Pra não dizer que me caiu a... fiquei boquiaberta com as impressõesde leitura descritas a seguir por Sílvio amaral Camargo, Zé Poeta.
Aproveitei para publicar a foto aí de cima do Adroaldo na Praça da Alfândega combinando alguma com Drummond de Andrade e Mário Quintana. Tenho a dita guardada desde a Feira do Livro de Porto Alegre, em outubro do ano passado.
(E, estando o Adroaldo em férias e longe daqui...)
Também lembro que a Ize publicou as impressões dela aqui mesmo.
Metida aproveito pra dizer que a edição de 1.000 exemplares lançada em 31 de maio do ano passado da primeira novela do Adroaldo Bauer O dia do descanso de Deus está praticamente esgotada.
Sem encher muita lingüiça, pra não dar preguiça, vamos ao ponto do postado, que é apresentar esse belo e carinhoso texto do meu poeta amado:
A literatura policial, gênero que já foi considerado menor, hoje é sem dúvida um clássico. Quem não se move ante a pergunta: “Quem é o culpado?”.
Nesse caso, a “culpa” é de um processo lento entre o conflito do passado, com a falta de clareza do presente e a intangibilidade do futuro.
Li o Dia do Descanso de Deus, e confesso que me surpreendi. Vi na novela, a determinação de um Ahab na busca pela vingança ao cetáceo que lhe arrancou a perna em Moby Dick.
Vi os detetives e seus ajudantes enfrentando a agrura que é desvendar um mistério. Vi tua fluência ao brincar de esconde-esconde nas idas e vindas do texto. Vi tua ousadia ao revelar (ainda na metade do texto) o culpado, mas escondê-lo mesmo assim de um(a) leitor(a) que vai “compreender” a motivação apenas nas últimas páginas.
Vi o ritmo de aventura necessário aos tempos atuais, todavia regado a chimarrão e aquele olhar fraterno, mas não totalmente aberto à primeira estampa, do gaúcho. Vi uma persona que já nasce clássica tal qual o pistoleiro fantasma que volta para a vingança no Outlaw do Clint Eastwood, que é o Romão e seu hábito de cuspir na própria sombra.
Mas, principalmente vi, (e é aí que para mim que o conheço de esguelha) a forma como resolvestes o mistério de escrever um texto moral, nas veias de um militante.
Nunca deixamos de ser o que somos, e no teu caso, isso está no texto. A política é presente sem ser chata. No trânsito das idas e vindas há um signo comum que é a unidade em torno de um compromisso do trio de amigos que sequer o tempo ou o Descanso de Deus, podem abalar.
Muitos militantes, picados pela mosca azul do Machado, deveriam entender o que conseguistes “enuviar” em teia de fina ironia e... mistério, célula constitutiva de todo bom policial.
Confesso a grata surpresa, quando beiras o surrealismo em alguns trechos envolvendo o Domício, durante toda a trama, principalmente no final onde parecemos emaranhados numa lógica aparentemente sem sentido.
Além do que o humor, e esse é um traço teu muito forte, naquele olhar maroto quando: “pega a gente de jeito”.
Li-o em Cambará do Sul, diante das auracárias no Parque Nacional dos Aparados da Serra e, assim como os pais de Romão, fui longe estender minha rede para encontrar meu interior.
Parabéns pelos mistérios e pela lição de moral aos que traem os sonhos.
Depois, devemos estar atentos ao coma que os olhos verdes e personagens fortes podem causar em nossos fracos corações, principalmente, quando são Divinas as Lauritas.
José Sílvio Amaral Camargo
VIM AGRADECER E VOTEI....Gente muito OBRIGADUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU
Perdoa-me a ausência, contudo sou presença na presente mensagem de gradecimentos, vou deixar rolar, não avisei a ninguém, assim quem aqui vier veio por caminho liberto em céu aberto, como eu sou...Efigênia Coutinho
JUli
Belo texto postado, impressões e abordfgem rica de quem sabe o que é e que sabedos bons. Deu água na boca. E teus links são devreas trilegais...Votado.
também me inspiras Efige. Valente e atuante, meiga e firme.
