24
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Adroaldo Bauer
 

Um uma publicação de pesquisa sobre Carnaval da professora Rita Possamai, aqui de Porto Alegre, fala das proibições aos desfiles de blocos carnavalescos no início do século 20.
Algumas festas precisavam ser liberadas na divisão de diversões públicas das delegacias policiais.
Mais tarde, pós golpe de 64, tudo vedado, era no dops a coisa da ordem política e social e povo na rua. Mais de três é comício, circulando...
Lugar de festa popular é na rua.
Pergunta aí pra qualquer padre se tira alvará para liberar procissão religiosa ou missa campal.
Metem a cara, o santo de barro no andor e toca a fila em frente, de noite ou de dia, luz de vela ou elétrica.
No final da procisssão, das maiores, ainda rola uma tômbola, uma rifa, um "joguinho de azar", proibido por lei.
As pretensas autoridades querem água de coco fresca e palmeira junto (embora uns seja corintianos).
Juntou povo, querem baixar o cacete, no anacrônico circulando, coisa do milênio passado.
As sociedades de massas vão arrebentando o estado formal ao expandir suas relações... tá escrito nos gibis, até o Rô Marcenaro ilustrou um deles na década de 1970, chamava-se Manifesto Ilustrado.
Azaração e droga tem na cada vez mais baixa alta sociedade, como cantaria Elis Regina. São eles que fazem as cargas subir os morros. São deles as lavanderias mais prósperas aqui e no exterior.
Caso de polícia é o Senado, que nem precisava existir.
Já há cmâmara de de_putadas e de_putados.
Lá fazem festão sem licença da polícia, embora sejam cada vez mais local de diversão pública.
Vamos ver o que vai pintar de programa de palco na queima de fogos do Ano Novo para 2010... quem sabe não se faz um baile fãnqui á beira-mar, assim a Globo ajudaria O Globo.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 22/7/2009 14:43
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Danielle Barros Santos
 

Olá hermano,

entendo que seja casativo p'ra você falar sobre esse assunto, mas acho necessário. Olhar o Funk por esse ângulo foi totalmente novo p'ra mim. Estou longe dessa realidade. Espero que a publicação seja lida, votada e alcaçe a o público alvo, os próprios porta-vozes dessa festa.
Obrigada por acrescentar sempre. É um prazer visitar esse site!
Um abraço!

Danielle Barros Santos · Aracaju, SE 22/7/2009 18:25
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Andre Pessego
 

Gostaria de aduzir estas considerações:
a) O referencial estatístico tem pouco valor social. Porque houve sempre uma dissociação entre o "espírito" (ou estômago) do estado e do povo.
a.1 - quem mais deu emprego no Brasil, foi o jogo do bicho, até o aparecimento do comercio de droga;
a.2 - na mesma ponta foi quem mais movimentou capital, até idem.

B -Há uma diferença nas demais "atividades proibidas" e o caso em apreço.
b.1 - Em meados da década de 1960 a CAPOEIRA era proibida em Brasilia, na estação rodoviária por ex, só era permitida no Campus da Universidade Brasilia;
b.2 - conheci, ainda na década de 1950, samba de Roda ser proíbido e olha que duas proibições. A proibição do Estado e a pribição dos padres das Santas Missões.

C - QUAL A DIFERENÇA
c.1 - A diferença é que tanto a CAPOEIRA, (ativista consciente politicamente), quanto o samba de umbigada e os demais, (meros folguedos, meras manifestações culturais), queriam ENTRAR, para o CORPO SOCIAL. Nunca, pensaram em criar VALORES PARALELOS. queriam ser incorporados no e pelo contexto social.
c.2 - O pessoal do FUNK, a maioria, os mentores, ou aproveitadores querem criar uma NOVA ORDEM DE VALOR. Isto ninguém pode negar. Sem ter idéia do que isto significa, mas querem.
c.3 - Esta ORDEM DE VALOR, já existe, contra o Estado mas com auspícios de funcionários e organismos diversos ela existe.
e o FUNK, com ou sem conhecimento dos seus adeptos vem sendo um instrumento para isto. E existe, como não poderia deixar de ser, debaixo do cano da Arma.
Diferente de todo o processo de repressão histórico do Brasil.
Brasil, pais da repressão contra o pobre e contra o negro e contra o índio.
Resta a pergunta o que fazer? - Não sei.
Hermano - um abraço
andré

Andre Pessego · São Paulo, SP 23/7/2009 14:54
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Juliaura
 

Ancelmo Góis do Globo,
essa midia acanhada,
pediu um depoimento pro overmano Hermano
sobre proibições de bailes do funk carioca.

Como também penso,
a defesa do funk, diz ele,
tem que ser feita por seus próprios porta-vozes.

Mas, como o espaço da coluna era generoso porém pequeno, Hermano nos brinda com essa "versão mais detalhada da argumentação".

Diz bem da importância pra economia, pro mercado e pra circulação do produto cultural, no país e no planeta, desse produto carioca, regurgitado da ocupação inicial que era, aquentado com remelexo, pezinho, bamboleio e água de côco, embalado nas ondas da Guanabara, quais as naus que cá vieram a nos cobrir as vergonhas expostas uma vez e nos legaram tanto, inclusive a escravidão e a exploração colonialista e sucedâneos, além de um certo ar imperial, de uma corte rufiã que ainda nos domina... e abomina.

