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Em outubro de 2006, um texto de Oona Castro abria a temporada de buscas por casos de modelos de negócios abertos (Open Business) na cultura. Nele, anunciava-se a parceria entre Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio e o Overmundo para identificar iniciativas culturais com um ponto de convergência: que fossem modelos de negócios sustentáveis, sem geração de receita por direitos de propriedade intelectual, mas sim por formas alternativas.
O resultado das buscas pôde ser visto a conta-gotas nos meses seguintes no próprio Overmundo. Pesquisando a tag open-business, é possível encontrar casos variadíssimos, que vão do Jornal Forninho, um esquema de divulgação da programação cultural de Vitória por meio de sacos de pão, à Camiseteria, uma loja online de camisetas cujas estampas são criadas e escolhidas pelos usuários. Em março de 2007, um seminário na Fundação Getúlio Vargas reuniu pesquisadores, jornalistas e artistas para discutir os primeiros resultados.
Agora, Ronaldo Lemos postou dois documentos definitivos gerados pelo projeto no Banco de Cultura: "Pesquisa FGV Cultura Livre, Negócios Abertos – do Tecnobrega ao Cinema Nigeriano", com os resultados finais, e "O Tecnobrega de Belém do Pará e os modelos de negócio abertos", este mais específico sobre o gênero musical que virou o exemplo mais significativo desta etapa da pesquisa. Vale a pena dar uma olhada e ficar atento para o que vem por aí: uma segunda etapa da pesquisa deve começar no segundo semestre, abordando principalmente os desafios gerados pela informalidade da maioria dessas iniciativas.
tags:
cultura-e-sociedade open-business pesquisa cultura-livre banco-de-cultura
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