Juliaura · África do Sul , WW 7/2/2008 21:33
Que bacana, Juliaura.
Pôxa, estava há tempos longe nos pagos e nada de Feira do Livro ano depois de ano... Esta tua colaboração atiçou minha saudade. 2008, estou lá!
Seria muito legal se a turma gaúcha do overmundo pudesse se encontrar.
Abraços,
Letícia.
Juli, não existe avanços de sinal em estradas que correm para o peito de quem gosta. Sinta-se bem-vinda.
As palavras somem, mas resta-me dizer que sou fã do Adroaldo e também de você, linda.
O máximo!
bjin.
JuliManga, Tu que manda,
com esa bocona de pecado (i)mortal
Salve, salve o noveleiro
trocando iséias todo fagueiro,
ao lado de dois poetas...
Adoro a novela
e ao ler o texto do poeta
nossa, arrepiei de saudades
e de vontades de mais Romão,
cuspindo na própria sombra
como autoproteção.
Meu coração dança e canta
de saudade dessa tua chegada
meio desemxabida e descarada,
tão Lindinha, sua danada.
Tá lindo tudo,
O poeta,
O barbudo imperial...
Os poetas eternizados em bronze
de perto-longe numa troca de ilusões...
Minha flor, que saudades...
Beijos, te devo um sonho,
tu tava tão toda juliLinda.
Obrigada por me trazer saudades do Pai
teu e do Romão e do romão.
EU QUERO UM ROMÃO PRA MIM!!!!
Dora, tu me mata de amor. Grata.
Por vias das dúvidas, Franck, sempre espero o sinal vermelho. Agradecida.
Letícia, belíssima idéia. Deves falar com o Adroaldo ou com o Zé. Que eu estou quase em Beijing, se tudo continuar dando certo. figa, toc, toc, toc na madeira, mangalô. (ih! Bocão, acabei falando). Muitíssimo grata a ti.
Beijin, de olho numa vaga em Beijing (não peguntem a modalidade)
Obrigado pelo seu simpático convite, querida Juliaura, tem muito poeta nesta página, é uma inflação de talento e de coisas boas, valeu pela homenagem a esses monstros sagrados que apesar de não estarem conosco fisicamente, continuam entretendo muitos que entram em contato com as suas obras e viva a poesia de todos nós !
Um beijo, Alcanu
Mas bahm tchê. Trilegal. Entretendo e iluminando. Só as calvas já dão banho de luz no palco (rsrs). Gracias, Alcanu.
Juliaura · África do Sul , WW 8/2/2008 19:28
Juli.
Tenho imensa admiração por ti.
O comentário do Zé muito me emociona e enleva.
Tua solicitude para comigo é exemplar, mas, lamento dizer-te, precisamos conversar sobre essa tua obra aqui.
Por que exatamente esta foto, que não publicamos, por acordo negociado longamente, no ambiente de cobertura da Feira do Livro de Porto Alegre vem estar aqui é o nosso assunto.
Não vale repetir que o Zé é um bom poeta, um poeta do povo, um poeta sigular e merecedor de todas as loas. Sobre isso já temos acordo.
Tens tantas ilustrações especiais e criadas por ti mesma, que não carecia.
É mais uma foto de "turista" como já te falei, do que de três escribas, como dizes.
As únicas parecências e similitudes são mesmo as calvas, que gozas. E são inegáveis calvas.
Eu sei o meu tamanho e o meu lugar, Juli.
Precisamos mesmo conversar.
Há limites, certo?
Belo singelo texto.
Agradecido, ainda que contrariado.
Juli,
Não entendo a cisma do Adro com a foto. Compreendo bem mais o ar amuado do Drumond, oferecendo a taça de vinho tinto (que Adro tão distraidamente dispensou) para o Quintana - que eu nem sei se bebe (e se bebe com sua loucura sã nem deveria)
Sorte ele tem, duas: Uma a de não ser, ainda, estátua. A outra a de (como eu) não precisar de óculos para a leitura. O Nosso Drumond de bronze daqui, vive com os óculos quebrados ou surrupiados pelos vândalos, cospem nele, escrevem coisas pouco literárias, um horror.