Em razão de um tantão de outras coisas e das de per si, recomenda Hermano tipo um samba plataforma, pro pessoal botar bronca:
Não põe corda no meu bloco,
Nem vem com teu carro-chefe,
Não dá ordem ao pessoal
Não traz lema, nem divisa
Que a gente não precisa
que organizem o nosso carnaval


E tasca um programa pros de baixo:
"o pessoal dos bailes (donos de equipes, DJs, MCs, público e trabalhadores das festas em geral) precisa se unir para apresentar e negociar suas propostas."

Porque, supõe a análise:
"As tentativas até agora foram tímidas, episódicas, revelando muitas vezes divisões internas enfraquecedoras."

Daí a candura da proposta que, de onde olha, ensina:
- O movimento funk deve se organizar de modo permanente e tomar a frente de sua defesa e do diálogo com quem é contra os bailes.
Mais um tiquinho, torna-se uam agremiação política, quem sabe embrião do verdadeiro partido revolucionário dos de baixo,
a "gente do movimento, que vive do funk e para o funk"

Receita dada... d"uma maneira de mudar essa situação"... pra superar a repressão pollicial do estado opressor e explorador...
Assaltar-se-iam os céus, em pleno inverno... porque no verão é carnaval... que é samba, hoje em dia liberadão...
até pagode é sensação.

E viveríamos novos tempos gloriosos...
felizes na favela,
na refavela,
sem chicote,
senzala,
nem bicanca embotada
nem escorraçada
nem algemada,
nem cintada
ou fivelada...
...
Pois vem aí bom tempo

Vou que vou
Pela estrada que dá numa praia dourada
Que dá num tal de fazer nada
Como a natureza mandou
Vou
Satisfeito, alegria batendo no peito
O radinho contando direito
A vitória do meu tricolor

Juliaura · Porto Alegre, RS 27/7/2009 11:32
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dudavalle
 

Eh o que o Catra falou : o forroh tem o Pavilhão de São Cristovão, o samba tem o sambodromo e o funk ???

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 3/8/2009 14:02
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dudavalle
 

Aih vão algumas questões relacionadas ao artigo que fala sobre o funk.

Coloquemos numa perspectiva da história recente:

Vocês acham que os sambistas não sofreram e sofrem ainda , mas hoje em dia menos o mesmo preconceito e repressão que os funkeiros ?

Vocês não acham que torcedores de futebol tem o mesmo tratamento que eh dado aos funkeiros ???

Vocês não acham que o pessoal do hip hop e do rap em São Paulo não tem o mesmo tratamento que os funkeiros ?

Tempos atrás em São Paulo proibiram torcedores de entrarem no estádio com a camisa de seus respectivos clubes e ainda proibiram torcidas de entrarem com bandeiras e tambores, vocês não acham isso semelhante a um DJ de funk ser proibido de tocar certas músicas ???

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 3/8/2009 14:04
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Ismael
 

Olá, Adrolado Bauer! Como faço para ter acesso a essa pesquisa da professora Rita Possamai sobre as proibições aos blocos carnavalescos? Com as informações que deste, não encontrei nada na internet. Obrigado!

Ismael · Porto Alegre, RS 30/11/2009 06:46
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Mansur
 

Frequentei esses bailes no Canto do Rio, em 1977. Tinha 12 anos e me lembro bem que a programação do Canto do Rio era a seguinte: samba no sábado e domingo baile funk na matinê. Me lembro de tocar Stevie Wonder e o baile vir abaixo. Na mesma época tinha a onda disco, que repercutia nas boates mais pra zona sul de Niterói, em São Francisco e Charitas: coisa de classe média alta, baseada na onda carioca Dancing Days (Morro da Urca). E deu no que deu...:)

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 2/3/2010 00:00
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Dayana Lima
 

Olá Hermano
Sou estudante do curso de comunicação social e o assunto da minha monografia é o funk carioca.Vou falar sobre a narrativa visual do baile funk carioca. Já li suas publicações e estão sendo de grande ajuda. Você tem alguma indicação pra me ajudar? Agradeço a atenção.

Dayana Lima · São Gonçalo, RJ 9/9/2010 03:19
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Denise Eldochy
 

Olá,
Sou estudante do curso de História da Faculdade de Formação de Professores-UERJ que fica em São Gonçalo e estamos construindo um projeto para o próximo encontro regional dos estudante de história e definimos como eixo temático a marginalização da pobreza e o papel do educador, visto que nossos uma faculdade de licenciaturas numas das região mais pobres do estado do Rio de Janeiro.
Nosso objetivo é discutir problemas que estarão presentes na nossa sala de aula e que precisamos encará-los. O uso de drogas, a marginalização dos moradores de favelas, a opressão policial e a ditadura militar, a luta dos homossexuais, das mulheres, dos negros, o processo de criminalização dos movimentos sociais e muito mais.
Tudo isso, sem perder a abordagem teórica e histórica, e compreendendo como esse processo se desenvolveu não
só em nosso país, tentando contemplar as especificidades de cada estado da região. Ficaríamos imensamente felizes se pudermos contar com sua presença e contribuição em uma das mesas. O encontro se realizará no fim do mes de abril de 2011.
Desde já agradecemos,

Denise Eldochy · Niterói, RJ 26/10/2010 10:08
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Ricardo Gomes
 

Gostaria que comentasse os artigos da Adriana Calcanhoto em O Globo, e a nota da coluna de Mauricio Dias na Carta Capital.

http://oglobo.globo.com/cultura/vai-vai-vai-vai-vai-10440185

http://www.cartacapital.com.br/revista/773/a-criminalizacao-do-funk-1282.html

E de quebra, se não for pedir demais, que fale sobre o processo de domesticação do funk promovido pela TV Globo em seus programas "populares".

Muito obrigado

Ricardo Gomes · Rio de Janeiro, RJ 5/11/2013 22:33
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