Lauro e seu pênis
Por Rafael Monteiro
Em certa manhã, Lauro acordou e percebeu que seu pênis havia sumido. Procurou entre os lençóis, embaixo da cama, e depois no banheiro, na cozinha, pela casa toda, sem obter sucesso. Como já estava atrasado para ir ao trabalho, se arrumou e saiu.
Durante o dia, no escritório, pouco sentiu falta de seu membro. Atolado de trabalho, muita papelada para resolver, acabou não pensando muito no assunto.
À noite, estava cansado, e pretendia dormir o mais cedo possível. Todavia, levou um susto quando abriu a porta de casa e ouviu uma gritaria vindo de seu quarto. Eram vozes de mulheres, em gritos e gemidos de prazer.
Ao adentrar no recinto, Lauro viu seu pênis com duas mulheres na cama. Uma loira e outra morena, em posições nas quais Lauro nunca conseguiu sequer imaginar. Ele entrou e se retirou sem ser notado, tomou seu banho, jantou, e dormiu no sofá da sala.
No dia seguinte, Lauro voltou à sua rotina. Mais uma vez, quando retornou, encontrou seu pênis na cama, dessa vez com uma ruiva, que fazia sexo anal de uma forma tão compenetrada e selvagem que Lauro não teve coragem de ver por mais de dois segundos. Ele apenas jantou e se jogou no sofá para dormir.
No terceiro dia, a mesma coisa se repetiu. Mas desta vez seu pênis fazia posições do Kama Sutra com uma mulher de pele branca, cabelos negros e olhos verdes. Lauro nem deu bola, comeu e dormiu como sempre.
O quarto dia seguiu o mesmo roteiro, sendo que desta vez o visitante em sua casa era um negro alto e forte, que aparentemente não tinha pudor sexual algum.
Até que, no quinto dia, algo diferente aconteceu. Lauro acordou sentindo uma presença incômoda em seu ânus, e quando deu por si, estava sendo penetrado por seu pênis.
- Agora já é demais, você passou de todos os limites!
Revoltado, foi até a cozinha, sem que o pênis desgrudasse de seu orifício. Pegou um facão de churrasco com a mão direita, e com a esquerda segurou o membro, que ainda estava rijo. Quando estava prestes a cortá-lo em fatias, Lauro reconheceu a sensação de tê-lo em suas mãos. Era bom, como poderia ter se esquecido disso? Começou então a se masturbar ali mesmo na cozinha, até chegar a um longo e intenso orgasmo.
- Como pude pensar em te matar? – pensou arrependido enquanto se limpava. – Mas por que você me abandonou?
Foi então que o pênis olhou para ele e respondeu:
- Já estava cansado de só ficar na punheta!
ahhahahahahhahahahahahhaha... de início achei que alguma moral seria tirada dessa história toda, mas não ahhahahahhahah.... pensando bem talvez sim... é... sim... ahhahahahhahaha... ri muito
Um abraço
Bem, acho que alguns achariam esse conto Imoral :-)
Valeu pelo comentário, Juliano!
Se eu pudesse fazer uma trilha sonora do seu conto com certeza a musica para Lauro seria "O que sobrou do céu" do Rappa.
“Faltou luz, mas era dia, o sol invadiu a sala.
Fez da TV um espelho, refletindo o que agente esquecia.
Faltou luz, mas era dia, dia.”
O conto não foi imoral, mas imoral é a forma que muitas vezes esquecemos de viver a vida.
Parabéns!!!
Osvaldo, você escolheu bem a música, uma das minhas favoritas do Rappa! :-)
Obrigad pelo comentário!
isso me lembrou "o nariz" de gógol.
ah valeu! eu ri bastante!
Obrigado pelo comentário, Dáia.
O início foi inspirado em Kafka, mas só o início.
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