Se eu fosse tu, só de chiste, diria a ele que o mal da foto não é a foto em si, mas, a careca, coisa fora de moda até no PCC - Partido dos Cartões Corporativos.
Deixa como está. Vai que contrariado ele escreve melhor ainda?
Abs
Gratíssima, Spírito. como diz o Jesualdo pro romão: tô te devendo uma. És bálsamo reconfortante.
Beijin.
Papá Bauer,
Conversaremos sim. Benção!
Esses artistas... todos geniosos ... (e modestos, graças a Deus)
O poeta popular faz a íntima leitura do livro e deixa uma vontade demais de ler (será que ainda consigo?).
Pelo que leio de Adroaldo, nas mais simples mensagens, já sei que tudo é pouco para dizer do livro.
Obrigada Juliaura (e não ligue para ele, o fotografado). Além da beleza das impressões de Zé Poeta, você ainda deixa essas outras estradas de conhecer, sempre indispensáveis.
beijos
Juli...ô menina danada, deve ganhar muitos cheiro, pois sim,,, revelar o que é bom é obrigação. Se a barra pegar, vem voando prá as bandas de cá, que tem aconchego. rs... Adoro este seu sotaque gaucho. Abraços do rio grande do norte.
analuizadapenha · Natal, RN 9/2/2008 00:10
Aninha, cheiro gostoso esse teu. Grata pelo carinho e oferta de cantinho. Penso, no entanto, que damos um jeito de acertar os
conceitos. Afinal, somos todos do mesmo planeta. A passeio, uma vez, por certo nos veremos.
Saramar,
Doce e meiga. Teu argumento me será essencial. É agradável tê-la em um postado de poetas nossos. Gracias.
Agora, sempre que vir uma feira do livro, me lembrarei de você e do Zé Poeta!
Uma coisa que acho super bacana é que você consegue imprimir seu sotaque em seus textos!
Bjs
Juli, muito bom o texto sobre a fascinante novela que pune os "traidores de sonhos."
Quanto à foto, deixe-me advogar pra ti? O Barão de POA coube como uma luva entre Carlos e Mário e ficou bem no over.
Democracia, Adro, democracia...
ops...deixa-me advogar... (e com a jurisprudência literária, é claro).
Juli, brigadão pelo convite. Valeu a pena passar por aqui e ficar conhecendo o Zé Poeta. Deu muita vontade de ler mais coisas dele. E a foto do Adroaldo está trilegal. Beleza, menina!
Beijo grande!
Cida, Frazão, Ester, demais outras almas cândidas, generosas e amáveis que aqui estiveram ou venham a passar, sou imensamente grata pelo estímulo e compreensão e respeitadora das razões vossas.
Papá Bauer, é fato que descumpri um acordo contigo. É justo que tenhas reagido assim, como concordamos, pelo desfazimento por mim de um acordo nosso.
Também agradeço por considerares a minha opinião e a das demais que aqui estiveram, que viram além da identidade entre as calvas luzidias dos três personagens retratados, que nunca foi minha intenção destacar.
Dou-te um beijo estalado e respeitoso, como sempre, desde há muito, que te amo e te adoro, te adoro e te amo tanto.
[Spírito, per brindare il belo momento eu e o Adro estamos atrás dessa taça de vinho de que falas no teu comentário, mas até agora não vimos, como temos absoluta certeza, ambos aqui em respeitável acordo, de que não havia na oportunidade em que foi produzido o flagrante. Não foram as luzes? Ou foram eflúvios embarcados naquele teu trem de teletransporte das almas que ainda por aqui não passou?]
Cida, vou tentar publicar no meu bloguinho mais algo sobre o Zé, com endereço de página dele, se a tiver. Amei teu recadaço em meu perfil. É cada vez muito maior a minha admiração e respeito por ti e teu trabalho. Agrade_Cida.
Beijin a todas!
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