CrÃticos especializados e mentes esclarescidas andam sustentando, até com alguma propriedade intelectual, que quando a massa, em coro, berra “EEEEEuuu..............Sou Brasilêroooo.............. Com muito orgulhoooooooo...... com muito amo-oooor....†está expressando o paroxismo de uma catarse identitária vocabular. Quando os portugueses aqui chegaram, com seus canhões de pólvora e seus espelhos, batizaram os aqui nascido de brasileiros. Por que brasileiros e não brasilianos ou brasilienses?, pergunta o curioso polemista. O sufixo “eiro†ou “êroâ€, mais comummente utilizado na fala do dia a dia, se refere claramente à classes e posições sociais oprimidas e subalternas. Pura luta de classe gramatical: o pedreiro ergue a casa onde vai morar o psicanalista. Embora nos julguemos catarinenses ou paulistanos, somos todos brasileiros, ou “brasilêros.†Sabe-se também que o nome “Brasil†vem de pau-brasil, famosa árvore brasileira, matéria prima de uma tinta vermelha. Então por que, na bandeira, não há o vermelho? Sugiro que o uniforme do Brasiliense Futebol Clube, bravo time candango que luta pelo acesso à Série A, alvo de acusações infundadas e difamatórias sobre desvio e lavagem de dinheiro, adote a cor vermelha como sÃmbolo e o calango como mascote, exaltando assim as virtudes do cerrado e o brio sanguÃneo dos futebolistas.
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