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SOLTO NA CIDADE ENTREVISTA: LEONARDO FREITAS

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zoombie walk
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Solto · Natal, RN
24/1/2009 · 184 · 1
 

A marcha dos mortos-vivos.
ENTREVISTA: LEONARDO FREITAS

Por Itaércio Porpino


Há dois meses, ou pouco menos que isso, um sujeito de nome Tiago (ou Thiago — não sabemos) criou no orkut a comunidade Zombie Christmas Walk Natal, que logo atraiu dezenas de pessoas. A comunidade foi crescendo (atualmente, são 260 membros) e fez com que o mentor, junto com um grupo de mais cinco pessoas, levasse a idéia adiante. Depois de duas reuniões, ficou acertado que a primeira Zombie Walk de Natal seria na tarde deste sábado (20/12), nas proximidades do Praia Shopping. O evento foi divulgado na internet, até porque se trata de um flash mob e tem essa característica de pegar as pessoas de surpresa. Bem, não vai ser tão surpresa assim porque o Solto na Cidade conversou com um dos organizadores, o advogado Leonardo Freitas, que contou tudo sobre o evento.

Solto na Cidade: O que há por trás da Zombie Walk?
Leonardo Freitas: É um mistério, não sei dizer ao certo. A Zombie Walk surgiu a partir de um outro tipo de movimentação. É um filhote individualizado do flash mob, evento em que pessoas se aglomeram em um local público e fazem uma determinada ação previamente combinada, e depois se dispersam tão rápido quanto se reuniram. A idéia básica é mudar a rotina ou modificar o meio urbano. Um dos flash mobs mais conhecidos é a pillow fight (guerra de travesseiros na rua), mas há cada vez mais flash mobs com caráter político.


Solto: E qual seria o caráter da Zombie Walk?
LF: A Zombie Walk surgiu no Canadá, invenção de um pessoal fã de filmes de terror, e se espalhou pelo mundo. Como todo flash mob, sua principal característica é a utilização da internet como meio para mobilizar os participantes. O pessoal se junta para passar algum tempo caracterizado e agindo como zumbis e depois se dispersa. O intuito é somente se divertir.


Solto: É um fenômeno desses tempos de internet, então?
LF: Sim, é mais um fenômeno do mundo interconectado.


Solto: E quem teve a idéia de realizar o evento em Natal?
LF: Quem começou tudo foi Tiago...


Solto: Tiago?
LF: Só sei o primeiro nome e o apelido. Bem, ele criou a comunidade Zombie Christmas Walk Natal e começou a instigar a gente para botar a idéia pra frente. Eu vi como uma forma de sair da mesmice. Embora estejam acontecendo na cidade mais apresentações culturais, Natal ainda é uma cidade morgada. A gente não vê ações urbanas. Têm os shows, mas para determinados nichos sociais. E eu entrei também pela questão jurídica.


Solto: Como assim?
LF: Em uma ocasião dessas, nunca se sabe como as outras pessoas podem reagir. A gente tem medo de más interpretações, de sermos hostilizados. A polícia, principalmente, tem que estar avisada.


Solto: Como será a conduta de vocês?
LF: Caracterizados de zumbis, nós vamos caminhar pelos espaços públicos (imita um zumbi).


Solto: Vão mexer com as pessoas?
LF: Em São Paulo, os zumbis mexem, balançam ônibus, mas é São Paulo, né? Outra realidade. Em Natal não dá para fazer isso, então vamos apenas caminhar (imita de novo um zumbi, dessa vez com grunhido). Agora se a pessoa aceitar brincar, a gente brinca. Quem não brinca, a gente faz de conta que não existe.


Solto: Que tipo de reação você espera das pessoas?
LF: A pior possível. Muitos não vão entender. Vão dizer: ‘olha lá os abestalhados!” (risos). Acho que só dois por cento vão achar divertido. Espero uma reação intolerante da maioria.


Solto: E quantos zumbis devem participar?
LF: A comunidade Zombie Walk Natal tem mais de 200 membros, mas acho que devam ir uns dez gatos pingados, embora um número maior tenha falado que iria. Melhor que o Canadá, que começou com seis (risos).

veja mais: http://www.soltonacidade.com.br

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Flávio de Araújo
 

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Flávio de Araújo · Parati, RJ 26/1/2009 10:07
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