Professor Campelo na Feira do Livro de São Luís

Campelo observa as edições do Senado
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Adusumilli · Brasília, DF
12/11/2010 · 8 · 0
 

Neste domingo (14 de novembro), às 18:30 h no Café Literário da Feira do Livro de São Luís na praça Maria Aragão, você tem chance de conversar com um baluarte da cultura nacional. Vice-Presidente do Conselho Editorial do Senado, criador do Dicionário Aurélio, o Professor Joaquim Campelo estará fazendo palestra, onde responderá a todas as perguntas dos presentes sobre a criação do Dicionário Aurélio, a Cultura Brasileira, os Livros do Senado Federal, enfim, será no estilo perguntas e respostas sem um roteiro definido.

Nascido em Viana na Baixada Maranhense em 19 de maio de 1931, Joaquim Campelo fez o primário no Colégio São Luís Gonzaga, de Dona Zuleide Bogeia, na rua do Sol. Depois. A partir do Admissão, até o 2º ano do Colegial, estuda no Colégio Maranhense (Marista), de onde sai no último ano e encerra o curso no Colégio São Luís. Vai para o Rio de Janeiro em novembro de 1951, estudar em curso superior, visto em São Luís existir àquela altura apenas a Faculdade de Direito, a qual ele não queria cursar. Retorna a São Luís para cumprir estágio de aspirante a oficial, pois fizera serviço militar no NPOR (Núcleo Preparatório de Oficiais da Reserva), convocado em vista da mais do que remota possibilidade de envolvimento do Brasil na mais remota guerra da Coreia. Eram os idos de 1952. Concluído o estágio, a guerra estacionada no Paralelo 38 e logo encerrada com a criação de duas Coreias. De volta ao Rio faz vestibular para o curso de Jornalismo da Faculdade Nacional de Filosofia e para a Faculdade Nacional de Direito, ambas da Universidade do Brasil.

Já no 2º ano dessas duas escolas, de férias em São Luís, candidata-se a bolsa de estudos da Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP), da Fundação Getúlio Vargas, que proporcionava remuneração aos alunos pelo Ponto IV, para formação de administradores públicos. Do Maranhão foram selecionados três, o Campelo um deles, que ia manter-se no Rio em três escolas de nível superior duma vezada. Metido na política estudantil, elege-se para o Diretório Acadêmico. Presidente do Diretório três mandatos (no terceiro alcançou mais de 90% dos votos), logo em abril do 3º ano incompatibiliza-se com a direção da escola, que se recusa a integrar-se no sistema de ensino superior brasileiro, do Ministério da Educação. A luta pelo reconhecimento do diploma é causa de uma “expulsão branca” do Campelo: suspensão de três meses e cancelamento da bolsa de estudos. Inviabilizava-se a continuação dos estudos. Abandona o curso e sai em busca de emprego. Na Faculdade de Direito, cancela a matrícula. Forma-se só em Jornalismo.

Trabalhava na Standart Propaganda como revisor e redator, e como redator na Revista O Cruzeiro e no Jornal do Brasil, para onde foi levado pela mão companheira de Lago Burnett. Nas horas vagas todos os dias (de noite e fins de semana), trabalhava em casa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, de quem havia sido aluno na EBAP, em 1956. Ajudava Aurélio nas correções de provas de português do Colégio Pedro II, em pesquisas e preparo de originais e revisão de provas e, principalmente, na revisão e atualização do Pequeno Dicionário Brasileiro de Língua Portuguesa, da Editora Civilização Brasileira. Envolveu-se no trabalho com Aurélio, tendo sido, em maio de 1966, contratado como chefe de equipe que iria elaborar um Grande Dicionário para a Editora Delta Larousse, com Aurélio na supervisão. Em setembro de 1969, rescinde a Delta o contrato com Aurélio. Nada havia sido cumprido por parte de Mestre Aurélio. É quando Campelo sonha com fazer o dicionário com Aurélio. Convoca e convence alguns integrante da antiga equipe da Delta para a aventura. Era dezembro de 1969 fazia calor no Rio. Porém calor maior era a busca do auxílio para levar a bom termo a obra. Mas Campelo curva-se sempre à bênção da deusa de Amizade. O plano inicial era elaborar, com Aurélio, um dicionário pequeno para concorrer com o antigo Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, do qual Aurélio era supervisor. Como seria um léxico modesto, estimou sua elaboração em um ano. Como o Campelo conhecia o Aurélio – que não cumpria nenhum prazo estipulado – preparou-se para dois anos e meio (30 meses) de trabalho.

O resto da história venha conferir assistindo ao próprio Campelo.

Pelas Edições do Senado já editou cerca de 150 títulos e fala com alegria deste trabalho “as edições do Senado suprem uma lacuna no mercado editorial brasileiro, obras fora de catálogo, sem espaço nas grandes editoras e de relevante valor cultural, são publicadas nas edições do Senado. É assim que constribuimos para a cultur brasileira pois, nossas obras são vendidas ao preço de custo absolutamente accessíveis para as diversas camadas da população”.

Joaquim Campelo, 80 anos, este verdadeiro símbolo da cultura brasileira estará presente no Café Literário, neste domingo, na Praça Maria Aragão, às 18:30 h na Feira do Livro de São Luís.

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